quinta-feira, 20 de março de 2014

SUA POSIÇÃO DIANTE DOS PROBLEMAS

I Samuel 17.24-45.

A bela história do pequeno Davi vencendo o gigante Golias é uma das maiores lições que inspiram as pessoas a vencer na vida. Percebemos nesta história que o povo ficou amedrontado, o rei Saul ficou indignado e Davi se encheu de coragem e determinação de vencer. Havia uma diferença entre o povo, Saul e Davi para que este vencesse.
O posicionamento diante do problema determina as condições para a vitória. Se você estiver mal posicionado, não terá condições de enfrentar vitoriosamente. A posição central de nossas vidas determina o que é mais valioso para nós, “porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mateus 6.21).
Qual a sua posição diante dos problemas? Veja como Davi se posicionou diante do problema:

1- EU  < PROBLEMA > DEUS: V.24 “E todos os homens de Israel, vendo aquele homem, fugiam, de diante dele, tomados de pavor”.
O povo de Israel estava apavorado e por isso colocaram o problema na frente de Deus. Ficaram tão impressionados com o tamanho do gigante (I Samuel 17.4-7 “Então saiu do arraial dos filisteus um campeão, cujo nome era Golias, de Gate, que tinha de altura seis côvados e um palmo. Trazia na cabeça um capacete de bronze, e vestia uma couraça escameada, cujo peso era de cinco mil siclos de bronze. Também trazia grevas de bronze nas pernas, e um dardo de bronze entre os ombros. A haste da sua lança era como o órgão de um tear, e a ponta da sua lança pesava seiscentos siclos de ferro; adiante dele ia o seu escudeiro”) que nem se lembraram da grandeza de seu Deus. Fizeram como os espias quando foram conhecer a terra de Canaã e viram que havia ali gigantes e se acharam pequenos diante deles como gafanhotos pensando que não conseguiriam vencê-los (Números 13.33 “Também vimos ali os nefilins, isto é, os filhos de Anaque, que são descendentes dos nefilins; éramos aos nossos olhos como gafanhotos; e assim também éramos aos seus olhos”).
Isso acontece com todos que colocam o seu problema na frente de Deus. Esta é uma característica de quem enfatiza as dificuldades e barreiras que enfrenta. O problema não pode ser central em nossa vida porque nos impede de prosseguir adiante. Quando fixamos muito numa dificuldade, sentimos impotentes e parece que a mente fica bloqueada para pensar outras possibilidades de enfrentar.
Você está enfatizando o problema? Não supervalorize as dificuldades!

2 – PROBLEMA < EU > DEUS: V.33, 38, 39 “Saul, porém, disse a Davi: Não poderás ir contra esse filisteu para pelejar com ele, pois tu ainda és moço, e ele homem de guerra desde a sua mocidade”; ” E vestiu a Davi da sua própria armadura, pôs-lhe sobre a cabeça um capacete de bronze, e o vestiu de uma couraça. Davi cingiu a espada sobre a armadura e procurou em vão andar, pois não estava acostumado àquilo. Então disse Davi a Saul: Não posso andar com isto, pois não estou acostumado. E Davi tirou aquilo de sobre si”.
O rei Saul já estava em decadência espiritual e por isso tinha seu ‘eu’ no centro de tudo o que fazia. Subestimou o tamanho de Davi para lutar e quando soube que era um herói capaz de derrotar leões e ursos (v.34-37 “Então disse Davi a Saul: Teu servo apascentava as ovelhas de seu pai, e sempre que vinha um leão, ou um urso, e tomava um cordeiro do rebanho, eu saía após ele, e o matava, e lho arrancava da boca; levantando-se ele contra mim, segurava-o pela queixada, e o feria e matava. O teu servo matava tanto ao leão como ao urso; e este incircunciso filisteu será como um deles, porquanto afrontou os exércitos do Deus vivo. Disse mais Davi: O Senhor, que me livrou das garras do leão, e das garras do urso, me livrará da mão deste filisteu. Então disse Saul a Davi: Vai, e o Senhor seja contigo”), quis colocar sobre ele a sua armadura real para receber a glória pela batalha. A arrogância de Saul lhe custou muitas derrotas e a perca da unção real. Saul se engrandeceu tanto que se achava maior que tudo e todos, esquecendo-se até de Deus.
O rei Saul prometeu riquezas, isentar de impostos e dar sua filha em casamento ao valente que vencesse o gigante (v.25 “Diziam os homens de Israel: Vistes aquele homem que subiu? pois subiu para desafiar a Israel. Ao homem, pois, que o matar, o rei cumulará de grandes riquezas, e lhe dará a sua filha, e fará livre a casa de seu pai em Israel”). Davi também se sentiu tentado a colocar seu ‘eu’ na frente de tudo, mas depois percebeu que não seria a melhor forma de enfrentar o inimigo, por isso preferiu lutar como pastor com sua funda mesmo (v.40 “Então tomou na mão o seu cajado, escolheu do ribeiro cinco seixos lisos e pô-los no alforje de pastor que trazia, a saber, no surrão, e, tomando na mão a sua funda, foi-se chegando ao filisteu”).
O orgulho é uma característica de satanás. É uma de suas estratégias para derrubar muitas pessoas, fazendo-as se engrandecerem para depois serem humilhadas (Mateus 23.12 “Qualquer, pois, que a si mesmo se exaltar, será humilhado; e qualquer que a si mesmo se humilhar, será exaltado”). Por isso devemos aprender a ser humildes para ser exaltados por Deus e “nada façais por partidarismo ou vanglória” (Filipenses 2.3). Pessoas que colocam seu ‘eu’ no centro, acham-se entendidas e confiam muito em sua própria capacidade estão confiando em si próprio e esquecendo que “maldito homem que confia no homem” (Jeremias 17.5).
Você está lutando com suas forças? Não se engrandeça diante dos problemas!

3 – EU  < DEUS > PROBLEMA: V.45 “Davi, porém, lhe respondeu: Tu vens a mim com espada, com lança e com escudo; mas eu venho a ti em nome do Senhor dos exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado”.
A posição de Davi foi colocar Deus no centro de tudo em sua vida. Em nenhum momento quis enfatizar o problema, muito menos aceitou lutar baseado no próprio ego. Davi conhecia o seu Deus e sabia de sua grandeza como Criador supremo de todas as coisas. Por isso não achou o gigante tão grande, pois conhecia um Deus muito maior que qualquer dificuldade. Até aquele momento Davi sempre lutou com Deus a sua frente e agora não seria diferente. Sabia que o mesmo Deus que o livrou do urso e do leão o daria a vitória mais uma vez (v.37 “Disse mais Davi: O Senhor, que me livrou das garras do leão, e das garras do urso, me livrará da mão deste filisteu. Então disse Saul a Davi: Vai, e o Senhor seja contigo”).
Colocar Deus no centro de nossas vidas e na frente dos problemas é a melhor posição que podemos enfrentar numa batalha. Quem conhece e confia no poder do Senhor, não consegue nem ver tanta dificuldade porque sabe que seu Deus é muito maior que tudo. O povo de Deus no deserto caminhava com a nuvem da glória de Deus à sua frente e todas as vezes que se desviaram fracassaram, mas quando o Senhor ia à frente, venciam (Êxodo 14.19,20 “Então o anjo de Deus, que ia adiante do exército de Israel, se retirou e se pôs atrás deles; também a coluna de nuvem se retirou de diante deles e se pôs atrás, colocando-se entre o campo dos egípcios e o campo dos israelitas; assim havia nuvem e trevas; contudo aquela clareava a noite para Israel; de maneira que em toda a noite não se aproximou um do outro”).
Quando Deus está em primeiro lugar em nossas vidas sabemos que “as demais coisas são acrescentadas” (Mateus 6.33). Não adianta reclamar enfatizando o problema ou bater no peito e dizer que consegue lutar, pois “o Senhor pelejará por vós e vos calareis” (Êxodo 14.14). A melhor coisa é deixar Deus agir e nos defender sabendo que “agindo Deus quem impedirá?” (Isaías 43.13).
Deus está à frente de sua vida?
Deixe Deus lutar por você! Com Deus você vai vencer!

Vencer é possível. Basta se posicionar corretamente sabendo que “somos mais que vencedores” (Romanos 8.37). Não entre numa batalha sozinho, pois quem luta com Deus é sempre vitorioso.
Qual a sua posição diante dos problemas?
Se o problema for central você será derrotado.
Se o seu ‘eu’ estiver no centro você vai se decepcionar.
Mas se Deus estiver na frente à vitória e certa!


Deus em Cristo nos Abençoe.

Pr. Capelão Edmundo Mendes Silva

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

A VERDADE SOBRE OS LÍDERES RELIGIOSOS QUE ARRANCAM DINHEIRO DO POVO

Próximo ao ano 850 antes de Cristo viveu na Síria um homem chamado Naamã. Ele era o comandante geral do exército do seu país, muito respeitado pelo rei e por seus soldados. Porém Naamã tinha uma doença muito grave: a lepra.
Um dia ele ficou sabendo que em Israel morava um homem de Deus, o profeta Elizeu, que poderia curá-lo. Ele pediu permissão ao seu rei, que, além de autorizá-lo a ir procurar o profeta, deu-lhe uma carta de apresentação para ser entregue ao rei de Israel, muitos quilos de prata e ouro, 10 mudas de roupas finas e soldados para garantir sua segurança na viagem.
Apesar de estar precisando de ajuda, Naamã era muito orgulhoso, por isso o profeta Elizeu nem o recebeu em sua casa e, para quebrar seu orgulho, ordenou que ele se lavasse sete vezes no Rio Jordão, que naquela ocasião estava barrento. Naamã resistiu, mas, por fim obedeceu. Assim que terminou de tomar os banhos que lhe foram ordenados, ele foi curado. Naamã ficou tão feliz que quis dar a Elizeu o ouro, a prata e as roupas finas que havia trazido, mas Elizeu recusou o presente. Naamã insistiu, mas Elizeu recusou novamente. Naamã agradeceu, pediu para levar um pouco de terra (para adorar a Deus sobre ela, em respeito e sinal de reconhecimento), louvou a Deus por ter sido curado e despediu-se do profeta.
Morava com Elizeu um aprendiz de profeta, o jovem Geazi. Ganancioso. Quando Naamã se tinha afastado certa distância, Geazi correu atrás dele, determinado a pegar o seu dinheiro. Ao ver o rapaz correndo atrás de sua caravana, Naamã parou e lhe perguntou se havia algum problema. Geazi respondeu: “Elizeu mandou-me aqui para lhe dizer o seguinte: Assim que você saiu, dois jovens profetas chegaram de viagem à minha casa. Dá-me tanto de prata e duas mudas de roupas finas para que eu possa ajudar estes dois rapazes”.
Naamã deu a Geazi o dobro da quantia de prata que ele lhe pediu e duas mudas de roupas finas e, ainda, ordenou que alguns de seus soldados o ajudassem a carregar. Quando eles chegaram perto da casa, Geazi dispensou os soldados e, sozinho, escondeu a mercadoria. Logo depois, Elizeu perguntou a Geazi aonde ele tinha ido. Geazi disse que não havia ido a lugar algum. Então, Elizeu lhe disse: “Eu sei o que você fez. Não era ocasião para pedir ou aceitar presentes. Já que você quis ficar com a prata de Naamã, fique também com sua lepra. E na tua família sempre haverá pessoas leprosas; para sempre”.
E Geazi ficou leproso da cabeça aos pés. Confira esta história na Bíblia: II Reis, Capítulo 5.

Quais lições podem tirar desta história impressionante?

1.  Existem muitas diferenças entre o verdadeiro e o falso profeta:
1.1 - Elizeu, o profeta verdadeiro:
a)  Não pediu, nem aceitou qualquer tipo de pagamento, oferta ou presente, pelo fato de ter curado Naamã. Nem antes, nem depois.
b)  Não misturava “Cura Divina” com dinheiro ou presentes.
c)  Não se aproveitou da situação de Naamã. Jesus falou: “De graça recebeste, de graça dai”.
d)  Não era ganancioso, nem materialista. Elizeu amava a Deus; não o dinheiro.

1.2 - Geazi, o profeta falso:
a)    Era ganancioso, determinado, materialista. Usou o nome de Deus e o nome do profeta Elizeu para conseguir o que queria. Amava o dinheiro, o poder. Desejou e pediu o dinheiro e os presentes de Naamã.
b)    Aproveitou-se da ocasião para enriquecer.
c)    Mentiu. O falso profeta pede ou aceita dinheiro e presentes, mas mente em relação às suas verdadeiras intenções: ele sempre diz que o dinheiro ou os presentes não são para ele. Geazi inventou uma história para tirar o dinheiro de Naamã (disse que Elizeu precisava ajudar dois jovens profetas que estavam viajando). O falso profeta sempre inventa uma “causa nobre” que precisa ser ajudada. Esta “causa nobre” pode ser:
- Os pobres “-Ajude-nos a alimentar e vestir os pobres”;
- Os desamparados “Ajude-nos a sustentar creches, asilos, orfanatos, etc.”;
- O próximo ”-Ajude-nos a manter no ar nossos programas de rádio ou televisão; desse jeito você fará com que outras pessoas também nos ouça me sejam abençoadas”;
- O reino de Deus  “Não é para mim que você está dando; é para Deus”;
- Ou, até mesmo, a própria pessoa que dá o presente ou a oferta “Exercite a sua fé. Entregue para mim seus dízimos e ofertas, que Deus vai lhe devolver em dobro”. 
Nem todos os que pedem dinheiro são trambiqueiros, é claro. Sempre haverá uma minoria honesta que aplica todo o dinheiro arrecadado naquilo para o quê pediram, mas a grande verdade é que a maioria irá descaradamente rechear suas carteiras, aumentar seu patrimônio e seu poder sobre seus ouvintes e sustentar seus estilos de vida e seus sonhos e manias de grandeza.

2.  Nada ficará encoberto.
Jesus avisou que tudo o que os homens fizessem às escondidas seria anunciado sobre os telhados. Deus mostrou para Elizeu a sujeira de Geazi. De igual modo, Deus tem mostrado as sujeiras dos falsos profetas. A todo o momento aparecem novas denúncias nos “telhados do mundo”: nas rádios, televisão, internet, jornais e revistas, e nas conversas entre amigos e vizinhos.
Eles estão causando vergonha ao nome de Jesus, mas, eles mesmos serão envergonhados diante de Deus, seus anjos e de todos os seres humanos, no dia do Juízo Final. Em Mateus 7.22-23, Jesus diz: “Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade.”

3.  Os falsos profetas já estão ou acabarão ficando doentes.
Geazi ficou com o dinheiro de Naamã, mas ficou também com sua doença. Todos os falsos profetas já estão ou ficarão doentes. Eles perderam a essência do Cristianismo. Tornaram-se “mercenários da fé”. Alguns estão milionários, mas todos eles estão apodrecendo por dentro. São materialistas, hipócritas e mentirosos e, é claro, sabem disso.

4. Falsos profetas geram novos falsos profetas.
Elizeu profetizou contra Geazi: “na tua família sempre haverá pessoas leprosas; para sempre.” Acerca destas pessoas, a Bíblia afirma: “estão enganados e enganando a outros”. Profetas falsos, mentirosos, hipócritas, mercenários, produzirão outros iguais a ele mesmo.

5. Os resultados do milagre na vida de uma pessoa.
Quando um verdadeiro homem de Deus faz uma oração e uma pessoa é curada, esta pessoa passa a ser um seguidor de Jesus. Veja o exemplo de Naamã: após o milagre, ele passou a adorar a Deus.
Mas, quando um falso profeta ajuda uma pessoa, esta pessoa passa a ser seguidor do falso profeta, vira uma espécie de escravo, um fanático. Torna-se incapaz de ouvir qualquer crítica aos seus líderes. Quando a imprensa ou alguma pessoa faz uma denúncia, ele retruca e alega que seus líderes “estão sendo perseguidos por causa da sua fé”. Estão tão cegos com as mentiras dos falsos profetas que sequer percebem o quanto seus líderes estão corrompidos. É verdade: muitos deles estão sendo “perseguidos” pela  mídia, pela polícia, pelo Fisco, pelos tribunais, mas não por causa da sua fé, mas por serem refinados vigaristas.

6.  Não dê dinheiro para as “causas nobres” dos falsos profetas.
Apenas uma parcela mínima do que é arrecadado pelos falsos profetas é aplicado naquilo que eles dizem. Se você quer realmente ajudar as pessoas, vá pessoalmente aos asilos, aos projetos sociais, às creches, aos orfanatos, às casas de recuperação e afins e, verificando que o trabalho que está sendo feito naquele lugar é sério, ajude-os, não só com seu dinheiro, mas, também, se for possível, como voluntário.
Cuidado também com as promessas de ganho fácil (“Não tenha medo de dar, pois Deus vai devolver em dobro.”). Lembre-se: O peixe morre pela boca. Todos os vigaristas do mundo usam este mesmo golpe: eles fazem suas vítimas acreditarem que vão sair lucrando. Não gaste seu dinheiro naquilo que não é pão, não dê seu suado dinheiro para vigaristas.
Ninguém precisa comprar a benção de Deus. A história de Naamã deixa bem claro que não existe nenhuma ligação entre o dinheiro e a cura divina. Tudo o que Jesus fez e faz por nós é de graça. Ninguém precisa fazer votos, promessas ou sacrifícios para obter de Deus qualquer favor.
Deus é Pai, e concede Sua graça a todos os que crêem de todo o coração em Seu Filho Amado, o nosso Senhor Jesus Cristo.

Que Deus em Cristo tenha misericórdia do seu povo

Pr. Capelão Edmundo Mendes Silva

domingo, 22 de dezembro de 2013

NATAL PÓS-MODERNO

Atualmente está muito em moda essa história de pós-modernidade. Segundo os entendidos no assunto, a modernidade foi à era dos grandes avanços tecnológicos, sociais e políticos, e já passou. Agora estamos no tempo da pós-modernidade, em que estes avanços estão sendo questionados, pois produziram também poluição, destruição pela guerra, injustiças sociais, etc.; e, por outro lado, estes mesmos avanços produziram uma tendência ao individualismo e à indiferença no ser humano. 

Nesse ambiente pós-moderno, o Natal tornou-se um evento de mercado, uma oportunidade de negócios, que explora justamente o individualismo consumista e utilitário vigente. A referência ao Natal se faz pela necessidade, falsamente criada, de obter bens os mais variados. Na maior parte são coisas supérfluas, adquiridas com dívidas, muitas vezes em detrimento de coisas mais importantes, como o pagamento do aluguel e outras despesas sérias.

Pelo correio chegam cartões de empresas de comércio e serviços, instituições financeiras, políticos, etc., que nem sabem quem você é; só têm o seu nome num cadastro. Tais cartões geralmente trazem mensagens bonitas, mas quase sempre vazias de sentido, porque nos são estranhas. Não são palavras autênticas, são palavras compradas numa papelaria qualquer.

A referência ao Natal se faz também por mencionar sentimentos vagos de amor, paz, harmonia e alegria, e por falar de um deus distante. Nem tais sentimentos nem tal deus têm muito a ver com a verdadeira pessoa que deles fala, a qual, se vista na intimidade, mostra, na verdade, egoísmo, indiferença e até aversão pelos outros. 

Já reparou na facilidade com que as pessoas fazem votos de felicidade nesta época? No trabalho, o sujeito acha o colega insuportável, mas na véspera do Natal estende-lhe a mão e lhe deseja um sonoro “Feliz Natal”.  Na família, o irmão está sem falar com a irmã há 3 meses, mas fazem uma trégua no Natal, trocam presentes e cartões belíssimos, passam algumas horas juntos, e depois voltam a brigar.   

A referência ao Natal se faz ainda por uma comemoração sem muito sentido. Comemora-se por comemorar, como no filme americano em que um milionário solitário aluga uma família por 250 mil dólares, para ter com quem passar o natal. Jesus tornou-se uma “antiga lenda” de um menino pobre num presépio, e só. Em meio ao luxo das roupas, ao brilho das árvores luzentes, à indispensável troca de presentes, à abundância de comida e bebida, quase ninguém se lembra de que lá na estrebaria, meio escura, Jesus e seus pais tinham bem pouco que comer ou que vestir. 

Creio que a maioria das pessoas faz isto apenas porque acha ser um costume ou um dever social. E creio, também, que uma boa parte sente-se constrangida ao fazê-lo.   

Pois eu quero propor algo diferente neste próximo Natal!

Não, não quero acabar com as felicitações, com os cartões, com as comemorações. Quero propor é o fim da hipocrisia.

Explico: gostaria que todo mundo, antes de fazer seus votos de feliz natal e ano novo, meditasse neste ensino do chamado “apóstolo do amor”: “Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obras e em verdade.” (I João 3:18).

Greville P. Lewis, citado por John Stott, disse o seguinte: ”É mais fácil ser entusiástico com a Humanidade, com H maiúsculo, do que amar homens e mulheres individuais, especialmente os desinteressantes, os que nos enervam, os depravados ou os que de alguma forma nos causem repulsa. Amar toda a gente em geral pode ser uma boa desculpa para não amar ninguém em particular”.

Em um mundo de tanta superficialidade, a igreja do Cristo do Natal tem o dever de chamar o povo para voltar a um entendimento, nunca ultrapassado, de que este é um tempo de humilde adoração ao Deus-homem que se entregou por nós, para que não vivêssemos mais para nós próprios, mas para Deus e para os outros.

Portanto, neste Natal, proponho fazer o que Jesus faria, se estivesse em nosso lugar: agir sempre impulsionado pelo amor.

Em Cristo Jesus

Pr. Capelão Edmundo Mendes Silva

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

SOBRE PASTORES E LOBOS - COMO DIFERENCIÁ-LOS?

1. ELE RENUNCIA SUA VIDA PELAS OVELHAS 
- Tem esforço contínuo de ajuntar e não espalhar 
- João 10.10; Jeremias 23.1 “Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o SENHOR.” 
- Tem ciência de que irá prestar contas ao Senhor 
- Jeremias 23.2; Ezequiel 34.12 “Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o Senhor DEUS: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas?” 
- Tem zelo pois a cobrança divina é constante 
- Ezequiel 34.4; Jeremias 23.3 “E eu mesmo recolherei o restante das minhas ovelhas, de todas as terras para onde as tiver afugentado, e as farei voltar aos seus apriscos; e frutificarão, e se multiplicarão.” 

2. ELE DÁ PROTEÇÃO E ORIENTA AS OVELHAS 
- Se esmera na instrução do povo com a palavra
- Jeremias 23.4; Jeremias 3.15 “E dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência.” 
- Sua transparência está acima de qualquer suspeita
- João 10.1; Mateus 7.15 “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores.” 
- Ele contrasta com ações egoístas de falsos pastores - Jeremias 5.31; João 10.2 “Aquele, porém, que entra pela porta é o pastor das ovelhas.” 

3. ELE SE ESFORÇA EM CUIDAR DAS OVELHAS 
- Jesus só autoriza os aptos para apascentar - João 10.3; I Pedro 5.2 “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto”. 
- Jesus só autoriza os que pregam a verdade 
- João 10.4; 2 Timóteo 4.2 “Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.” Jesus só autoriza os que vivem a verdade - João 10.5; Tito 2.7 “Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra incorrupção, gravidade, sinceridade.”

II. SOBRE PASTORES E LOBOS - COMO DIFERENCIÁ-LOS? 
- Pastores e lobos têm algo em comum: ambos se interessam e gostam de ovelhas, e vivem perto delas. Assim, muitas vezes, pastores e lobos nos deixam confusos para saber quem é quem. Isso porque lobos desenvolveram uma astuta técnica de se disfarçar em ovelhas interessadas no cuidado de outras ovelhas. Parecem ovelhas, mas são lobos. 
- Os lobos estão entre nós e é oportuno lembrar-nos do aviso de Jesus Cristo: “Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são devoradores (Mateus 7:15).” 

SOBRE PASTORES E LOBOS - COMO DIFERENCIÁ-LOS? 

1. Pastores gostam de convívio, lobos gostam de reuniões. 
2. Pastores vivem à sombra da cruz, lobos vivem à sombra de holofotes. 
3. Pastores choram pelas suas ovelhas, lobos fazem suas ovelhas chorar. 
4. Pastores têm autoridade espiritual, lobos são autoritários e dominadores. 
5. Pastores têm esposas, lobos têm coadjuvantes. 
6. Pastores têm fraquezas, lobos são poderosos. 
7. Pastores olham nos olhos, lobos contam cabeças. 
8. Pastores apaziguam as ovelhas, lobos intrigam as ovelhas. 
9. Pastores têm senso de humor, lobos se levam a sério. 
10. Pastores são ensináveis, lobos são donos da verdade. 
11. Pastores têm amigos, lobos têm admiradores. 
12. Pastores se extasiam com o mistério, lobos aplicam técnicas religiosas. 
13. Pastores vivem o que pregam, lobos pregam o que não vivem. 
14. Pastores vivem de salários, lobos enriquecem. 
15. Pastores ensinam com a vida, lobos pretendem ensinar com discursos. 
16. Pastores sabem orar no secreto, lobos só oram em público. 
17. Pastores vivem para suas ovelhas, lobos se abastecem das ovelhas. 
18. Pastores são pessoas humanas reais, lobos são personagens religiosos caricatos. 
19. Pastores vão para o púlpito, lobos vão para o palco. 
20. Pastores são apascentadores, lobos são marqueteiros. 
21. Pastores são servos humildes, lobos são chefes orgulhosos. 
22. Pastores se interessam pelo crescimento das ovelhas, lobos se interessam pelo crescimento das ofertas. 
23. Pastores apontam para Cristo, lobos apontam para si mesmos e para a instituição. 
24. Pastores são usados por Deus, lobos usam as ovelhas em nome de Deus.
25. Pastores falam da vida cotidiana, lobos discutem o sexo dos anjos. 
26. Pastores se deixam conhecer, lobos se distanciam e ninguém chega perto. 
27. Pastores sujam os pés nas estradas, lobos vivem em palácios e templos. 
28. Pastores alimentam as ovelhas, lobos se alimentam das ovelhas. 
29. Pastores buscam a discrição, lobos se autopromovem. 
30. Pastores conhecem, vivem e pregam a graça, lobos vivem sem a lei e pregam a lei. 
31. Pastores usam as Escrituras como texto, lobos usam as Escrituras como pretexto. 
32. Pastores se comprometem com o projeto do Reino, lobos têm projetos pessoais. 
33. Pastores vivem uma fé encarnada, lobos vivem uma fé espiritualizada. 
34. Pastores ajudam as ovelhas a se tornarem adultas, lobos perpetuam a infantilização das ovelhas. 
35. Pastores lidam com a complexidade da vida sem respostas prontas, lobos lidam com técnicas pragmáticas com jargão religioso.
36. Pastores confessam seus pecados, lobos expõem o pecado dos outros. 
37. Pastores pregam o Evangelho, lobos fazem propaganda do Evangelho. 
38. Pastores são simples e comuns, lobos são vaidosos e especiais. 
39. Pastores tem dons e talentos, lobos tem cargos e títulos. 
40. Pastores são transparentes, lobos têm agendas secretas. 
41. Pastores dirigem igrejas-comunidades, lobos dirigem igrejas-empresas. 
42. Pastores pastoreiam as ovelhas, lobos seduzem as ovelhas. 
43. Pastores trabalham em equipe, lobos são prima-donas. 
44. Pastores ajudam as ovelhas a seguir livremente a Cristo, lobos geram ovelhas dependentes e seguidoras deles. 

45. Pastores constroem vínculos de interdependência, lobos aprisionam em vínculos de codependência.

Deus em Cristo nos abençoe e nos livre dos falsários que vagueiam no nosso meio.
Em Cristo.

Pr. Capelão Edmundo Mendes Silva

terça-feira, 5 de novembro de 2013

LIVRE-SE DO MEDO QUE O PARALISA!

João 8:36 Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”.


QUATRO considerações importantes sobre liberdade:
1.    Deus criou o homem para ser totalmente livre;
2.    A liberdade do Homem foi profundamente afetada pelo pecado de Adão;
3.    O pecado escraviza o homem;
4.    Só Jesus pode tornar o homem livre de verdade. João 8:32 e 36 e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertarᔓSe, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”.

O medo foi o primeiro sentimento negativo que o homem provou. Gn 3:10 Respondeu-lhe o homem: Ouvi a tua voz no jardim e tive medo, porque estava nu; e escondi-me”.

O medo pode manifestar-se nas pessoas de duas formas: positiva ou negativa.
Forma positiva do medo instintivo, normal, natural necessário à sobrevivência humana sobre a face da terra. (Choque, olhar para os dois lados da rua, multa...) Ele serve como mecanismo de defesa e proteção. Foi o medo que o rei Josafá sentiu. 2 Cr 20:1-3 “Depois disto sucedeu que os moabitas, e os amonitas, e com eles alguns dos meunitas vieram contra Jeosafá para lhe fazerem guerra. Vieram alguns homens dar notícia a Jeosafá, dizendo: Vem contra ti uma grande multidão de Edom, dalém do mar; e eis que já estão em Hazazom-Tamar, que é En-Gedi. Então Jeosafá teve medo, e pôs-se a buscar ao Senhor, e apregoou jejum em todo o Judá”.

I. SEGUNDO OS ESPECIALISTAS NO ASSUNTO O MEDO QUE SE MANIFESTA DE FORMA NEGATIVA PODE SER DIVIDIDO EM TRÊS CATEGORIAS:
a)  Fobia específica: Medo irracional focalizado numa coisa, idéia ou circunstancia. (barata, rato, elevador, injeção...).
b)  Fobia social: É o medo de exposição ao público. (falar, comer, se vestir, tomar banho...).
c)   Pânico: É o lado mais cruel e danoso do medo. É o medo incontrolado e extremo que paralisa as pessoas diante do perigo ou ameaça dele. João 14:26  Mas o Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito”.

II. COMO VENCER O MEDO? – A Luz das Escrituras.
A. Encare Seus Medos De Frente!
Assim como fez Davi diante de Golias.
Se você não enfrentar os seus medos você nunca irá vencê-los.
Quando o medo bater a porta do seu coração, mande a fé abri-la e você verá que não existe ninguém lá fora.
Você tem medo de dirigir? Dirija.
Pregar? Falar em público? Fazer provas? Andar de avião? Lugares escuros ou apertados? Pedir aumento para seu patrão?


B. Vença As Suas Desculpas!
Questão hereditária, genética, personalidade, temperamento, meio social em que vivo sistema.

C. Alimente Sua Mente De Bons Pensamentos.
Pensamentos são como combustível.
Ah eu não vou conseguir, não vou passar, não vou ser aceito, não vou gostar de mim, não conseguir terminar isso, não vou casar, vou ficar para titia, vou morrer pobre,
“Se pensa que não vai conseguir, ou que vai, em todos os casos estará certo”!
Pare de criar fantasmas! Pare de ver monstros em todos os lugares!
Leia a Bíblia! Leia bons livros!
Se encha do Espírito Santo.

D. Desfrute Cada Vez Do Amor De Deus
1 Jo 4:18  No amor não há medo antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor”.

E. PERMITA QUE JESUS ENTRE NO MEIO DOS SEUS MEDOS
João 20:19-23 “Chegada, pois, a tarde, naquele dia, o primeiro da semana, e estando os discípulos reunidos com as portas cerradas por medo dos judeus, chegou Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco. Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Alegraram-se, pois, os discípulos ao verem o Senhor. Disse-lhes, então, Jesus segunda vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. E havendo dito isso, assoprou sobre eles, e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo”.
Os discípulos estavam trancados em uma casa, dominados pelo sentimento do medo. Eles estavam paralisados, dominados e oprimidos pelo sentimento mais antigo que abriga o coração humano.

QUANDO Jesus entra no meio dos nossos medos – Resultados. O medo está muito ligado à ausência de Jesus.

Que o Senhor Deus nos abençoe em Cristo
Pr. Capelão Edmundo Mendes Silva

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

LIÇÕES NA TEMPESTADE

1.   Tempestades Vêm Quando Começamos A Caminhar Com As Nossas Próprias Pernas. 
Mt 14.24 “Entrementes, o barco já estava a muitos estádios da terra, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário”. Quando decidimos caminhar “sozinhos”. Dependência e maturidade - Jesus liberou os seus discípulos para aquela experiência.

2.   Sempre Que Nos Predispomos A “Irmos Mais Longe”, A “Passarmos Adiante”, A “Atravessarmos Para O Outro Lado” Tempestades Virão.
Mc 6.45-47 “Logo em seguida obrigou os seus discípulos a entrar no barco e passar adiante, para o outro lado, a Betsaida, enquanto ele despedia a multidão. E, tendo-a despedido, foi ao monte para orar. Chegada a tardinha, estava o barco no meio do mar, e ele sozinho em terra”.

3.   De Onde Eu Estou (Uma Margem) Para Onde Eu Preciso Chegar (Outra Margem)? Tempestades Fazem Parte Do Processo.
Jo 6.17,18 “e, entrando num barco, atravessavam o mar em direção a Cafarnaum; enquanto isso, escurecera e Jesus ainda não tinha vindo ter com eles;  ademais, o mar se empolava, porque soprava forte vento”.
O processo é importante!
È preciso abandonar à margem e seguir para o outro lado!
Sair de onde está para chegar lá!
Vença o comodismo e a inércia!
O que te prende no cais?
Do sonho à realização – deserto à Canaã – Presente  ao Futuro.

4.   Na Hora Da Tempestade Redobre Sua Atenção: Vigie Sua Mente E Boca.
Quem sabe os discípulos pensaram assim:
“Que fria que ele nos meteu”
Pra todo mundo ele realiza milagres e para nós?
Estamos dando uma dura e ele lá ficou conversando.
Se eu sair vivo daqui vou entregar o meu cargo.
Onde eu estava com a cabeça quando decidi entrar neste barco.
Jonas dormiu na hora da tempestade.
Os israelitas murmuraram, foram incrédulos e idolatras.
È bom seguir os exemplos de Paulo e Silas na prisão.

5.   O Maior Erro Na Hora Da Tempestade.
O maior erro que os discípulos cometeram: Eles pensaram que Jesus só viria após cessar a tempestade. Mt 14 25 “Â quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando sobre o mar”.
A prova disto - Mt 14.26-29 “Os discípulos, porém, ao vê-lo andando sobre o mar, assustaram-se e disseram: É um fantasma. E gritaram de medo. Jesus, porém, imediatamente lhes falou, dizendo: Tende ânimo; sou eu; não temais. Respondeu-lhe Pedro: Senhor! se és tu, manda-me ir ter contigo sobre as águas. Disse-lhe ele: Vem. Pedro, descendo do barco, e andando sobre as águas, foi ao encontro de Jesus”
Todo e qualquer tipo de acesso aos discípulos naquele momento era do ponto de vista humano totalmente improvável.
Deus age sem dar explicações, de maneira misteriosa. Ele é Deus. Ele está acima de tudo e de todos! Isaías 55:6 “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”.
Jesus veio durante a tempestade, caminhando sob as águas.
A sua benção pode vir durante a tempestade!

6.   Tempestade É Lugar De Desafios.
Mt 14.28,29 “Respondeu-lhe Pedro: Senhor! se és tu, manda-me ir ter contigo sobre as águas.  Disse-lhe ele: Vem. Pedro, descendo do barco, e andando sobre as águas, foi ao encontro de Jesus”.
Desafios:
- Sair do barco
- Fazer algo novo, diferente, inédito, inusitado
- Vencer medos e quebrar paradigmas
- Agir sem ter as condições favoráveis

7.   Na Tempestade A Nossa Influência Aumenta
Jo 6. 20,21 “Mas ele lhes disse: Sou eu; não temais. Então eles de boa mente o receberam no barco; e logo o barco chegou à terra para onde iam”.
“Subindo ambos no barco” Quando nós nos damos aos desafios da vida fora do barco, a nossa influência aumenta quando voltamos para ele.

8.   Os Verdadeiros Adoradores São Formados Nas Tempestades.
Mt 14.33 “Então os que estavam no barco adoraram-no, dizendo: Verdadeiramente tu és Filho de Deus”.
Eles adoraram a Jesus. Jó adorou, Jesus adorou, Paulo adorou etc. E Você?

Que Deus em Cristo nos abençoe a entender esta mensagem.
Em Cristo.


Pr. Capelão Edmundo Mendes Silva 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

TRANSFORMANDO A TRISTEZA EM ESPERANÇA

Neemias 1.4 “Tendo eu ouvido estas palavras, sentei-me e chorei, e lamentei por alguns dias; e continuei a jejuar e orar perante o Deus do céu”.
A reação de Neemias ao ver Jerusalém destruída, foi somente chorar. Naquele momento a tristeza foi tanta que não tinha forças para nada. Não sabia o que fazer nem por onde começar. Mas não podia demonstrar tamanho desespero para não desanimar o povo de Deus. Então teve que tomar a difícil decisão de fazer algo por Jerusalém.
A Jerusalém destruída simboliza a situação que muitas famílias, igrejas e vidas que estão sendo oprimidas. Neemias representa o servo ou a serva de Deus que vê a situação e se entristece. Fica então no dilema de se desesperar ou dar esperança para aqueles que precisam.
Por pior que seja uma situação, vale a pena ter esperança porque “a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Romanos 5.5). Quando estamos tristes não conseguimos pensar. Parece que nossa mente bloqueia. Por isso precisamos aprender como alimentar a esperança em situações de desespero. Você está sem Esperança?
Veja como Neemias conseguiu transformar sua tristeza em Esperança:

1- ORAÇÃO EM PRIMEIRO LUGAR: NEEMIAS 2.1-5
A primeira atitude de Neemias foi orar. No capítulo 1 dos versos 5 a 11 traz uma linda oração intercessora por sua terra e seu povo. Certamente Neemias fazia isso constantemente, mas agora foi com mais intensidade que nunca.
Como copeiro do rei, Neemias tinha influência para pedir alguma coisa, contudo preferiu se dirigir primeiro ao Rei dos reis. Quando o rei Artaxerxes lhe perguntou a razão de sua tristeza e o que desejava, antes de responder “então orei ao Deus dos céus” (v.4c). Como Neemias orou diante do rei? Teria sido o que chamo de ‘oração relâmpago’. Estava tão ligado em intimidade com Deus que de maneira instantânea e automática orou pedindo forças a Deus.
A oração traz a esperança que precisamos para vencer. Quando você não pode fazer nada além de orar, então ore porque “posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Filipenses 4.13). Antes de fazer qualquer coisa, por mais simples que seja, tome um tempo de oração primeiro. É a oração que traz o poder para alcançar o impossível.
Você ora antes de resolver seus problemas?
A oração deve estar em primeiro lugar!

2 – BATER NAS PORTAS CERTAS: NEEMIAS 2.6-9
Além de orar a Deus, Neemias aprendeu a “aproveitar as oportunidades” (Colossenses 4.5). A rainha também estava presente e o momento seria propício para sensibilizar o rei. Pediu ao rei Artaxerxes um tempo para realizar a obra de restauração dos muros de Jerusalém, bem como o material necessário. O rei não somente permitiu como também patrocinou a reconstrução da Cidade Santa.
Neemias sabia que precisaria de muitos apoiadores, por isso também pediu cartas do rei para os governadores que estavam além do rio Eufrates, no caminho para Jerusalém (v.7). Pediu uma carta para o guarda da floresta real que lhe fornecesse madeira para a obra (v.8). Também levou consigo uma escolta de soldados do rei e cavaleiros para fazer sua segurança na viagem (v.9). Com estas cartas, por onde Neemias passasse, as portas seriam abertas.
Jesus prometeu que “batei e abrir-se-vos-há” e “quem bate abri-se-lhe-há” (Mateus 7.7,8). Precisamos parar de ficar lamentando e aprender a bater nas portas que estão diante de nós. Existem portas esperando para ser abertas, bastando apenas uma iniciativa. Muitas pessoas reclamam que não tem um emprego, mas não estão se esforçando suficientemente ou não aceitam um serviço que consideram inferior ao que deseja.
Certa vez aprendi que ‘depois de uma porta sempre haverá outras’. Isso é verdade, depois da porta da sala vêm as portas da cozinha, quartos, banheiro, etc. Então precisamos entrar nas portas que estão abertas e bater em outras para que se abram.
Você está batendo nas portas certas?
Aproveite as oportunidades!

3- AVALIAR A SITUAÇÃO: NEEMIAS 2.11-18

O próximo passo de Neemias foi ir até Jerusalém para ver pessoalmente como estava. Chegando lá “não declarei a ninguém o que o meu Deus me pusera no coração para eu fazer” (v.12). Depois de olhar tudo como estava e levantar as informações necessárias, então Neemias expôs o que desejava para o povo da cidade pedindo o seu apoio. Quando ouviram sua proposta, todos se animaram e “fortaleceram as mãos para a boa obra” (v.18).
Se Neemias tivesse transmitido sua tristeza para o povo, não teriam se animado para ajudar. Por isso, antes de agir precisamos aprender a avaliar a situação para saber como fazer de maneira correta. Também é importante saber esperar o momento certo para qualquer atitude. Muitas pessoas erram por precipitação entrando em lutas que não estão preparados para enfrentar ou fazendo contas que não têm condições de pagar.
Jesus ensinou que antes de qualquer investimento ou batalha precisamos “se assenta primeiro para calcular” (Lucas 14.28 e 31). Abraão também avaliou sua situação “sem enfraquecer na fé, embora levasse em conta o seu próprio corpo amortecido” (Romanos 4.19). Precisamos aprender a reconhecer nossas dificuldades e mesmo assim ter fé suficiente para enfrentar os problemas trazendo esperança para outras pessoas. Tire um tempo para refletir, planejar e principalmente orar antes de qualquer coisa.
Você já avaliou sua situação?
Deus é poderoso acima de tudo!

4- CONTAR COM A PODEROSA MÃO DE DEUS: NEEMIAS 2.19 E 20
Neemias teve muitos problemas para conseguir vencer a tristeza e ter a alegria de ver a cidade restaurada. Vários adversários tentaram de todos os modos atrapalharem a reconstrução de Jerusalém. Sambalate e Tobias armaram várias ciladas para impedir ou atrasar a obra.
Neemias sempre falou da “mão de Deus” (1.10; 2.8; 2.18) que sempre estava com Ele e orava pedindo “ó Deus, fortalece as minhas mãos” (Neemias 6.9). Sua resposta aos inimigos sempre era que estava muito ocupado e não podia parar o serviço para atendê-los, garantindo que não precisava de sua ajuda, pois “o Deus dos céus é quem nos dará bom êxito” (Neemias 2.20).
Quem disse que tudo são flores? Existem barreiras no caminho, contudo cada uma delas deve ser enfrentada com fé e perseverança. Não se desespere. Fique firme em Deus e aguarde a sua salvação, porque Deus não se atrasa. Na hora certa o Senhor te dará livramento, pois “a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar” (Isaías 59.1).
A Palavra de Deus nos promete que “nenhum há que possa livrar alguém das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá?” (Isaías 43.13), então creia que sua vida está nas mãos de Deus. Sendo assim, não importa o que fizer o homem, porque “sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8.28).
Sua vida está nas mãos do homem ou de Deus?
Entregue-se nas poderosas mãos do Senhor!
Espere em Deus!

Neemias conseguiu vencer a tristeza em seu coração e transformar o desespero do povo em esperança. Graça a isso conseguiu restaurar a cidade de Jerusalém e com muita alegria louvaram ao Senhor. Sua situação de tristeza foi transformada em júbilo por sua vitória. Se tivesse deixado à tristeza do seu coração atingir o povo ou se influenciado pelo desespero das pessoas, não teria conseguido.
Assim como um motorista dirigindo à noite não pode focar o olhar nos faróis que vêm na direção oposta para não ser atraído por eles e sair da direção certa, assim também precisamos aprender a direcionar os nossos olhos para a esperança que vem de Deus. Se olharmos somente os problemas, ficamos limitados a eles e não conseguimos vencer.
Mesmo que tudo pareça tão difícil, continue “esperando contra a esperança” (Romanos 4.18) até que “o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo” (Romanos 15.13). Nunca desanime, mesmo que para o homem não haja quaisquer chances, para Deus nada é impossível.
Não deixe o desespero tomar conta de você!

Deus nos Abençoe em Cristo.

Pr. Capelão Edmundo Mendes Silva