segunda-feira, 7 de outubro de 2013

LIÇÕES NA TEMPESTADE

1.   Tempestades Vêm Quando Começamos A Caminhar Com As Nossas Próprias Pernas. 
Mt 14.24 “Entrementes, o barco já estava a muitos estádios da terra, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário”. Quando decidimos caminhar “sozinhos”. Dependência e maturidade - Jesus liberou os seus discípulos para aquela experiência.

2.   Sempre Que Nos Predispomos A “Irmos Mais Longe”, A “Passarmos Adiante”, A “Atravessarmos Para O Outro Lado” Tempestades Virão.
Mc 6.45-47 “Logo em seguida obrigou os seus discípulos a entrar no barco e passar adiante, para o outro lado, a Betsaida, enquanto ele despedia a multidão. E, tendo-a despedido, foi ao monte para orar. Chegada a tardinha, estava o barco no meio do mar, e ele sozinho em terra”.

3.   De Onde Eu Estou (Uma Margem) Para Onde Eu Preciso Chegar (Outra Margem)? Tempestades Fazem Parte Do Processo.
Jo 6.17,18 “e, entrando num barco, atravessavam o mar em direção a Cafarnaum; enquanto isso, escurecera e Jesus ainda não tinha vindo ter com eles;  ademais, o mar se empolava, porque soprava forte vento”.
O processo é importante!
È preciso abandonar à margem e seguir para o outro lado!
Sair de onde está para chegar lá!
Vença o comodismo e a inércia!
O que te prende no cais?
Do sonho à realização – deserto à Canaã – Presente  ao Futuro.

4.   Na Hora Da Tempestade Redobre Sua Atenção: Vigie Sua Mente E Boca.
Quem sabe os discípulos pensaram assim:
“Que fria que ele nos meteu”
Pra todo mundo ele realiza milagres e para nós?
Estamos dando uma dura e ele lá ficou conversando.
Se eu sair vivo daqui vou entregar o meu cargo.
Onde eu estava com a cabeça quando decidi entrar neste barco.
Jonas dormiu na hora da tempestade.
Os israelitas murmuraram, foram incrédulos e idolatras.
È bom seguir os exemplos de Paulo e Silas na prisão.

5.   O Maior Erro Na Hora Da Tempestade.
O maior erro que os discípulos cometeram: Eles pensaram que Jesus só viria após cessar a tempestade. Mt 14 25 “Â quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando sobre o mar”.
A prova disto - Mt 14.26-29 “Os discípulos, porém, ao vê-lo andando sobre o mar, assustaram-se e disseram: É um fantasma. E gritaram de medo. Jesus, porém, imediatamente lhes falou, dizendo: Tende ânimo; sou eu; não temais. Respondeu-lhe Pedro: Senhor! se és tu, manda-me ir ter contigo sobre as águas. Disse-lhe ele: Vem. Pedro, descendo do barco, e andando sobre as águas, foi ao encontro de Jesus”
Todo e qualquer tipo de acesso aos discípulos naquele momento era do ponto de vista humano totalmente improvável.
Deus age sem dar explicações, de maneira misteriosa. Ele é Deus. Ele está acima de tudo e de todos! Isaías 55:6 “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”.
Jesus veio durante a tempestade, caminhando sob as águas.
A sua benção pode vir durante a tempestade!

6.   Tempestade É Lugar De Desafios.
Mt 14.28,29 “Respondeu-lhe Pedro: Senhor! se és tu, manda-me ir ter contigo sobre as águas.  Disse-lhe ele: Vem. Pedro, descendo do barco, e andando sobre as águas, foi ao encontro de Jesus”.
Desafios:
- Sair do barco
- Fazer algo novo, diferente, inédito, inusitado
- Vencer medos e quebrar paradigmas
- Agir sem ter as condições favoráveis

7.   Na Tempestade A Nossa Influência Aumenta
Jo 6. 20,21 “Mas ele lhes disse: Sou eu; não temais. Então eles de boa mente o receberam no barco; e logo o barco chegou à terra para onde iam”.
“Subindo ambos no barco” Quando nós nos damos aos desafios da vida fora do barco, a nossa influência aumenta quando voltamos para ele.

8.   Os Verdadeiros Adoradores São Formados Nas Tempestades.
Mt 14.33 “Então os que estavam no barco adoraram-no, dizendo: Verdadeiramente tu és Filho de Deus”.
Eles adoraram a Jesus. Jó adorou, Jesus adorou, Paulo adorou etc. E Você?

Que Deus em Cristo nos abençoe a entender esta mensagem.
Em Cristo.


Pr. Capelão Edmundo Mendes Silva 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

TRANSFORMANDO A TRISTEZA EM ESPERANÇA

Neemias 1.4 “Tendo eu ouvido estas palavras, sentei-me e chorei, e lamentei por alguns dias; e continuei a jejuar e orar perante o Deus do céu”.
A reação de Neemias ao ver Jerusalém destruída, foi somente chorar. Naquele momento a tristeza foi tanta que não tinha forças para nada. Não sabia o que fazer nem por onde começar. Mas não podia demonstrar tamanho desespero para não desanimar o povo de Deus. Então teve que tomar a difícil decisão de fazer algo por Jerusalém.
A Jerusalém destruída simboliza a situação que muitas famílias, igrejas e vidas que estão sendo oprimidas. Neemias representa o servo ou a serva de Deus que vê a situação e se entristece. Fica então no dilema de se desesperar ou dar esperança para aqueles que precisam.
Por pior que seja uma situação, vale a pena ter esperança porque “a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Romanos 5.5). Quando estamos tristes não conseguimos pensar. Parece que nossa mente bloqueia. Por isso precisamos aprender como alimentar a esperança em situações de desespero. Você está sem Esperança?
Veja como Neemias conseguiu transformar sua tristeza em Esperança:

1- ORAÇÃO EM PRIMEIRO LUGAR: NEEMIAS 2.1-5
A primeira atitude de Neemias foi orar. No capítulo 1 dos versos 5 a 11 traz uma linda oração intercessora por sua terra e seu povo. Certamente Neemias fazia isso constantemente, mas agora foi com mais intensidade que nunca.
Como copeiro do rei, Neemias tinha influência para pedir alguma coisa, contudo preferiu se dirigir primeiro ao Rei dos reis. Quando o rei Artaxerxes lhe perguntou a razão de sua tristeza e o que desejava, antes de responder “então orei ao Deus dos céus” (v.4c). Como Neemias orou diante do rei? Teria sido o que chamo de ‘oração relâmpago’. Estava tão ligado em intimidade com Deus que de maneira instantânea e automática orou pedindo forças a Deus.
A oração traz a esperança que precisamos para vencer. Quando você não pode fazer nada além de orar, então ore porque “posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Filipenses 4.13). Antes de fazer qualquer coisa, por mais simples que seja, tome um tempo de oração primeiro. É a oração que traz o poder para alcançar o impossível.
Você ora antes de resolver seus problemas?
A oração deve estar em primeiro lugar!

2 – BATER NAS PORTAS CERTAS: NEEMIAS 2.6-9
Além de orar a Deus, Neemias aprendeu a “aproveitar as oportunidades” (Colossenses 4.5). A rainha também estava presente e o momento seria propício para sensibilizar o rei. Pediu ao rei Artaxerxes um tempo para realizar a obra de restauração dos muros de Jerusalém, bem como o material necessário. O rei não somente permitiu como também patrocinou a reconstrução da Cidade Santa.
Neemias sabia que precisaria de muitos apoiadores, por isso também pediu cartas do rei para os governadores que estavam além do rio Eufrates, no caminho para Jerusalém (v.7). Pediu uma carta para o guarda da floresta real que lhe fornecesse madeira para a obra (v.8). Também levou consigo uma escolta de soldados do rei e cavaleiros para fazer sua segurança na viagem (v.9). Com estas cartas, por onde Neemias passasse, as portas seriam abertas.
Jesus prometeu que “batei e abrir-se-vos-há” e “quem bate abri-se-lhe-há” (Mateus 7.7,8). Precisamos parar de ficar lamentando e aprender a bater nas portas que estão diante de nós. Existem portas esperando para ser abertas, bastando apenas uma iniciativa. Muitas pessoas reclamam que não tem um emprego, mas não estão se esforçando suficientemente ou não aceitam um serviço que consideram inferior ao que deseja.
Certa vez aprendi que ‘depois de uma porta sempre haverá outras’. Isso é verdade, depois da porta da sala vêm as portas da cozinha, quartos, banheiro, etc. Então precisamos entrar nas portas que estão abertas e bater em outras para que se abram.
Você está batendo nas portas certas?
Aproveite as oportunidades!

3- AVALIAR A SITUAÇÃO: NEEMIAS 2.11-18

O próximo passo de Neemias foi ir até Jerusalém para ver pessoalmente como estava. Chegando lá “não declarei a ninguém o que o meu Deus me pusera no coração para eu fazer” (v.12). Depois de olhar tudo como estava e levantar as informações necessárias, então Neemias expôs o que desejava para o povo da cidade pedindo o seu apoio. Quando ouviram sua proposta, todos se animaram e “fortaleceram as mãos para a boa obra” (v.18).
Se Neemias tivesse transmitido sua tristeza para o povo, não teriam se animado para ajudar. Por isso, antes de agir precisamos aprender a avaliar a situação para saber como fazer de maneira correta. Também é importante saber esperar o momento certo para qualquer atitude. Muitas pessoas erram por precipitação entrando em lutas que não estão preparados para enfrentar ou fazendo contas que não têm condições de pagar.
Jesus ensinou que antes de qualquer investimento ou batalha precisamos “se assenta primeiro para calcular” (Lucas 14.28 e 31). Abraão também avaliou sua situação “sem enfraquecer na fé, embora levasse em conta o seu próprio corpo amortecido” (Romanos 4.19). Precisamos aprender a reconhecer nossas dificuldades e mesmo assim ter fé suficiente para enfrentar os problemas trazendo esperança para outras pessoas. Tire um tempo para refletir, planejar e principalmente orar antes de qualquer coisa.
Você já avaliou sua situação?
Deus é poderoso acima de tudo!

4- CONTAR COM A PODEROSA MÃO DE DEUS: NEEMIAS 2.19 E 20
Neemias teve muitos problemas para conseguir vencer a tristeza e ter a alegria de ver a cidade restaurada. Vários adversários tentaram de todos os modos atrapalharem a reconstrução de Jerusalém. Sambalate e Tobias armaram várias ciladas para impedir ou atrasar a obra.
Neemias sempre falou da “mão de Deus” (1.10; 2.8; 2.18) que sempre estava com Ele e orava pedindo “ó Deus, fortalece as minhas mãos” (Neemias 6.9). Sua resposta aos inimigos sempre era que estava muito ocupado e não podia parar o serviço para atendê-los, garantindo que não precisava de sua ajuda, pois “o Deus dos céus é quem nos dará bom êxito” (Neemias 2.20).
Quem disse que tudo são flores? Existem barreiras no caminho, contudo cada uma delas deve ser enfrentada com fé e perseverança. Não se desespere. Fique firme em Deus e aguarde a sua salvação, porque Deus não se atrasa. Na hora certa o Senhor te dará livramento, pois “a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar” (Isaías 59.1).
A Palavra de Deus nos promete que “nenhum há que possa livrar alguém das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá?” (Isaías 43.13), então creia que sua vida está nas mãos de Deus. Sendo assim, não importa o que fizer o homem, porque “sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8.28).
Sua vida está nas mãos do homem ou de Deus?
Entregue-se nas poderosas mãos do Senhor!
Espere em Deus!

Neemias conseguiu vencer a tristeza em seu coração e transformar o desespero do povo em esperança. Graça a isso conseguiu restaurar a cidade de Jerusalém e com muita alegria louvaram ao Senhor. Sua situação de tristeza foi transformada em júbilo por sua vitória. Se tivesse deixado à tristeza do seu coração atingir o povo ou se influenciado pelo desespero das pessoas, não teria conseguido.
Assim como um motorista dirigindo à noite não pode focar o olhar nos faróis que vêm na direção oposta para não ser atraído por eles e sair da direção certa, assim também precisamos aprender a direcionar os nossos olhos para a esperança que vem de Deus. Se olharmos somente os problemas, ficamos limitados a eles e não conseguimos vencer.
Mesmo que tudo pareça tão difícil, continue “esperando contra a esperança” (Romanos 4.18) até que “o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo” (Romanos 15.13). Nunca desanime, mesmo que para o homem não haja quaisquer chances, para Deus nada é impossível.
Não deixe o desespero tomar conta de você!

Deus nos Abençoe em Cristo.

Pr. Capelão Edmundo Mendes Silva 

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Usando O Nome De Deus Em Vão

Um dos pecados mais comuns hoje em dia, para o qual poucas pessoas atentam, é o uso do nome de Deus em vão. A Bíblia afirma que usar o nome de Deus em vão é pecado e enfatiza que Deus condena tal prática (Êx 20.7 “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão”). Logo, devemos evitar tal uso em nossa vida. Mas o que é usar o nome de Deus em vão?

Usar o nome de Deus em vão significa que o cristão não pode referir-se a Deus de forma vã, leviana, sem propósito ou desrespeitosamente. Não se pode usar o nome de Deus de toda forma. Não se deve banalizar o nome de Deus. Porém, não são poucos os que usam o nome de Deus, por exemplo, em piadas muitas vezes desprezíveis, num ato de desrespeito total à santidade de Deus. Outros usam para justificar pecados pessoais e/ou sustentar mentiras, tais como:
  • Dizendo que Deus falou, quando Ele nunca disse nada. Is 29.15 “Porquanto dizeis: Fizemos pacto com a morte, e com o Seol fizemos aliança; quando passar o flagelo trasbordante, não chegará a nós; porque fizemos da mentira o nosso refúgio, e debaixo da falsidade nos escondemos” ;  Is 59.3 “Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos de iniqüidade; os vossos lábios falam a mentira, a vossa língua pronuncia perversidade”. Jr 27.16 “Então falei aos sacerdotes, e a todo este povo, dizendo: Assim diz o Senhor: Não deis ouvidos às palavras dos vossos profetas, que vos profetizam dizendo: Eis que os utensílios da casa do senhor cedo voltarão de Babilônia; pois eles vos profetizam a mentira.
  • Ministérios criados e formados pela mentira. Jr 28.15 “Então disse o profeta Jeremias ao profeta Hananias: Ouve agora, Hananias: O Senhor não te enviou, mas tu fazes que este povo confie numa mentira.
  • Profetas se promovendo na mentira.  Ez 22·28 “E os profetas têm feito para eles reboco com argamassa fraca tendo visões falsas, e adivinhando-lhes mentira, dizendo: Assim diz o Senhor Deus; sem que o Senhor tivesse falado”.
  • Pastores e lideres que se fizeram a si mesmo. Jr 50.6 “Ovelhas perdidas têm sido o meu povo; os seus pastores as fizeram errar, e voltar aos montes; de monte para outeiro andaram, esqueceram-se do lugar de seu repouso”; Ef 4.11 “E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres”
FORMAS “SUTIS” DE TOMAR O NOME DO SENHOR EM VÃO:
Na Bíblia “vão” significa “vazio”, “sem conteúdo”, “sem valor”, “não produtivo”. Pronunciar o nome de Deus em vão demonstra um desprezo para com o Deus Todo-Poderoso, que é um Deus de plano e propósito.

1. Com irreverência – Ef 5.3,4: “…palavras vãs ou chocarrices…”. São todas aquelas formas de falar, aquelas frases irreverentes que usamos que incluem o nome santo de Deus. Como é comum e inconsequente soltarmos um “o Deus do céu esta neste negocio”, “o Senhor Deus mandou-te dizer”. Se for realmente isto que Deus esta falando, então não tem problema. Mas se for apenas uma “força de expressão” ou comentário descuidado, aí é outra coisa! E Deus não é, e nunca foi desocupada, a coisa vai pegar!
Ap 22.15 “Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira”.

2. Com hipocrisia (Is 48.1 Ouvi isto, casa de Jacó, que vos chamais do nome de Israel, e saístes dos lombos de Judá, que jurais pelo nome do Senhor, e fazeis menção do Deus de Israel, mas não em verdade nem em justiça”) –  São pessoas que se chamam pelo nome de Deus, mas não vivem sinceramente na presença de Deus. Professar e cantar publicamente, mas em casa não viver a verdade que confessa.

3. Como uma falsa imagem – Usamos em vão o nome de Deus quando usamos Deus como espantalho na educação dos filhos, quando, por exemplo, ameaçamos dizendo: “Deus está te vendo! Deus vai te castigar!”.
•   Com esses abusos do nome de Deus, muitas pessoas foram feridas na sua infância.  A imagem curadora de Deus se transforma numa imagem ameaçadora, vingativa e muito exigente.

4. Como forma de manipular – Quando se usa o nome de Deus para manipular (Engendrar, forjar, maquinar/ Controlar; dominar) as massas:
a. Política (“guerras santas”);
b. Religião (manipulação; intimidação);
c. Intolerâncias;
d. Na igreja: o famoso “Deus me falou”, “to sentindo de Deus”!.

5. Como um chavão – Quando alguém usa o nome de Deus ou de Jesus Cristo como obscenidades – ou como expressões convenientes de raiva, frustração ou medo –, essa pessoa ainda não teve nenhum vislumbre real da majestade, santidade e maravilha de Deus. Jamais devemos usar o nome de Deus de maneira frívola ou mecanicamente.

Fazem um juramento falso, não pela ignorância, mas consciente, sabendo que é contrário ao segundo mandamento. Fazendo isso ele está invocando a Deus para ser testemunha de sua mentira. E Deus não é o pai da mentira! Jo 8.44 “Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele é homicida desde o princípio, e nunca se firmou na verdade, porque nele não há verdade; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio; porque é mentiroso, e pai da mentira”.

O perjúrio é uma falta de respeito para com Deus. Consiste em fazer um juramento que não se pode ou, depois de algum tempo não se tem a intenção de cumpri-lo. Não se pode também fazer um juramento para realizar-se uma obra má. Mais é o que mais esta acontecendo

Jesus Cristo, no Sermão da Montanha, expõe o segundo mandamento: "Vocês ouviram também o que foi dito aos antigos: 'Não jure falso, mas cumpra seus juramentos para com o Senhor'. Eu, porém, lhes digo: 'Não jurem de modo algum: nem pelo Céu porque é o trono de Deus; ... diga apenas 'Sim' guando é 'Sim' e 'Não' quando é 'Não'. O que você disser alem disso vem do maligno" (Mt 5,33-34.37).

O que estamos vendo hoje é a pura mediocridade, falsidade escancarada de um bom número de “pastores e lideres”, cuja facilidade de serem é só fazerem um curso teológico e já recebem uma credencial para tal função, mas em colocar esta função em exercício ai é revelado!  Que Deus não os chamou, não revelou, não falou nada a seu respeito e nem aprovou.

Os homens sempre quiseram alentar o seu ego e ter um status em qualquer grupo social ou religioso, mas o que esta acontecendo nesta pós-modernidade e o absurdo do obvio. O jeitinho brasileiro esta também nas grandes instituições religiosa para aprovar o que Deus não disse absolutamente nada. E ai! Estamos com um “grupo de lideres”, totalmente despreparado, desrespaldado e desaprovado. Pois o Senhor Deus desses nada falou.
Deveríamos segui os exemplos bíblicos, mas parece que demora muito para que eu seja reconhecido nas convenções! E ai!  “vamos da uma ajuda ele merece” E respondeu Amós, e disse a Amazias: Eu não sou profeta, nem filho de profeta, mas boieiro, e cultivador de sicômoros. Mas o Senhor me tirou de após o gado, e o Senhor me disse: Vai, profetiza ao meu povo Israel”. Amos 7 14,15

Interessante é que todos os que querem ser ofuscado pelos holofotes da vaidade e da vangloria, não estão preparados para pagar o preço de seus ministérios, a saber:
“não dando nós nenhum motivo de escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado; antes em tudo recomendando-nos como ministros de Deus; em muita perseverança, em aflições, em necessidades, em angústias, em açoites, em prisões, em tumultos, em trabalhos, em vigílias, em jejuns, na pureza, na ciência, na longanimidade, na bondade, no Espírito Santo, no amor não fingido, na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça à direita e à esquerda, por honra e por desonra, por má fama e por boa fama; como enganadores, porém verdadeiros; como desconhecidos, porém bem conhecidos; como quem morre, e eis que vivemos; como castigados, porém não mortos; como entristecidos, mas sempre nos alegrando; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo, mas possuindo tudo”. 2 Co 3-10

Que Deus em Cristo ilumine os nossos olhos para não andarmos nas trevas.

Pr. Capelão Edmundo Mendes Silva

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

As Divisões da Igreja de Corinto – Retrato de Hoje

Apesar de ser uma igreja que se via como espiritual (1 Coríntios 3.1 “E eu, irmãos não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a criancinhas em Cristo”) e de ser voltada para a busca de dons carismáticos (1 Coríntios 12.31; 14.1; 14.12), a igreja de Corinto estava na iminência de dividir-se em pelo menos quatro pedaços. Paulo, ao escrever-lhes, menciona que tem conhecimento de quatro grupos dentro da comunidade que ameaçavam a sua unidade:
1.     Os de Paulo,
2.     Os de Pedro,
3.     Os de Apolo
4.   E os de Cristo (1 Coríntios 1.11-12 “Pois a respeito de vós, irmãos meus, fui informado pelos da família de Cloé que há contendas entre vós. Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo; ou, Eu de Apolo; ou Eu sou de Cefas; ou, Eu de Cristo”).

A igreja de Corinto, com seu espírito faccioso e divisionista, a despeito de sua pretensa espiritualidade, ficou na história como um alerta às igrejas cristãs de todo o mundo, registrado na carta que Paulo lhes escreveu.

Para aprendermos a lição, devemos primeiramente entender o racha que estava por acontecer naquela igreja. E não é um desafio fácil determinar com relativa certeza a natureza e identificação de cada um dos grupos mencionados por Paulo em 1 Coríntios 1.12.

Uma explicação popular é a dos partidos teológicos. Para alguns estudiosos, os aderentes de Pedro, Paulo e Apolo haviam-se agrupado em torno das suas doutrinas distintas, formando uma divisão rígida dentro da igreja. Estes grupos se caracterizavam por manter as ênfases doutrinárias características daqueles líderes.
Geralmente se ouve falar que:
  • Os de Pedro mantinham um Cristianismo judaico rígido e intolerante, até meio legalista.
  • Os de Paulo eram mais abertos, enfatizando a salvação pela fé sem as obras da lei,
  • Os de Apolo seguiam a hermenêutica alegórica do eloquente alexandrino.


A realidade é que não há qualquer indício em 1 Coríntios 1-4 da existência de partidos teológicos. A relação entre a teologia dos líderes favoritos e a formação destes partidos em torno de seus nomes é altamente especulativa.
O que se percebe é que havia a escolha pessoal de cada coríntio de um líder favorito, de quem ele se vangloriava de ser discípulo (1 Coríntios 1.12 “Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo; ou, Eu de Apolo; ou Eu sou de Cefas; ou, Eu de Cristo” ; 3.21 “ Portanto ninguém se glorie nos homens; porque tudo é vosso”).
As contendas se davam porque cada um deles afirmava que seu eleito era o melhor (3.21, 4.6). Percebemos ainda que existe uma relação estreita entre o apego à filosofia grega e a formação dos partidos em 1 Coríntios 1-4. Os slogans “eu sou de...” soam como culto à personalidade, um erro no qual crentes neófitos e imaturos caem com frequência.

No caso dos coríntios em particular, esse culto à personalidade tinha recebido um impulso adicional da sua tendência, como gregos, de exaltar os mestres religiosos ao status de theioi anthropoi, “homens possuindo qualidades divinas”. As principais escolas filosóficas da Grécia costumavam invocar o nome de seus fundadores e principais mestres. Esse costume poderia explicar a vanglória dos coríntios em seguir Paulo, Pedro, Apolo e mesmo o Mestre de todos, Cristo.
Os slogans usados pelos coríntios (“eu sou de...”) ratificam esse ponto. O problema tinha a ver com a tendência comum de alguns crentes de venerar líderes cristãos reconhecidos. Com exceção de Cristo, os nomes escolhidos pelos coríntios são de um apóstolo (Pedro e Paulo) ou de alguém associado com eles (Apolo):
Paulo era o fundador apostólico da igreja (4.15); Apolo, por sua vez, embora não considerado no Novo Testamento como um apóstolo, era um pregador eloqüente e tinha desenvolvido um ministério frutífero entre os coríntios, depois da partida de Paulo (3.6, cf. At 18.24-28, 19.1);
E Pedro era o conhecido líder dos apóstolos, e muitos possivelmente teriam sido atraídos a ele, embora não seja certo que alguma vez ele haja visitado a igreja de Corinto.
Os “de Cristo” são notoriamente difíceis de identificar. Embora a escolha do nome de Cristo tenha sido possivelmente uma reação ao partidarismo em torno de nomes de homens, os seus aderentes nada mais são que outro partido. Eles se vangloriavam de que seguiam a Cristo somente, e não a homens, mesmo que estes fossem apóstolos.

Paulo os teria criticado pela forma facciosa com a qual afirmavam esta posição aparentemente correta. É provável que os membros do partido “de Cristo” eram os mesmos “espirituais”, um grupo na igreja que se considerava “espiritual” (cf. 3.1; 12.1; 14.37). Para eles, o conceito de ser “espiritual” estava relacionado com o uso dos dons espirituais, principalmente de línguas e de profecia. Este grupo, por causa do acesso direto que julgava ter a Deus, através dos dons, teria considerado desnecessário o ministério de Paulo, tinham-no em pouca conta, e mesmo queriam julgar a sua mensagem (1 Coríntios 4.3; 4.18-21; 8.1-2; 9.3). Esse seria o grupo “de Cristo,” cujos membros (em sua própria avaliação) não dependiam de homem algum, mas somente e diretamente do Senhor, através dos dons. Paulo faz pouco caso das suas reivindicações, e considera a igreja toda como sendo “de Cristo” (cf. 3.23; 2 Coríntios 10.7).

É o próprio Paulo, entretanto, quem nos revela a causa interna principal para as divisões entre os coríntios:
São essas, a saber: Eles ainda eram carnais (1 Coríntios 3.1-4 “E eu, irmãos não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a criancinhas em Cristo. Leite vos dei por alimento, e não comida sólida, porque não a podíeis suportar; nem ainda agora podeis; porquanto ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja e contendas, não sois porventura carnais, e não estais andando segundo os homens? Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo; não sois apenas homens?” ; cf. Gálatas 5.20 “a idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as facções, as dissensões, os partidos”). Esta carnalidade, embora deva ser interpretada primariamente como imaturidade, em contraste aos “maduros” ou “perfeitos” (1 Coríntios 2.6 “Na verdade, entre os perfeitos falamos sabedoria, não porém a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que estão sendo reduzidos a nada”), carrega uma conotação ética, como a expressão “andar segundo os homens” (1 Coríntios 3.3 “porquanto ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja e contendas, não sois porventura carnais, e não estais andando segundo os homens?”) indica.

Podemos concluir que os partidos de Paulo, Apolo, Cefas e Cristo, que estavam rachando a igreja de Corinto, não eram partidos teológicos, isto é, aglutinados em torno da suposta teologia de cada um destes nomes. Mais provavelmente, os partidos se formaram a partir das preferências pessoais dos coríntios individualmente, tendo como impulso a sua imaturidade, sua carnalidade, e sua tendência, como gregos, de exaltar mestres religiosos. O partido de Cristo, por sua vez, havia se formado por outro motivo, a enfatuação religiosa produzida pelos dons carismáticos.
A situação triste da igreja de Corinto nos fornece um retrato do espírito divisivo que ainda hoje permeia as igrejas evangélicas. É um texto básico para ser pregado e ensinado nas igrejas e seminários. Embora haja momentos em que uma divisão seja necessária (quando, por exemplo, uma denominação abandona as Escrituras como regra de fé e prática), percebemos que as causas do intenso divisionismo evangélico no Brasil são intrinsecamente corintianas: imaturidade, carnalidade, culto à personalidade, orgulho espiritual, mundanismo. Nem sempre os líderes são culpados do culto à personalidade que crentes imaturos lhes prestam. Paulo, Apolo e Pedro certamente teriam rejeitado a formação de fã-clubes em torno de seus nomes. De qualquer forma, os líderes evangélicos sempre deveriam procurar evitar dar qualquer ocasião para que isto ocorra, como o próprio Paulo havia feito (1 Coríntios 1.13-17 “será que Cristo está dividido? foi Paulo crucificado por amor de vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo? Dou graças a Deus que a nenhum de vós batizei, senão a Crispo e a Gaio; para que ninguém diga que fostes batizados em meu nome. É verdade, batizei também a família de Estéfanas, além destes, não sei se batizei algum outro. Porque Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o evangelho; não em sabedoria de palavras, para não se tornar vã a cruz de Cristo). Infelizmente, o conceito de ministério que prevalece em muitos quartéis evangélicos de hoje é exatamente aquele que Paulo combatia em 1 Coríntios.
 
Que Deus em Cristo tenha misericórdia de todos nos e que possamos esta vivendo dignamente com Cristo e sua Palavra.


Pr. Capelão Edmundo Mendes Silva

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

AS SETE PRISÕES DO DIABO E AS TRÊS CHAVES DE DEUS

SALMOS 142.7 - JOÃO 9.12

Há momentos em nossas vidas que as adversidades e a tribulação são maiores que as nossas forças. Este Salmo foi escrito quando Davi se escondia de Saul nas cavernas de Adulão. Essas cavernas eram consideradas por Davi como verdadeiras prisões, devidos os dez anos que ele passou confinado dentro delas. Quantas vezes, Davi deve ter pensado, que a sua esperança já estava no limite? Quantas vezes Davi não sentiu medo, solidão, desespero, ou quem sabe desanimado? Às vezes, entramos em uma profunda depressão da qual é praticamente impossível sairmos sozinhos.
Nestes momentos, podemos recorrer ao Senhor como Davi fez. Ele expressou os seus mais íntimos sentimentos para Deus quando estava se sentindo atormentado. É nessas horas que precisamos da providencia de Deus, para que Ele faça o que não conseguimos fazer: nos livrar das aflições, colocando sobre nós uma coluna de nuvem de dia e uma coluna de fogo de noite. Como então, não clamarmos por esse extraordinário socorro pedindo para Deus nos ajudar?
O crente em sofrimento, não deve ficar em silêncio, mas clamar a Deus, pois Ele tem a promessa para nos consolar e socorrer em tempos de necessidade! 
As pessoas em desespero contam seus dramas, expõe os seus problemas, mas não pensam e não priorizam a oração em sua vida!. Nos cultos, pulam, dançam, sapateiam, falam línguas, mas quando chegam em casa tudo volta ao que era antes!. Os seus olhos espirituais já não acreditam que existe cura para as suas feridas, libertação ou solução para os seus problemas.
Amados, é comum encontrarmos nas igrejas pessoas azedas, explosivas, grossas, malcriadas, que usam o direito de se irar para ofender, encolerizar, agredir e abusar dos outros. A maioria não só fica nervosa, mas extrapola, passa o limite, perde o equilíbrio e o bom senso. Parte delas, até parecem um balão de festa infantil. Nem precisam de muita provocação para explodir, basta uma pequena alfinetada para que isso aconteça!. 

TESE: Veremos Sete Prisões que o inimigo intentará para derrotar o crente. Em contrapartida, a Bíblia também diz que há Três Remédios de Deus para curar e nos libertar dessas prisões.

A PRIMEIRA PRISÃO - A AMARGURA
Hb.12.15 “tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem”.
A amargura é um sentimento que demonstra a falta de um espírito de reconciliação e ressentimentos intensos, e que podem ser verificada pelas nossas atitudes. A pessoa amargurada na igreja, não pode entrar na presença de Deus nem em oração!. E para sabermos se estamos amargurados ou não, é só observarmos as nossas diversas posturas. E quais são? É só verificamos se estamos maquinando maneiras de nos vingarmos na primeira oportunidade, se há recordação dos mais íntimos detalhes de um eventual dano que nos fizeram há muito tempo; se nos ofendemos por pouca coisa, ou se queremos justificar o nosso erro dizendo todo tempo: “EU SEMPRE TENHO RAZÃO”. O sinal mais forte de quem está amargurado, é quando lemos a Bíblia, e consciente ou “quase inconsciente”, só gostamos de aplicar a Palavra para as outras pessoas, e nunca para nós!. O amargurado nunca se considera que está errado!!.

A SEGUNDA PRISÃO - A INVEJA
Pv.24.1 Não tenhas inveja dos homens malignos; nem desejes estar com eles”
A inveja é considerada como um gigante que aflige a alma de maneira tão terrível que pode levar o homem à prática de ações danosas tanto no corpo como na alma. A inveja é um misto de ódio, desgosto, pesar e ciúmes pelo bem e felicidade de outrem. O invejoso sente um violento desejo de possuir o bem alheio. 
Em I Tm. 6.3,4 “Se alguém ensina alguma doutrina diversa, e não se conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, injúrias, suspeitas maliciosas”.

 - O apóstolo Paulo aconselhou Timóteo a ficar longe daqueles que queriam ganhar dinheiro com a pregação e daqueles que transformavam o ensino do evangelho em disputas que causavam contendas na igreja. Eles inventavam novidades que não os levariam a uma vida santa e piedosa. Paulo então alerta Timóteo que as pessoas soberbas, são cheias de presunção e “deliram acerca de questões e contendas de palavras”, provocando invejas, maldades, e questionamentos levianos.

A TERCEIRA PRISÃO – O CIÚME
I Co.3.3-4 “porquanto ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja e contendas, não sois porventura carnais, e não estais andando segundo os homens? Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo; não sois apenas homens?”
É necessário distinguir os diferentes tipos de ciúme e sua natureza, de acordo com quem o sente. Esse inimigo da alma atormenta as pessoas fazendo-as viver em temores, iras, inseguranças e complexos. O ciúme pode até ter um sentido positivo quando podemos defini-lo como “o cuidado vigilante e afetuoso em uma relação de compromisso e fidelidade mútua”. É somente nesses casos!!.O ciúme tem um lado negativo muito forte. Provoca um sentimento de inferioridade, deixando a pessoa se sentindo abandonada ou trocada por outra. Sentem-se inseguras em relação às pessoas, considerando-se inferior. 
Não esquece as feridas de outrora e das más experiências vividas no passado. Cria nas pessoas um sentimento de desconfiança e temor. O ciúme causa a falta de perdão, e quando não perdoamos a quem nos engana, temos sempre a tendência de pensar o pior sobre esta pessoa!. Na igreja primitiva, o ciúme causou alguns transtornos. Paulo impactava o povo com suas pregações, mas acabou despertando ciúmes nos religiosos (At.5.17 “Levantando-se o sumo sacerdote e todos os que estavam com ele (isto é, a seita dos saduceus), encheram-se de inveja”; 17.5 “Mas os judeus, movidos de inveja, tomando consigo alguns homens maus dentre os vadios e ajuntando o povo, alvoroçavam a cidade e, assaltando a casa de Jáson, os procuravam para entregá-los ao povo”). Não podemos deixar brotar em nosso coração esse tipo de sentimento perverso!.

A QUARTA PRISÃO – A INCREDULIDADE
Hb. 11. 6 “Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam”.
A incredulidade é um pecado que nos priva de bênçãos e fere o coração de Deus. Ser incrédulo equivale a desconfiarmos do próprio Deus. De que o incrédulo desconfia? Da vontade de Deus não acreditando que a vontade de Deus seja perfeita e agradável. Desconfia da proteção e sustento de Deus, da disciplina do Senhor achando que não é útil para ele. Desconfia do amor de Deus, pois sabemos que quando cremos em Seu amor por nós, se dissipam as dúvidas e os temores (I Jo.4.16-19). 
O incrédulo por ser desconfiado, destrói facilmente as relações pessoais. Vê nas outras pessoas, verdadeiros inimigos potenciais. E quase todas as suas ações são acompanhadas de denúncias e acusações. A desconfiança é diferente da prudência. Em Hb. 3.19 diz assim – “E não puderam entrar por causa da incredulidade”. Veja o contraste em Hb. 4.3 – “Nós porém, que cremos entramos no descanso”.
Se olharmos e analisarmos as dificuldades dessa vida com nossos próprios olhos, mediante nossas forças ou sem confiarmos no Senhor, sempre virão os temores e as ansiedades. A incredulidade é ofensa para Deus e nos faz perder as bênçãos que Ele tem para nós. Então, se tivermos fé, teremos também a paz e o descanso!.

A QUINTA PRISÃO – A AVAREZA Mt.6.24-33
Podemos defini-la como o desejo desmedido de acumular riquezas; é um desejo intenso de ter mais, uma fome excessiva de possuir que nunca satisfaz. Não é necessário que alguém seja rico para ser avarento; há pessoas que tem pouco, porém seu coração está cheio de avareza, desejo e cobiça. O desejo de Deus é que sejamos prósperos em todas as coisas. Em III Jo.1.2 nos mostra que o Senhor deseja abençoar-nos para que vivamos tranqüilos, porém o que Ele decididamente não quer é que nosso coração esteja posto nas riquezas e nos desejos deste mundo. 
O avarento é seduzido e enganado pelas riquezas deste mundo, sem perceber o quão passageiro é o desfrute dessas coisas. Igual ao jovem rico (Mc.1.17-31). Ele não estava disposto a renunciar a tudo para seguir Jesus. O avarento não tem a real consciência do tempo desta vida, e da inutilidade de acumular riquezas neste mundo. O Senhor Jesus ilustra esta verdade com uma parábola que se encontra em Lc.12.13-21 e Mt. 6.19-20.

A SEXTA PRISÃO – O AMOR AO PODER Jo. 13.1-15
Uma das maiores propostas do mundo é nos fazer viver conforme a sua vanglória: a vaidade da vida!. Os que não conhecem a Deus, se consideram pessoas “importantes” só porque exerce algum tipo poder, e com isso gostam de se sentirem honradas, famosas, dignas, respeitadas e reconhecidas. Porem, aqueles que pertencem ao reino de Deus, devem ser diferentes. Este texto nos mostra um ensino não muito confortável para os líderes que consideram difícil servir as pessoas que tem posições inferiores às deles.
O homem sem Cristo ama exercer autoridade sobre seus semelhantes (Mt.20.25-26). O homem natural gosta de dominar seu próximo e se dispor dele; isso alimenta seu orgulho e o faz sentir-se poderoso. Os que amam o poder e a glória, como era o caso dos escribas e fariseus, gostam de desfrutar de honras, méritos, homenagens e reconhecimentos. E você, como trata aqueles que trabalham ou vivem sob seu comando? 
Amados, o servo de Deus pode até ser desprezado neste mundo, porém no caminho de Deus, é ele que vai ser exaltado!. Deus não quer que sejamos chefes ou capatazes. Deus exalta o servo desprezado, o que não olha para as coisas deste mundo: como o poder, o status, os privilégios do dinheiro, a celebridade, a riqueza e o brilho da fama. Deus exalta aquele que renuncia todas as glória vãs para ser servo de seus irmãos.

A SÉTIMA PRISÃO – O PECADO Sl.32.3-4
Pecar é praticar todos os tipos de atos, palavras ou pensamentos que transgridam as leis de Deus. É tudo aquilo que fazemos ou deixamos de fazer, pensamos ou falamos, e que não estão em perfeita harmonia com o andar de Jesus. O pecado tem uma natureza destrutiva, pois além de dominar o ser humano, acaba nos afastando daquele que é a Fonte da Vida e da Bênção. O pecado tanto é um ato como também é uma condição. É um ato quando praticado por alguém (Ez.18.20ª); é uma condição quando se trata de o homem ser descendente de Adão (Rm.5.12). O pecado submete o ser humano a situações tão humilhantes, que chega a levar a pessoa a se tornar um escravo do mal!. A pessoa é enganada de tal forma, que acaba gostando daquilo que pratica. Mesmo reconhecendo o seu erro, não possui forças para se libertar (Rm.6.16). 
Irmãos, Deus não condena ninguém, mas sabemos que o pecado traz para o homem a condenação (Jo.12.48). É comum hoje em dia as pessoas se desculparem de suas faltas dizendo: “ninguém é perfeito”. Infelizmente, são poucas as pessoas que percebem a gravidade da situação que se encontram. Deus revelou à humanidade a forma pela qual devemos viver, mas são bem poucos os que lhe obedecem!.
Para aqueles que permanecem em Cristo até o fim, não haverá condenação, diz a bíblia (Rm.8.1). Você quer se livrar do pecado? Então ouça isto: Deus quer que o homem se arrependa – isto é, que sinta tristeza pelo pecado cometido (At.2.38). Que confesse o pecado - Isto é, admitir o seu erro, a sua culpa, contando para Deus as faltas cometidas e pedir perdão (Rm.10.9-10). Que deixe o pecado – isto é, não continuar na prática do erro (Sl.32.1 – Pv. 28.13).

AS TRÊS CHAVES DE DEUS
– “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes” (Mt.9.12).
Jesus está interessado em salvar todos os pecadores, os que ferem e os que se encontram feridos por outros. Jesus conhecendo a seriedade de nosso estado, veio para destronar as ações do diabo, compartilhando as Boas Novas com os pobres, os imorais, os solitários, os excluídos, os ricos, os populares, os poderosos, os doentes os depressivos, e todos aqueles que estão com a alma aprisionada pelas coisas desse mundo.. Diante disso, Jesus oferece especialmente para nós, as Três Chaves para a nossa cura e a nossa libertação das garras do diabo.

Vejamos então: 
A PRIMEIRA CHAVE – O PODER DA PALAVRA DE DEUS - Sl.107.20
Amados, o maior poder que há no mundo não é o poder das bombas e mísseis, não é o poder dos militares, não é o poder dos aviões supersônicos, não é o poder dos gigantescos tanques de guerra, nem mesmo o poder dos enormes navios porta-aviões, nem ainda o poder dos políticos, ou qualquer outra potência mundial!. O maior poder que há no mundo é o poder da palavra de Deus, o único e verdadeiro Deus, e depois D’ELE não existe outro!. A Palavra de Deus tem poder e autoridade para mudar, transformar, salvar, restaurar e curar as pessoas que crêem nela como sua única regra de fé. 
A Palavra de Deus é fogo que queima, purifica, é martelo que quebra o pecado e o orgulho humano. É espada que corta, arranca toda culpa e ressentimento do coração do homem. A Palavra de Deus penetra como uma poderosa sonda no mais íntimo do nosso ser, para introduzir o remédio da cura da alma, o perdão dos pecados e juntamente trazer o alimento espiritual para crescer, amadurecer e moldar o caráter cristão na vida daqueles que receberam a Cristo. Assim como a sonda médica extrai líquidos retidos no organismo do enfermo, assim é a Palavra de Deus extrai qualquer pensamento, palavras ou ações que não estão em sintonia com Deus e sua Palavra, levando-nos a uma relação pessoal e mais íntima com o nosso Criador. 

A SEGUNDA CHAVE – O SANGUE DE JESUS – Ap.12.1
O derradeiro golpe atingiu Satanás quando Jesus derramou o seu sangue pelos nossos pecados. A vitória foi conquistada através de sacrifícios – a morte de Cristo em nosso lugar. A Terra recebeu o sangue de vários homens santo, porém nada aconteceu. Mas quando Jesus derramou o seu precioso sangue, ou seja, a sua própria vida, Cristo abriu para nós uma fonte de autoridade capaz de pagar, quitar os nossos problemas espirituais, mesmo os mais críticos e cruéis. Foi o amor que levou Cristo a morrer por nós, e esse amor é o mesmo que enviou o Espírito Santo para viver em nós e nos guiar todos os dias. Isso significa que a sua obra é contínua para a nossa santificação e purificação dos nossos pecados. 
Quando entregamos e nos comprometemos nossa vida a Cristo, pode ter certeza que terá uma reserva de poder para usar todos os dias quando tiver de enfrentar desafios, lutas, perigos, dificuldades e provações. Podemos enfentar o diabo sem temê-lo ou fugir dele, mas servir lealmente a Cristo que é o único que poderá nos trazer a vitória (Rm.8.34-39).

A TERCEIRA CHAVE – A PRESENÇA DO ESPÍRITO SANTO
Amados, podemos ver nitidamente a distinção entre os dois estilos de vida dos que seguem a Jesus: os que tem a presença do Espírito Santo, e os que não têm a presença do Espírito Santo. Os que não tem, são os crentes medrosos, receosos, acanhados, fracos e temerosos. Ao contrário dos que tem a presença do Espírito Santo, são os crentes que frutificam, são os ousados, os destemidos, os corajosos e os atrevidos.
Como vasos de Deus, não podemos permanecer vazios, inúteis e fracos. Precisamos estar cheios do Espírito Santo para cumprirmos o ideal do Senhor que é nos levar a amar e a glorificarmos a Deus mais do que antes, e a termos uma maior e intensa comunhão com Cristo. A presença do Espírito Santo nos ajuda a abandonar o pecado, e a não seguir a vontade da carne. Dá a direção certa, aumenta o nosso repúdio às diversões pecaminosas e prazeres ímpios. Refreia nossos desejos pelas buscas egoístas e honrarias terrenas, além de nos livrar de todo o engano do diabo!. 

Conclusão
Amados, essa mensagem nasceu para aquelas pessoas que precisam de esperanças, de uma fonte de força e de coragem. São irmãos que se sentem prisioneiros, com a alma doente, aflita, minguada, encarcerada, e por alguma razão não sabem como sair dessa prisão. São para as pessoas que estão com suas almas encarceradas, e com as suas vidas dominado pelas ações do diabo. Infelizmente, são pessoas que estão com suas vidas arrasadas, com a família despencando ladeira abaixo, derrota em cima de derrota, e se tornando verdeira palmatória do diabo!. 
Amados, o diabo está desesperadamente tentando recrutar o maior número possível de forças inimigas para aumentar seu exército. Fuja, escape, afaste-se, evite todas essas armadilhas e os laços que ele tem preparando para o povo de Deus. Fica o alerta!. 
Que a sua vida seja cada vez mais enriquecida das bênçãos do Senhor. 

Em Nome de Jesus Cristo!.

Pr.Capelão Edmundo Mendes Silva