quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O Evangelho do Entretenimento


“Que fareis pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação” (I Coríntios 14:26)
Nunca o mundo esteve tão religioso, e as igrejas tão mundanas. Não se faz mais distinção entre shows e cultos de “adoração”. Em algumas reuniões, os jovens utilizam gritos característicos das torcidas de futebol, como “Ê-ô, ê-ô, Jesus Cristo é o Senhor!” ou “Eu já falei, vou repetir, é Jesus Cristo que comanda isso aqui!”, além de dançarem ao som de ritmos pra lá de vibrantes.
Há igrejas cujo púlpito é uma prancha de surf, freqüentadas por jovens que, nos “cultos”, vestem bermudas, calçam chinelos de dedo, além de exibirem tatuagens e piercing. Para arrecadar fundos extras, algumas denominações realizam festas similares às juninas, permitindo que seus membros dancem quadrilha no “arraiá evangélico”. E há até igrejas que promovem uma espécie de Halloween – dia das bruxas –, alterando o nome para Elohin!

O que é o evangelho do entretenimento?
O evangelho do entretenimento tem transformado os cultos de Deus em meros ajuntamentos para pular, gritar, dançar, assobiar, fazer “trenzinho”, cantar, cantar e cantar. Trata-se de um evangelho “sem limites”, que pode ser comparado ao “fermento” de Herodes (Marcos 8:15) – os herodianos eram liberalistas, modernistas, secularistas, irreverentes e contextualizadores. Nos “cultos-shows” não há espaço para a exposição da Palavra de Deus. Em muitas dessas reuniões de “adoração extravagante” – expressão muito em voga na atualidade –, a pregação, quando ocorre, é uma rápida palestra motivacional, voltada para o bem-estar dos espectadores, e não uma exposição da sã doutrina. Tudo é feito a fim de agradar e entreter a “galera”.
 Fico imaginando como Paulo reagiria, em seu tempo, se os crentes fossem aos cultos em busca de entretenimento. Ele, que sempre combateu a desordem, deu as seguintes instruções sobre a Ceia do Senhor: “...se algum tiver fome, coma em casa, para que não vos ajunteis para condenação” (I Coríntios 11:34). E, quanto aos dons espirituais, enfatizou: “...faça-se tudo decentemente e com ordem” (I Coríntios 14:40).
Muitos músicos, em nossos dias, orientados pelos propagadores desse falso evangelho – essencialmente comercial e também voltado para as preferências humanas –, imitam os intérpretes mundanos, secularizando cada vez mais a liturgia do culto. Mas Deus não mudou; a Sua Palavra é a verdade. E nela está escrito: “Guarda o teu pé, quando entrares na Casa de Deus...” (Eclesiastes 5:1).

Comecemos pela música
É impossível imaginar o mundo sem a música. Ela está presente em todos os lugares: rádio, televisão, cinema, discotecas, atividades políticas e cívicas, eventos sociais ou desportivos, comemorações, funerais, etc. A música, além de ser a linguagem universal da humanidade, é uma ciência e uma arte. Daí o salmista ter dito: “...tocai bem [técnica] e com júbilo [arte]” (Salmos 33:3).
O vocábulo latino musica vem do grego mousiké, “a arte das musas”. Na mitologia grega, há nove musas que patrocinam as ciências e as artes. Calíope (poesia épica), Clio (história), Euterpe (música), Melpômene (tragédia), Tália (comédia), Urânia (astronomia), Érato (poesia amorosa), Terpsícore (dança) e Polímnia (hinos).
Segundo o dicionário da língua portuguesa, a música é a arte e a técnica de combinar sons de maneira agradável ao ouvido. Agradável, não em relação ao gosto musical, mas no que diz respeito aos bons efeitos que ela deve causar ao ouvido humano. Para isso, a música precisa ser composta de emissões vibratórias com freqüências bem definidas, que podem ser capturadas pelas limitações fisiológicas do ouvido.
Para o seguidor de Cristo, a música é muito mais que uma ciência, uma arte ou forma de expressão. É um meio pelo qual se adora ao Senhor, seja através dos cânticos, seja mediante a execução de instrumentos (Salmos 150). Como servos de Deus, devemos cantar ao Senhor um cântico novo e adorá-Lo na beleza de Sua santidade (Salmos 96:1,9).

Acredite se quiser!
Estilos musicais como o rock exigem um elevado volume de som. E o nosso ouvido não suporta altos níveis de ruído. Como a intensidade de som – medida em decibéis – aumenta de forma logarítmica, e não aritmética, um simples aumento de três decibéis implica em dobrar a intensidade do som. Como comparativo, um aspirador de pó chega a produzir oitenta decibéis; já uma turbina de avião, 120.
Já se constatou, por meio de estudos científicos, que o ouvido humano pode suportar, sem prejuízo auditivo, as seguintes taxas: a 111 decibéis, quase quatro minutos; a 120, cerca de 28 segundos; a 129, quase quatro segundos; e q 138 decibéis, o ouvido suportaria menos da metade de um segundo! Não é por acaso que há várias pessoas com deficiência auditiva.
Alguns estilos são hipnóticos – isso em razão da pouca variação rítmica e da repetição de palavras, que criam um estado emocional tal que a mente deixa de funcionar normalmente. Há experiências sérias sobre hipnose e ritmo que comprovam o quanto certos estilos podem destruir o mecanismo inibitório normal do córtex cerebral, permitindo fácil aceitação da imoralidade, bem como o desrespeito de normas morais.
A guitarra rítmica, quando distorcida, confere carga emocional e agressividade à música. A guitarra solo, ao acentuar os sons graves e reforçar os agudos, prolongando-os, gera suspense, tensão e expressividade adequados para levar os ouvintes ao delírio. E a bateria, quando tocada de modo exagerado, tira o ouvinte a capacidade de raciocinar normalmente. Acredite se quiser!

Salmos, hinos e cânticos espirituais
Em Colossenses 3:16, está escrito: “A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais; cantando ao Senhor com graça em vosso coração”.
Salmos – eram os mesmos contidos no Antigo Testamento, transformados em hinos de adoração.
Hinos – eram as composições de louvor a Deus e ao Senhor Jesus Cristo cujas letras não tinham sido extraídas do livro de Salmos.
Cânticos espirituais – englobavam uma gama maior de composições líricas, inclusive os outros dois tipos mencionados. Considerando que cântico é o encontro entre a voz, a música e a letra, quando esses três elementos são consagrados a Deus e aceitos por Ele, temos um cântico espiritual.
Para termos a certeza de que o Senhor se agrada de um cântico (voz, música e letra), devemos submetê-lo ao crivo de Filipenses 4:8. É verdadeiro? É honesto? É justo? É puro? É amável? É de boa fama? Há nele alguma virtude e algum louvor? Tudo o que fazemos deve ser para a glória de Deus (I Coríntios 10:31).
É boa a fama do rock? Desde a sua origem, esses estilo está relacionado com imoralidade e drogas, ocultismo, drogas, e violência. Basta lembrarmo-nos do slogan “Sexo drogas e rock and roll”. E o que dizer dos estilos como funk, reggae, axé, hip-hop, samba e forró? Procure conhecer um pouco da história desses estilos antes de pensar que sou extremista.

Melodia, harmonia e ritmo, nessa ordem!
Existem três maneiras de se ouvir música:
Com o corpo – quem ouve com o corpo se deixa dominar pelo “embalo” da música.
Com a emoção – quem ouve emotivamente permite que a música comande os seus sentimentos e emoções.
Com o intelecto – essa é a forma correta de se ouvir, sabendo discernir a música. E isso só é possível quando não se prioriza o ritmo. O culto a Deus deve ser espiritual e, ao mesmo tempo, racional (João 4:24; Romanos 12:1; I Coríntios 14:15).
Muitos crentes cantam e tocam sem louvar ao Senhor, como acontecia nos dias do profeta Isaías (29:13). As palavras de louvor devem nascer em um coração preparado (Salmos 57:7), mas somente as letras cristãs e bíblicas não são suficientes para tornar um cântico apropriado para o louvor. Lembre-se de que o cântico só é espiritual quando todos os seus elementos (voz, letra e música) o são.
A música é formada por três elementos:
Melodia – sucessão ascendente e descendente de sons a intervalos e alturas variáveis, formando um fraseado; é adornada pela harmonia e acentuada pelo ritmo, embora possa ser compreendida isoladamente.
Harmonia – combinação de sons simultâneos, emitidos no mesmo instante, tendo como base a tonalidade; e como princípio gerador a estrutura do acorde.
Ritmo – Sucessão regular de tempos fortes e fracos cuja função é estruturar uma obra musical.
Esses três elementos, intrínsecos na música, se relacionam com o homem, que também é tripartido: espírito, alma e corpo. Nesse caso, o elemento mais importante da música, a melodia, relaciona-se com a parte mais profunda do ser humano, o seu espírito. E assim por diante.
Assim, o estilo musical apropriado para o cântico de adoração é o que tem como essência a melodia, pois é ela que se relaciona com o espírito (João 4:23,24). Há estilos carregados de agressividade e barulho, que apenas balançam o corpo, e não o coração, porque são rítmicos ao extremo; isto é, priorizam o ritmo, e não a melodia.
Melodia – relaciona-se com o espírito.
Harmonia – relaciona-se com a alma.
Ritmo – relaciona-se com o corpo.
Infelizmente, é uma tendência do ser humano inverter as prioridades. De acordo com I Tessalonicenses 5:23, Deus nos santifica a partir do espírito. Mas muitos ignoram isso e, como se o versículo dissesse: “corpo, alma e espírito”, priorizam o corpo. Meditemos no que Paulo, inspirado pelo Espírito, disse aos gálatas: “Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne?” (Gálatas 3:3).

Música profana na Casa de Deus?
Conquanto a música, uma das primeiras artes da civilização, seja atribuída a Jubal, filho de Lameque (Gênesis 4:21), ela teve origem no Criador (Jó 38:7). Os seres angelicais ocupam-se da adoração a Deus por meio da música (Lucas 2:13,14; Apocalipse 5:7-14). Na terra, o cântico com música sacra é uma das tarefas mais sublimes dos servos do Senhor (Salmos 149:1). E o louvor continuará sendo executado por toda a eternidade: “... o seu louvor permanece para sempre” (Salmos 111:10).
Entretanto, nesses últimos dias, até a música secular está corrompida. Estilos românticos, sentimentais, artistas e folclóricos dão lugar a agressivos, frenéticos, lascivos e erotizantes, como o funk dos morros cariocas até o axé baiano. Essa deturpação diabólica, infelizmente, atinge as igrejas. E a música sacra vem sendo submetida a uma dessacralização – isso é uma forma de apostasia da fé (I Timóteo 4:1).
Dessacralização é o ato ou o efeito de subtrair o caráter sagrado. É sinônimo de profanação (II Timóteo 3:2; Hebreus 12:6). No caso da música sacra, é desprovê-la dos elementos relacionados com o louvor a Deus, tornando-a vulgar, secular, mundana, como qualquer outra, chamando a atenção para os músicos e cantores, e não para Jesus, o único digno de louvor (Salmos 48:1). Lembre-se de que o Senhor habita entre louvores, e não entre os cantores e músicos (Salmos 22:3).
Embora Deus seja o autor da musica, isso não significa que todos os estilos musicais sejam dEle. A música é como o alfabeto. Por meio dele escrevem-se – com as mesmas letras – mensagens boas ou ruins; cristãs ou satânicas. Da mesma forma, compõe-se, com as mesmas notas, músicas próprias para o louvor ou impróprias; sacras ou profanas.
Joanyr de Oliveira, com muita criatividade, abordou essa questão da dessacralização da música:
A casa de Deus, Música Profana, não lhe pertence, não é o seu lugar. Seu lugar é nos palcos, nos auditórios de emissoras, nos vídeos, mas nunca e nunca nos templos onde se devem ouvir os límpidos cânticos espirituais e harmonias solenes e inspiradoras ao louvor de Deus, “na beleza da sua santidade”...
Por enquanto ainda somos compelidos (e constrangidos) a lhe dirigir parabéns pelos seus extraordinários triunfos, Música Profana. Mas Deus há de permitir que, em futuro próximo, possamos dizer em alto e bom som: A Igreja do Senhor venceu a Música Profana, que retornou aos salões de baile e aos auditórios seculares, de onde nunca deveria ter saído. 3

Vale tudo?
Uma das desculpas para se usar músicas “pesadas” é a de que elas atraem a juventude. De fato, a música é uma ferramenta poderosa para a comunicação do evangelho (Salmos 105:2; I Pedro 2:9). Todavia, ao se empregar estilos como rock, funk, reggae, forró, etc., a mensagem é comunicada da forma como as pessoas querem ouvi-la, e não da maneira como precisam ouvi-la. Lembre-se de que Jesus disse: “...negue-se a si mesmo” (Lucas 9:23).
Se, por um lado, as músicas “pesadas” atraem, por outro, devido às suas características, impedem que a mensagem chegue clara aos ouvidos das pessoas. John Blanchard, ao falar sobre o poder hipnótico do rock, disse:
Qualquer meio de apresentação que induza à perda do autocontrole ou consciência e torne o ouvinte incomumente susceptível a quaisquer sugestões feitas pela letra da música é certamente perigosa, e acabará por estimular uma resposta, em vez daquilo que Deus requer, que O adoremos “em espírito e em verdade” (João 4:24). 4
Muitos jovens podem até ir à frente de um palanque ou seguir a carros de som, por causa dos estilos musicais e das danças ali apresentadas. No entanto, conforme se infere de I Coríntios 14:26, o louvor (salmo) deve servir de preparação para a exposição da Palavra de Deus (doutrina).
Os defensores do evangelho do entretenimento afirmam que o mundo mudou, e as pregações modernas devem se adaptar às mudanças que vêm ocorrendo. O suposto embasamento para isso está em I Coríntios 9:22: “Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar a alguns”.
Não podemos, entretanto, interpretar essa frase de Paulo de forma exagerada, valendo-nos dela para justificar toda e qualquer atitude. O próprio apóstolo não se faz judaizante para ganhá-los; antes, reprovou a atitude de Pedro, que agira de forma “política” em relação a eles (Gálatas 2:14). Todas as coisas nos são lícitas, mas nem todas convêm (I Coríntios 6:12).
É preciso pular dentro de um barco para tirar alguém de lá? Ora, para ganhar os apreciadores de funk não é necessário agir como eles. Para alcançar os sambistas, não é preciso sambar no carnaval. Não é a identificação com o mundo que convence os pecadores, e sim a ação do Espírito (João 16:8). Quando nos associamos ao mundo, perdemos nossa identidade de povo separado (II Coríntios 6:14-17). Devemos ser sociáveis, e não complacentes ou coniventes com o pecado (Salmos 1:1).
Não devemos nos isolar das pessoas, dando a entender que somos perfeitos em absoluto (Filipenses 2:15). Isso, inclusive as irrita. No entanto, quando o mundo dá um passo em nossa direção, e nós o abraçamos, aceitando passivamente os seus entretenimentos, como poderemos mudar a sociedade? Uma igreja que faz as pazes com o mundo não consegue mudá-lo.
Por isso, os salvos em Cristo devem ter um diferencial, a fim de que haja o contraste entre a luz e as trevas (Mateus 5:14-16). Por que Jesus reprovou a igreja de Laodicéia? Porque não era nem fria nem quente (Apocalipse 3:15,16); isto é, não exercia nenhuma influência sobre a sociedade. O você, é um crente frio, quente ou morno?

Ah... Deus não gosta de shows?
Os shows se caracterizam por som alto e dançante, luzes coloridas, gelo seco, roupas extravagantes ou sensuais, paquera, linguagem chula, dança e muita diversão. Por incrível que pareça, há cultos ditos evangélicos em que toda essa parafernália está presente! Torna-se cada vez mais comum o emprego de elementos característicos dos shows em cultos “evangélicos”.
Em um artigo intitulado Show não é culto, o pastor Martim Alves da Silva, da Assembléia de Deus em Mossoró, Rio Grande do Norte, afirmou:
No culto, a pessoa mais importante é Deus; no show, é o artista. No culto a Deus ninguém paga, no show a entrada é mediante pagamento. No culto, Deus está presente; no show, Deus se faz ausente, pois Sua glória não dá a outrem. No culto, o ministro de Deus soleniza as celebrações; no show o apresentador é condescendente à desenfreada desordem. No culto, o povo glorifica a Deus; no show, só gritos e assobios para o artista. No culto, o povo reverencia a Deus em adoração; no show, só há bagunça incontrolável. 5
Como deve ser o verdadeiro culto a Deus? Deve caracterizar-se pelos elementos apresentados em I Coríntios 14:26: “Que fareis, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação”. Não está escrito: salmo, salmo, salmo, salmo e salmo! Está escrito: salmo (cântico), doutrina (Palavra de Deus), revelação, língua e interpretação (Dons do Espírito).
Nos dias do rei Ezequias, houve um grande reavivamento na área do louvor (II Crônicas 29). Ele começou a reinar em Judá aos 25 anos e fez o que era reto aos olhos do Senhor: abriu as portas da Casa de Deus, ajuntou os sacerdotes e levitas, ordenou que todos se santificassem, celebrou a páscoa, etc. (versos 2-20).
O louvor a Deus, naqueles dias, possuía as seguintes características:
Deus no controle. O louvor e a música davam-se por mandado do Senhor, e não por iniciativa humana (verso 25).
Ordem. Tudo era feito com ordem e decência (verso 26).
Submissão. Os músicos e cantores obedeciam ao líder (verso 27).
Preparação. Todos estavam preparados para o louvor (verso 27).
Reverência. Havia muita reverência, prostração e adoração profunda no momento de louvar a Deus (versos 28-30).
Renovação. Não havia espaço para más inovações e as imitações do mundo. Todos louvavam a Deus com as palavras de Davi e de Asafe, recuperando o que haviam perdido ao se distanciarem do Senhor (verso 30). Ao contrário do que muitos pensam, renovação implica reconquistar o que foi perdido, e não buscar inovações contrárias ao que havíamos recebido (Lamentações 5:21; Provérbios 24:21; Jeremias 6:16).
Alegria. Muita alegria (verso 30). Não era uma alegria carnal, com liberdade de movimentos corporais; todos estavam inclinados, prostrados diante de Deus.
Tenhamos, pois, temor e tremor na Casa do Senhor (Salmos 2:11). Deus quer de nós o “culto do coração”, e não o “culto da carne em ação” (Isaías 29:13). O templo não é um lugar para desfiles de celebridades, danças, “trenzinhos”, luzes coloridas, som “pesado”, assobios, etc. Não se precipite em pensar que estou sugerindo que os nossos cultos sejam reuniões sem vida, similares às missas. Não! Porém, precisamos ter reverência na Casa de Deus (Mateus 21:1-13).

Adoração extravagante?
Segundo o Dicionário Michaelis, “extravagância” significa: “Qualidade daquele ou daquilo que é extravagante; excentricidade; esquisitice; estroinice; dissipação; libertinagem”. Mas o adjetivo “extravagante” tem sido usado para definir aquela “adoração espiritual” sem amarras, livre, que permite todos os estilos musicais, danças, coreografias, gritos frenéticos, assobios, etc., desde que o coração dos cantores, músicos e dançarinos estejam voltados para Deus.
De acordo com Robert L. Brandt, a palavra “adoração” denota “reverência”, “temor ao Senhor” e “veneração”. Trata-se de uma demonstração de grande amor, devoção e respeito; implica homenagem a Deus. 6 A adoração estabelece o tom para o louvor, fazendo aquele que está cantando fixar o pensamento na Pessoa a quem se dirige e considerar os seus atributos e interesses.
Há como “casar” adoração e extravagância? É claro que essa expressão, em decorrência da secularização de muitas igrejas, é mais do que aceita no meio evangélico. Contudo, gostaria que você refletisse um pouco sobre a grande incompatibilidade que há entre esses dois elementos.
Não julgo se os executores da tal “adoração extravagante” são ou não crentes espirituais. Tampouco os julgo quanto à sua convicção interior. Mas é bom lembrar que os homens-bomba, seguidores do Islã, também matam e matam-se cheios de certeza. Por isso, precisamos refletir com base no que a Bíblia diz, e não à luz de nossas preferências ou convicções pessoais.
Alguns pretensos ministros de louvor – ou de entretenimento? –, tal como os animadores de um carnaval, em cima de trios elétricos, têm divertido a “moçada”. Uma influente líder de adoração declarou à revista Veja: “Nós não fazemos entretenimento. Queremos que as pessoas se divirtam, mas louvando ao Senhor, e não a nós”. 7 Confesso que admiro em parte o trabalho dessa jovem compositora, porém a sua declaração foi infeliz. O louvor a Deus nunca deveria produzir diversão!
De acordo com a Bíblia, toda gritaria deve ser tirada do nosso meio (Efésios 4:31), exceto as palavras de glorificação a Deus (Salmos 29:9). Jesus disse que a verdadeira adoração deve ser “em espírito” (João 4:23,24). Ou seja, ela não é, em essência, uma manifestação do corpo, e sim do coração (Salmos 57:7; Efésios 5:19; Colossenses 3:16). O que agrada a Deus, antes de tudo, é o espírito quebrantado, e não as manifestações sonoras ou gestuais (Amós 5:23; Isaías 29:13).
Se a adoração não é uma manifestação exterior, e sim do interior, como associá-la à liberdade de movimentos do corpo? A posição corporal que denota submissão e adoração a Deus, em espírito, não deve ser extravagante, e sim reverente. “E Esdras louvou ao Senhor, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém, Amém! levantando as suas mãos; e inclinaram suas cabeças, e adoraram ao Senhor, com os rostos em terra” (Neemias 8:6).
Que tal substituir “adoração extravagante” por “adoração reverente”?

Dançar ou não dançar? Eis a questão!
As danças (não apenas a coreografia, que também é uma forma de dança) já fazem parte da liturgia de muitas igrejas. Para alguns pastores e ministros de louvor o culto a Deus não seria completo sem essas manifestações corporais. “Os mandamentos de Salmos 149:3 e 150:4”, justificam, “são mais do que claros. Além disso, Miriã e Davi dançaram”.
Devemos analisar as referências acima com cuidado, à luz do contexto do Antigo Testamento, levando em conta os destinatários originais, os israelitas: “Alegre-se Israel naquele que o fez, regozijem-se os filhos de Sião no seu Rei” (Salmos 149:2). Além disso, o termo hebraico empregado em ambas as passagens foi traduzido por “flauta”, em algumas versões da Bíblia. Não há, pois, nessas passagens, apoio à introdução de danças no culto a Deus.
A dança, para os israelitas, sempre esteve associada à alegria, figurando como o contrário de pranto (Eclesiastes 3:4; Lamentações 5:15). Quando o povo de Israel atravessou milagrosamente pelo meio do Mar Vermelho, a alegria da profetisa Miriã foi tão grande, que tomou um tamborim e pôs-se a dançar (Êxodo 15:20). A filha de Jefté, sabendo da vitória que Deus concedera a seu pai, recebeu-o com adufes e danças (Juízes 11:34). E Davi ficou tão alegre com o retorno a arca do Senhor, que também dançou (II Samuel 6:14).
Em Salmos 9:2, está escrito: “Em ti me alegrarei e saltarei de prazer, cantarei louvores ao teu nome, ó Altíssimo”. Este versículo mostra que podemos, em momentos de extrema alegria, saltar de prazer na presença de Deus. Mas a “adoração” que temos visto em nossos dias não tem nada de espiritual. Os jovens agem como se estivessem em um baile mundano, sem nenhuma reverência.
Miriã, Davi e outros dançaram e saltaram num momento de extrema alegria, de felicidade incontrolável. É plenamente compreensível o fato de uma pessoa dançar (do grego orcheõ, “saltar com regularidade de movimento”) 8 de felicidade, como aconteceu com o ex-coxo que ficava à entrada do Templo, em Jerusalém (Atos 3:8). Entretanto, movimentar-se num momento de grande alegria não equivale, em hipótese alguma, a dançar sob ritmos eletrizantes.
“E o ministério da dança?” – alguém poderá perguntar.

Ministério da dança?
Em todo o Antigo Testamento, não há menção à dança acompanhada de música dentro do Templo. Até mesmo Davi, que teve a iniciativa de dançar ao recuperar a arca do Senhor (II Samuel 6:16), em nenhum momento incentivou esta prática. Ele e Asafe organizaram o ministério do louvor com músicos e cantores (I Crônicas 25:1-7).
Se Davi e Asafe – considerados os principais artífices da organização primitiva da música cultual – acreditassem que a dança, de fato, era importante no culto, teriam estabelecido cantores, músicos, dançarinos e coreógrafos...
Ao falar da adoração, Jesus apenas disse: “Deus é Espírito, e importa que os que O adoram O adorem em espírito e em verdade” (João 4:24). Paulo falou do dever universal de louvar a Deus nos seguintes teremos: “Louvai ao Senhor, todos os gentios, e celebrai-o, todos os povos” (Romanos 15:11). O autor de Hebreus, ao mencionar o sacrifício de louvor, nada falou sobre dança (Hebreus 13:15). E Tiago se limitou a dizer que, quando nos sentirmos alegres, devemos cantar louvores (Tiago 5:13).
João, que contemplou um pouco da adoração celestial, não viu nenhuma forma de louvo com dança (cf. Apocalipse 4 e 5), a menos que alguém queira entender como uma coreografia a movimentação reverente dos 24 anciãos que se prostraram diante do Senhor, dizendo: “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder, porque Tu criaste todas as coisas, e por Tua vontade são e foram criadas” (Apocalipse 4:11).
Ns páginas do Novo Testamento, os Evangelhos mencionam a dança da filha de Herodias perante o perverso Herodes (Mateus 14:6; Marcos 6:22) e as analogias de Jesus em que as danças simbolizam alegria (Mateus 11:17; Lucas 15:25). Essas ocorrências também não servem de base para se introduzir qualquer tipo de dança na Casa do Senhor.
Como tem sido a sua atitude em relação à dança? Você se aproveita de passagens interpretadas fora de contexto para “curtir” todos os estilos musicais e dançar, inclusive dentro da Casa de Deus, sem peso na consciência? O que vale é o que você pensa e a sua vontade de dançar? Não se importa em fazer isso? Receio que você não esteja em conformidade com a vontade de Deus. E isso não é nada bom. Ou você não se preocupa com isso?

É proibido proibir
O evangelho do entretenimento não se restringe a música profana e shows – estes são apenas reflexo da falta de compromisso com a sã doutrina. Também não existe nenhuma restrição ou orientação pastoral aos seguidores desse evangelho quanto à linguagem, ao traje e ao comportamento. É proibido proibir. Chamam as proibições constantes da Bíblia de legalismo fanatismo, etc.
Há alguns anos, uma influente líder evangélica, em uma entrevista a um jornal de São Paulo, disse o que pensava sobre os jovens manterem relações sexuais antes do casamento: “Casei virgem e sou feliz. Biblicamente, é o que Deus ensina. Não vou dizer que sou contra, mas é meu conselho”. Não é difícil perceber que essa declaração foi dúbia e infeliz – sugere, de modo sutil, contrariando as Escrituras, que um casal pode relacionar-se sexualmente antes do casamento (I Coríntios 7:8,9; 6:18-20).
Essa conhecida líder cristã explicou ao jornal o motivo de ter resolvido fundar uma nova igreja: “Entrou um pastor muito doido...”, referindo-se ao dirigente da igreja que freqüentava; “...a gente saiu para curtir esse Deus do nosso jeito”. Observe como ela definiu com precisão o que é o evangelho do entretenimento; trata-se de um sistema de crença que se amolda aos desejos humanos: “curtir Deus do nosso jeito”.
Em Gálatas 5:1, está escrito: “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão”. Os crentes que seguem o evangelho do entretenimento invertem a tônica dessa passagem, interpretando-a como uma autorização para agirem livremente. Em vez de autorizar a adoção de costumes mundanos, que outrora praticávamos, a Palavra de Deus enfatiza que não podemos voltar a eles. Somos livres, não para pecar, mas para servir a Deus.
O crente pode agir com liberdade, porém não deve se esquecer de que o seu limite está na Bíblia (I Coríntios 6:12; 10:23; I Tessalonicenses 5:22; Tito 2:8; I Timóteo 2:9,10). Por isso, Paulo, inspirado por Deus, disse: “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis, então, da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pela caridade” (Gálatas 5:13).

Verdade ou quantidade?
Medindo o sucesso apenas pela quantidade de membros, algumas igrejas deixaram de pregar o verdadeiro evangelho de Jesus Cristo. Contentam-se em manter as pessoas, principalmente os jovens, como membros, mesmo que eles não sejam fiéis à sã doutrina. E, para isso, valem-se do entretenimento.
Os pecadores estão se afogando no mar do pecado. O que é a igreja de Cristo, um barco cheio de diversão e entretenimento, ou um navio cheio de salva-vidas? Precisamos nos conscientizar de que a missão é fazer discípulos (Mateus 28:19, ARA), e não apenas conquistar o maior número possível de seguidores nominais (Mateus 7:13,14).
Embora desejemos que os templos estejam cheios de pessoas, a busca pela quantidade, sem o compromisso com as Escrituras, é perigosa, como vemos nas citações abaixo, extraídas de um livreto que discorre sobre as estratégias para a realização de reuniões “evangelísticas”, segundo o evangelho do entretenimento:
... há muita adrenalina, unção, vibração, entusiasmo, gente bonita, amizades sinceras, guerra espiritual, entretenimentos, colheitas fartas, influência positiva, mudança de valores, quebra de paradigmas, coreografias, pulos de alegria, saltos de júbilo, louvor e adoração, teatro, estratégias tremendas de evangelismo... Nada de longas e cansativas orações... Precisamos adaptar as mensagens bíblicas às necessidades comuns do homem de hoje! Faz-se necessário contextualizar o ensino das Sagradas Escrituras à realidade existencial da juventude e da maturidade destes tempos...
O que um sermão levaria 45 minutos ou uma hora para conseguir fazer, quando consegue, uma canção muitas vezes transmite num único compasso ou acorde, eliminando em pouco espaço de tempo as barreiras...
Percebemos nas declarações acima graves desvios em relação aos princípios da Palavra de Deus. Os cultos são considerados reuniões de entretenimento em que tudo é permitido! Não há compromisso com a ética, e a oração é vista como “um peso”. As pregações são “contextualizadas”, a fim de agradar aos ouvintes. Ademais, fica clara a falta de interesse pela exposição da Palavra, uma vez que um acorde musical pode ser tão eficaz quanto uma mensagem de 45 minutos!

Quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade?
Um dos atrativos para “segurar” a juventude é exatamente deixar de pregar a verdade, uma vez que esta afasta aqueles que não querem segui-la (João 6:60-69; Lucas 9:23). A palavra de ordem é “facilitar”. Contudo, de acordo com Mateus 7:13,14, não adianta alargar a porta. O caminho permanecerá estreito!
Isso nos remete ao que as Escrituras dizem em II Timóteo 4:3 (ARA): “... haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos”. Por isso, Jesus, em seu ministério terreno, mais pregou do que cantou. É por meio da exposição da Palavra que recebemos iluminação, entendimento e fé (Salmos 119:130; Romanos 10:17), e não pela música.
Não nos deslumbremos com o caminho das facilidades (Mateus 7:13,14). Fujamos da secularização. Não sejamos insensatos como os gálatas, aos quais Paulo dirigiu uma difícil pergunta: “Quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi já representado como crucificado?” (Gálatas 3:1).

Seguidores ou fãs?
Não devemos confundir salvação com reintegração social. Não é preciso nem falar de Jesus para integrar jovens à sociedade, tirando-os do submundo das drogas. Algumas organizações não governamentais conseguem isso por meio da música, do esporte, etc. Mas, e o novo nascimento, sem o qual ninguém entrará no céu?
Madre Tereza de Calcutá tem sido elogiada e honrada até por líderes evangélicos em todo o mundo. E ela merece ser honrada por seu denodado serviço ao povo de Calcutá. Não obstante, ela não pregou o verdadeiro evangelho de Cristo às almas perdidas! Aliás, ela sequer o conhecia! Da mesma forma, Cornélio, apesar de piedoso, temente a Deus, altruísta e um homem de oração, não era salvo (Atos 10:1,2).
Salvação é muito mais que fazer parte de uma denominação “contextualizada”! Participar de “marchas”, divertir-se à vontade com a “moçada” e usar camisetas com frases do tipo “Estou apaixonado” não garantem a salvação a ninguém! Não tenho nada contra a exibição de mensagens em camisetas, mas ser salvo é muito mais do que isso! É necessário nascer de novo, por obra do Espírito Santo (João 3:3; Tito 3:5,6), e renunciar-se a si mesmo, para seguir a Cristo (Lucas 9:23). Você está disposto a isso? Ou prefere ser apenas um fã de Jesus?
Aliás, de uns tempos para cá, ornou-se uma mania dizer e cantar: “Estou apaixonado por Jesus”. É claro que tal expressão é empregada com o intuito de demonstrar amor ou adoração a Jesus. Entretanto, adoração é muito mais do que paixão!
  • A paixão é irracional, ao contrário do nosso culto de adoração a Deus (Romanos 12:1).
  • A paixão é passageira e não leva em conta princípios; a adoração deve ser perene e verdadeira (João 4:24).
  • A paixão é apenas um sentimento que não passa da alma; a adoração envolve a parte mais profunda do ser humano: o seu espírito (Lucas 1:46,47; Salmos 57:7).
  • A paixão é um sacrifício que pode ou não ser correspondido; a adoração – verdadeira – nunca fica sem uma resposta da parte do Senhor (II Crônicas 7:14,15).
  • A paixão muda de objeto; ou seja, é possível se apaixonar por um e por outro, etc. Mas a adoração deve ser exclusivista: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele servirás...” (Mateus 4:10). 
Na contramão
Antigamente, era comum ouvirmos pregações advertindo os crentes quanto aos desvios comportamentais apresentados no cinema e em programas de televisão. Pregava-se contra o álcool, o tabaco, os desvios morais e éticos, etc. Havia, ainda que de modo superficial, uma tentativa de separar a igreja do mundo. Hoje, muitos preferem andar de mãos dadas com o mundo.
No ano de lançamento desta obra, o grande avivamento da Rua Azuza, em Los Angeles (EUA), completa cem anos. Li um relato do pastor Frank Bartleman (1871-1936), um dos pioneiros daquele movimento, que me fez refletir sobre a atual realidade da igreja brasileira:
A “arca do Senhor” começou a se mover vagarosamente, mas com firmeza em Azuza. No princípio era carregada nos ombros dos sacerdotes indicados por Ele mesmo. Não tínhamos nenhuma “carroça nova” naqueles dias para agradar as multidões mistas e carnais. Tínhamos de combater contra satanás, mas a “arca” não era puxada por bois (bestas ignorantes). Os sacerdotes estavam “vivos para Deus”, através de muita preparação e oração.”
Os genuínos avivamentos não agradam asa “multidões mistas e carnais”. Não se deixe, pois, influenciar pela maioria. Prefira ser guiado pela Palavra de Deus, ainda que o tenham como persona non grata. Não foi o que aconteceu com Micaías, Jeremias, Ezequiel, João Batista, Jesus, Estevão e Paulo, e acontece com todos aqueles que não aceitam o abandono das verdades da palavra de Deus?
Imagine-se em uma estrada em que todos os veículos estão trafegando na contramão. O que acontecerá se você resolver trafegar na mão certa? Além de ficar com a impressão de que está na direção errada, todos os que de fato estão na contramão pensarão que estão certos! Essa é a estratégia do Adversário!
As igrejas se secularizam; e o mundo torna-se religioso. Não havendo diferença entre um e outro, qualquer que protestar contra o erro, ficará isolado! Mas, onde está o nosso diferencial? Somos a luz do mundo, ou a nossa luz se apagou? Como está a sua lâmpada? Ela ainda brilha nesse mundo tenebroso?
Lembre-se, pois, de que o mundo jaz no Maligno (I João 5:19, ARA), e que a amizade com ele é inimizade contra Deus (Tiago 4:4). Não faça como Demas que amou o presente século, isto é, o mundo (II Timóteo 4:10). E, como disse Paulo, que jamais pregaria esse evangelho do entretenimento, “... não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:2).
Qual é o seu referencial de liderança, Paulo ou Demas? Arão ou Moisés? Você é amigo do mundo ou do Senhor?
Espero que você não tenha ficado triste comigo, em razão da contundência com que tenho contestado esse evangelho do entretenimento. Afinal, como disse o imitador de Cristo:; “... persuado eu agora a homens ou a Deus? Ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo” (Gálatas 1:10).

Medite e tire lições para a sua vida...
Um abraço em Cristo
Pr. Capelão Edmundo Mendes Silva

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Um Profeta Não Pode Fica na Caverna !!!

Este fato se dá em I Reis 19. 1-18, onde Elias havia acabado de extirpar de Israel a trágica influência idolátrica dos 450 profetas de baal e dos 400 de aserá. Também, pela oração trouxe chuva sobre a terra, a qual, pelo espaço de 3 anos e mo que sofria seca. O vigor de Elias é fantasticamente demonstrado pelo fato de ter corrido a frente do carro de acabe cerca de 25 Km. Ao chegar a Jezreel elas soube que Jezabel tencionava lhe mata (vs 1,2). Esta ameaça desencadeou no profeta uma um estado de desânimo, sensação de cansaço, ansiedade. Abatimento moral ou físico; letargia. Trazendo uma um segurança inevitável de atitudes de depressivas. Normalmente assumimos as mesmas atitudes.



1. QUANDO NOS SENTIMOS AMEAÇADOS, TEMOS UMA ATITUDE PARECIDA COM A DE ELIAS:

a) Preocupação com a vida material (Vs. 3) “...levantou-se para salvar sua vida...” este é o instinto ou  tendência natural de qualquer ser humano de defender, preservar, poupar, salvaguardar, Livrar-se, escapar de qualquer situação que coloque em risco a sua vida.

Nos não somos diferentes de Elias: quando a coisa aperta, muitos de nos fazemos igualzinho a ele. Mt 26.69 “Ora, Pedro estava assentado fora, no pátio; e, aproximando-se dele uma criada, disse: Tu também estavas com Jesus, o galileu. Mas ele negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes E, saindo para o vestíbulo, outra criada o viu, e disse aos que ali estavam: Este também estava com Jesus, o Nazareno. E ele negou outra vez com juramento: Não conheço tal homem. E, daí a pouco, aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: Verdadeiramente também tu és deles, pois a tua fala te denuncia. Então começou ele a praguejar e a jurar, dizendo: Não conheço esse homem. E imediatamente o galo cantou. E lembrou-se Pedro das palavras de Jesus, que lhe dissera: Antes que o galo cante, três vezes me negarás. E, saindo dali, chorou amargamente.”.




b) Abandonar a comunhão (vs. 3) “...deixou o seu moço”. A depressão afasta a pessoa dos irmãos, dos amigos e da família, etc.

Todos nos podemos passar por isto! Por este período de declínio, de diminuição ou inferioridade interior. Desânimo, sensação de cansaço, de perdas das forças e de estrema ansiedade diante das circunstancias. De abatimento moral ou físico; letargia.

Sl 6:3 “Até a minha alma está perturbada; mas tu, SENHOR, até quando?”

Sl 43:5“Por que estás abatida, ó minha alma? E por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, o qual é a salvação da minha face e Deus meu”.  




c)  Motivação errada (Vs 4) “ele mesmo, porem, se foi ao deserto”

Atos que dão motivo a determinada ação, de produzir, de fundamentar-se, de induzir, incitar, mover; porem quando for feita de forma que não segue a boa direção; não fizer a escolha acertar, pode cair ou incorrer em culpa. Quantos fazem e tomam a direção errada para as suas vidas?

Êx 13:21  “E o SENHOR ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os iluminar, para que caminhassem de dia e de noite”.

Jo 14.4-6 “Mesmo vós sabeis para onde vou, e conheceis o caminho. Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho? Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”.
Jo 6.67  “Então disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente”.




d)  Desinteresse pela vida (Vs 4) “ele pediu para si a morte”

Quando a vida pede o sabor e o sentido, quando não nos importarmos; somos indiferentes e estamos sem propósito, isto pode nos levar a uma “caverna espiritual”

Is 29:15 “Ai dos que querem esconder profundamente o seu propósito do SENHOR! Fazem as suas obras às escuras e dizem: Quem nos vê? E quem nos conhece?”

Mt 5:14 “Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte”.
Mt 6:26 “Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?”

2.   O QUE A CAVERNA SIMBOLIZA?
a)  Fuga religiosa. A caverna era em horebe, o monte de Deus. Existem pessoas que vem a igreja para se esconder dos seus problemas que deixou lá fora.
Questões não resolvidas: obstáculos, contratempo, dificuldade que desafia a capacidade de solucionamento, coisa ou situação incomoda, preocupante, fora de controle/situação difícil; conflito.
Questão de solução difícil: assunto controverso, ainda não satisfatório respondido ou resolvido; difícil de se lidar, tratar, equacionar – problemático de resultado duvidoso.
Pv 20:3 “Honroso é para o homem o desviar-se de questões, mas todo tolo se  entremete nelas”.
2 Tm 2:23 “E rejeita as questões loucas e sem instrução, sabendo que produzem  contendas”.
Amós 2:14 “Assim que de nada valerá a fuga ao ágil[rápido, desembaraçado, ligeiro, veloz]; nem o forte corroborará a sua força, nem o valente livrará a sua vida”.
2 Sm 4:4 “E Jônatas, filho de Saul, tinha um filho aleijado de ambos os pés. Era da idade de cinco anos quando as novas de Saul e Jônatas vieram de Jezreel; e sua ama o tomou e fugiu; e sucedeu que, apressando-se ela a fugir, ele caiu e ficou coxo; o seu nome era Mefi-bosete”.
Jn 1:3 “E Jonas se levantou para fugir de diante da face do SENHOR para Társis; 
e, descendo a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem e desceu para dentro dele, para ir com eles para Társis, de diante da face do SENHOR”.   

                 
b)  Mania de perseguição. São as pessoas que só vêem as sombras e as ameaças inimigas e que fora colocado na mente. Perseguir – Seguir de perto; ir ao encalço, Esta sendo seguido, vigiado, etc.
Psiq. Síndrome mental caracterizada por exaltação eufórica do humor, excitação psíquica, hiperatividade, insônia, etc., e, em certos casos, agitação motora em grau variável. Fig. Excentricidade, extravagância, esquisitice / Idéia fixa doentia; obsessão:

c)    Auto-piedade. Compaixão, dó, comiseração de si mesmo. Elias sentia-se um pobre coitado perseguido, um vitimizado, uma vitima, sentia-se penalizado – desgostoso, pungir-se; afligir-se.
Pessoa que se sente condenada à morte, torturada ou violentada pela vida. Pessoa que se sente sofre algum infortúnio e injustiçada por Deus.
1 Reis 21:4,5 “Então, Acabe veio desgostoso e indignado à sua casa, por causa da palavra que Nabote, o jezreelita, lhe falara, dizendo: Não te darei a herança de meus pais. E deitou-se na sua cama, e voltou o rosto, e não comeu pão Porém, vindo a ele Jezabel, sua mulher, lhe disse: Que há, que está tão desgostoso o teu espírito, e não comes pão?”.
Gn 4.9 “E disse o SENHOR a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele disse: Não sei; sou eu guardador do meu irmão?”





Medite e tire lições espirituais para a sua vida...

em Cristo

Pr. Edmundo Mendes Silva


segunda-feira, 9 de julho de 2012

Política ou Politicagem?

Qual deve ser a posição dos evangélicos quanto ao mundo da política no país em que vivemos? Participação partidária ou abstinência total? Podemos definir “política” como a disciplina interativa de se conduzir um povo ou nação. Política ter a ver a forma legal e pratica de se reger um país. Nem sempre aquilo que os políticos pensam dá certo. Para o fracasso deles podemos atribuir algumas coisas. Isto é:
 Ou são incompetentes para o cargo que ocupam; 
 Ou são corruptos e usam os recursos do governo para proveito próprio; 
 Ou são convenientes com o que maus políticos fazem e não defendem o povo; 
 Ou foram muito felizes na sua avaliação acerca do que seria bom para o povo. 

1. A Bíblia e Política. 
1. Toda autoridade provem de Deus (Rm 13.1-2 “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação”.). Paulo revela que as autoridades foram instituídas por Deus, mais isso não significa que elas seguem os mandamentos de Deus. Hoje mesmo em uma democracia, os homens de poder só podem exercer suas funções pelo poder de Deus. Eles foram escolhidos pelo povo, mais instituído podo Deus. Isso vale para todos os povos, em todo o mundo. 

2. Toda autoridade devem obedecer a Deus. Nos tempos do A.T., não havia democracia. O povo era liderado por reis que eram assessorados por ministros, sacerdotes e juízes. Mesmo assim. 

3. A importância de uma voz profética. Samuel era profeta que não fazia parte do conselho de Israel. (1 Sm 13.1-14). O mesmo acontecia com Daniel e outros profetas. Eles eram portadores da palavra de Deus para fazer valer a vontade de Deus. O profeta se Poe acima do rei porque é um mensageiro que leva os princípios de Deus a ele. O rei nada mais é que um subordinado de Deus, e o profeta, Seu mensageiro. 

2. O Cristão e a Política. Há dois comportamentos extremos que, nós evangélicos, corremos o risco de assumir. 
1. Há os que se afastam por completo da política. Por julgar que isso não tem nada a ver coma igreja. Essa atitude pode levar a um distanciamento do trabalho que Deus tem a fazer junto aos lideres do povo. Deus quer continuar falando com os presidentes, mas eles não receberam a Sua Palavra porque não há profetas. Os povos são liderados por homens que foram instituídos por Deus, mas que não são guiados por Ele. Deus quer falara com essas autoridades e isso depende de nós, a igreja de Deus. 

2. Há os que se tornam militantes ferrenhos de um partido político e, ás vezes agem como parte dos politicos convencionais, envolvendo-se com corrupção. Um homem pode ser ótimo crente, mas pode ser péssimos políticos. As pressões podem fazer com que o crente á beira de tornar-se um corrupto ou fechar os olhos para não ver a corrupção. Os “favores” obtidos na campanha limitam sua situação durante o mandato. O crente ele é passível de se envolver com coisas ilícitas e buscar o seu próprio beneficio e não o do povo. Precisamos te cuidado com isto. 

3. A igreja e a Política. 
Precisamos orara pelos nossos governantes. 1 Tm 2.1,2 “Exorto, pois, antes de tudo que se façam súplicas, orações, intercessões, e ações de graças por todos os homens, pelos reis, e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e sossegada, em toda a piedade e honestidade”. O grande problema do povo (e até dos crentes) é que só sabem reclamar, mas poucos oram pelas autoridades. Quando oramos, o governante estiver agindo mal, Deus tem o poder de substituí-lo (Dn 2.21 “Ele muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis; é ele quem dá a sabedoria aos sábios e o entendimento aos entendidos”). 

1. Precisamos respeito e nos submeter aos governantes. Rm 13.1,2. Ficam falando mal dos políticos, alem de ser pecado (e ser resistência ao Senhor) não ajuda em nada. Devemos, com todo o respeito, exigir (afinal, nosso sistema democrata o permiti) atitudes corretas dos nossos governantes, sem, no entanto, desrespeitá-los ou demonstra rebeldia. 

2. Precisamos ter atitudes concretas. (Ne 2.2-3) vejamos que , apesar de Neemias temer a morte por se apresentar triste perante o rei, ele agiu de maneira pratica: solicitou ao rei os recursos necessários para reconstruir sua cidade. Precisamos começa a avaliar a quem vamos escolher para dá o nosso voto, com consciência e sem ser comprado, pois se não for assim, nada vai mudar. 

Nós seremos erraremos ou acertaremos, depende de todos nós para que o nossos estados, municípios e país tem uma melhor qualidade de dignidade e de homens verdadeiramente comprometidos com as questões sociais, políticas e religiosas. 

Que Deus nos abençoe em Cristo. 
Pr. Capelão Edmundo Mendes Silva.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Homens de boas intenções. Será que tem?


E meus amigos... A coisa ta ficando cada vez mais seria! Nos dias atuais os ditos “homens de boas intenções” estão escassos. Quando estamos doentes e corremos aos hospitais dificilmente somos atendidos como deveríamos. Somos tratados como indigentes, mesmo tendo o direito e a lei ao nosso lado. Para nós nada vale para eles tudo podem.

Quando somos assaltados, não somos apenas pelos ladrões de banco, trombadinhas, batedores de carteiras, etc. Somos assaltados “pelos homens de boas intenções” na nossa dignidade, na nossa cidadania, no nosso respeito. Somos humilhados e passamos por situações vexatórias, exposto publicamente, onde ninguém nos vê.

Ai! Perguntamos-nos! Onde esta os homens de boas intenções? Estamos procurando ele em todos os seguimentos da sociedade, seja civil, educacional, na saúde, eclesiástica, etc.
Para entender tudo isto vamos do inicio. Boas intenções, o que significa? São pessoas que tem o interesse, à vontade, o desejo, o pensamento, o propósito e a deliberação de ajudar o seu próximo nas suas necessidades. Mas o que existem na maioria das vezes são homens:
  §  Preocupados, que vivem na inquietação proveniente de idéias; cuidados excessivos com os negócios desta vida para somente a sua vida.
  §  Desocupados, ociosos. Disponível para atividades que não diz respeito a fazer o bem. Em condições de ser utilizado, do qual deva ser para ser útil a alguém; livre. Não preenchido por nenhuma tarefa ou obrigação. Vago, vazio, desabitado.
  §  E Descompromissados, que não cumprem os compromissos assumidos.

Os ditos “homens de boas intenções”, estão por toda parte prometendo o que em muitas das vezes jamais cumpriram suas promessas, haja visto, que “o que falam não se podem escrever”, ou melhor dizendo, não se podem confiar.

A situação chegou aos extremos, não se sabe quem é quem! Estamos a nossa própria sorte! Pois se nos reportamos às ditas autoridades constituídas para que elas as cumpram o seu dever, só nos restam a decepção, o desconsolo, a má vontade, o desinteresse, e a completa falta de total sensibilidade a todas as questões de ordem sociais. Para a maior desilusão, do qual o mundo se escandaliza, esta na ordem eclesiástica “a liderança evangélica”.

Bem sabemos que não estamos nos iludindo com este mundo pós-moderno, pois a bíblia assim afirma “Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno”. I João 5:19. Mas o que nos tira do serio é que os ditos “homens de Deus” que deveriam fazer a diferencia nesta sociedade corrompida e fragmentada pela tirania e etc., não estão dando o devido testemunho.
Falar que os homens não estão cumprindo, que estão falhando, que estão se corrompendo, isto não é mais nenhuma novidade. Agora o mundo está olhando para a igreja e esperando que de lá saia alguma coisa boa, “e de muitas delas” não vem nada! Ai a coisa fica feia! Cadê os homens de Boas intenções?

Tem um ditado popular que diz que de boas intenções o inferno esta cheio!!! Isto é porque as pessoas cansaram de esperar pelos homens, e cada um está procurando se virar nos trinta! “...nem aos mandamentos de homens que se desviam da verdade”. Tito 1:14

Eles fingem que estão fazendo alguma coisa pelo povo e o povo finge que esta acreditando que eles estão fazendo. “E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós, também”. (Lucas 6:31).
O que eles não estão sabendo é que só vai dar para eles mesmos! Nos que somos o povo já estamos ficando bem mais inteligentes e amadurecidos com toda esta situação. Já sabemos discernir entre “homens” e Homens de verdade. “Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados”. II Tm 3:13.

Medite nisto e tire a sua conclusão!!!!!!!!!!
Um abraço em Cristo
Pr. Edmundo

quarta-feira, 10 de março de 2010

Testando os Profetas: Eles Estão Falando a Palavra de Deus?

Os profetas estão em toda a parte! Nós os ouvimos dentro dos edifícios das igrejas, na televisão e no rádio, nas ruas, ou plantados na porta de nossas casas, para nos falar da vontade de Deus. Eles se dizem mensageiros de Deus, revelando quando o mundo vai acabar, ou o que vai acontecer em nossas vidas, atualmente. Às vezes, predizem grandes bênçãos. Outras vezes, eles nos avisam sobre sérias calamidades. Freqüentemente, nos dizem que Deus lhes tem falado para ordenar-lhes a construção de uma grande catedral ou o empreendimento de algum glorioso empenho no serviço do Senhor.
Sem dúvida, a Bíblia menciona freqüentemente profetas de Deus (que revelaram a palavra do Senhor). Algumas vezes, eles falaram sobre os acontecimentos de seu tempo, ou sobre o fim do mundo. Eles predisseram bênçãos maravilhosas e terríveis tragédias. Mas aqueles que desejaram conhecer a vontade de Deus, durante os tempos da Bíblia, também tiveram que se guardar contra os profetas enganadores e falsos. Eles não poderiam aceitar cegamente o testemunho de cada homem que dissesse estar falando por Deus. Hoje, mais do que nunca, precisamos testar aqueles que alegam serem portadores das mensagens de Deus. Toda pessoa que diz falar a palavra de Deus precisa ser experimentada de acordo com a palavra de Deus. Seguindo as recomendações de 1 João 4:1, precisamos submeter os profetas de nossos dias ao teste. São eles, verdadeiramente, mensageiros de Deus?

Testes bíblicos das pretensões dos profetas


Baseados nos exemplos e instruções encontradas na Bíblia, podemos examinar as palavras daqueles que têm a pretensão de serem profetas, aplicando estes cinco testes:
1. Contradição
2. Cumprimento
3. Confirmação
4. Revelação completa
5. Apóstolos contemporâneos


Considere a importância destes cinco testes.


1. O teste da contradição
Deus não é a fonte de contradições, indecisão e confusão (2 Coríntios 1:18-21; 1 Coríntios 14:33). A verdade que provém de Deus (João 8:31-32) promove a unidade e não promove a divisão, o conflito ou a diversidade de doutrina (João 17:17-23).
Estes princípios são a base do teste da contradição. A verdade não contradiz a verdade, portanto, duas revelações da verdade de Deus não podem ser contraditórias. Qualquer um que seja reprovado neste teste não é um profeta de Deus. Se as "profecias" de um homem contradizem aquelas feitas em outra ocasião, ele é um mentiroso, não é um profeta. Se um homem apresenta uma "revelação" que conflita com revelações prévias na Bíblia, ele é um falso mestre que tem que ser rejeitado (Gálatas 1:6-10).
O teste da contradição apresenta sérios problemas para aqueles que hoje alegam inspiração. Muitos deles ensinam doutrinas contraditórias, enquanto dizem que Deus é a fonte de suas mensagens! Que insulto a Deus, culpá-lo pela confusão criada pelo homem, que obscurece a verdade que ele revelou! "Seja Deus verdadeiro e mentiroso todo homem" (Romanos 3:4).


2. O teste do cumprimento
Deus usou a profecia como evidência de sua Divindade. Em Isaías 46:9-11, ele disse: "que eu sou Deus e não há outro, eu sou Deus e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer, e desde a antiguidade as cousas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade. . . . Eu o disse, eu também o cumprirei; tomei este propósito, também o executarei."
A implicação deste argumento é clara. Se suas profecias não fossem cumpridas, suas outras palavras (inclusive sua própria declaração de ser Deus) seriam falíveis. Não haveria mais razão para temer Jeová do que para respeitar os deuses impotentes descritos em Isaías 46.
Os que se dizem mensageiros de Deus não merecem um exame mais benevolente. Deus revelou um teste muito claro para ser aplicado àqueles que alegam falar por Ele: "Se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o Senhor não falou? sabe que quando esse profeta falar, em nome do Senhor, e a palavra dele se não cumprir nem suceder, como profetizou, esta é palavra que o Senhor não disse; com soberba a falou o tal profeta: não tenhas temor dele" (Deuteronômio 18:21-22). Todos os anos, algum "profeta" aparece com predições específicas sobre acontecimentos no mundo ou até mesmo a volta de Cristo, algumas vezes vendendo milhões de livros e ganhando fama. Quando se passam os meses e suas profecias falham, lembramo-nos novamente de que não há necessidade de respeitar as palavras daqueles que têm a pretensão de falar por Deus.


3. O teste da confirmação
Moisés revelou a palavra de Deus ao Faraó, e sua mensagem foi acompanhada por milagres para confirmar que essas palavras vinham de Deus. Jesus freqüentemente acompanhava seus ensinamentos com milagres notáveis, e ordenava aos seus apóstolos que fizessem o mesmo: "cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam" (Marcos 16:20; veja, também, Hebreus 2:3-4).
Estes sinais de confirmação eram inconfundíveis: ressuscitar os mortos, curar instantaneamente doenças inegáveis e sérias, etc. Os milagres da Bíblia eram muito mais do que afirmar a alguém que ele foi curado de uma doença mental ou invisível.
Quando os homens, em nossos dias, afirmam que estão proferindo alguma mensagem recebida diretamente de Deus, precisamos desafiá-los a confirmar suas palavras com milagres genuínos e inegáveis. Que eles ressuscitem os mortos e restaurem os membros dos amputados, ou então que parem de afirmar que têm revelações de Deus!


4. O teste da revelação completa
Alguns desses profetas podem afirmar que seus ensinamentos estão em completa harmonia com a Bíblia e que eles realizam milagres do mesmo tipo encontrado nas Escrituras. Suas pretensões a revelar alguma coisa nova de Deus não passarão no teste da revelação completa. A Bíblia mostra que milagres, também profecias, línguas e revelações especiais de Deus, tinham um propósito específico e temporário: confirmar a palavra dita. Uma vez que essa palavra foi revelada e confirmada, não haveria mais necessidade de uma confirmação milagrosa. Escrevendo sob a inspiração do Espírito Santo, Paulo ensinou que os dons espirituais foram planejados por Deus para serem temporários, e que eles cessariam quando a revelação completa ou perfeita (a Bíblia) fosse conhecida (1 Coríntios 13:8-13). "Profetas" modernos focalizam meios imperfeitos e temporários de revelação, enquanto falham em dedicar o tempo adequado a estudar e aplicar a verdade da Bíblia, completamente revelada.
Alegações de inspiração e de habilidades milagrosas são hoje negações da adequação e da confiabilidade das Escrituras (veja 2 Timóteo 3:16-17).


5. O teste dos apóstolos contemporâneos
Mais um problema para estes "profetas" modernos, que é uma questão de tempo. Eles chegaram cerca de 1900 anos atrasados! A Bíblia mostra que os dons milagrosos do Espírito Santo (incluindo-se a profecia veja 1 Coríntios 12:7-11) eram normalmente transmitidos pela imposição das mãos dos apóstolos (Atos 8:18; 19:6), e sempre na presença pessoal de um ou mais dos apóstolos. Visto que o último dos apóstolos morreu lá pelo fim do primeiro século, qual é o meio de transmitir esses dons hoje em dia? Os profetas de hoje têm que:
- ou alegar que ainda existem apóstolos o que seria uma alegação difícil de provar, pois os apóstolos foram testemunhas oculares do Cristo ressuscitado (Atos 1:21-22; 1 Coríntios 15:3-9),
- ou afirmar que a Bíblia não é confiável quando diz que esses dons eram transmitidos pelas mãos dos apóstolos (leia novamente Atos 8:18).

Os profetas modernos passam nestes testes?
Quando examinados à luz das Escrituras, os profetas modernos falham a cada volta. Alguns deles podem ser capazes de enganar milhões de pessoas para que aceitem e apoiem seus ensinamentos, mas grandes números de seguidores não podem transformar o erro em verdade. Esses profetas contradizem uns aos outros e, mais importante, contradizem a Bíblia. Eles falham em produzir milagres autênticos para confirmar suas mensagens. Suas predições sobre o futuro falham uma atrás da outra. Eles alegam ter dons que cessaram segundo o plano da sabedoria de Deus cerca de 1900 anos atrás. Eles pretendem ter hoje dons que foram transmitidos diretamente pelos apóstolos, ainda mesmo que os apóstolos tenham morrido 1900 anos atrás. Tais pretensões de revelações sensacionais de Deus podem atrair seguidores e seu dinheiro, mas não resistiriam ao exame cuidadoso daqueles que respeitam as Escrituras como sendo a palavra de Deus, completa e autorizada. Precisamos ter cautela com a atração mortal daqueles que nos conduziriam para longe de Deus. Jesus elogiou os cristãos de Éfeso pelo seu cuidadoso exame daqueles que traziam a eles mensagens novas e diferentes: ". . . e que não podes suportar homens maus, e que pusestes à prova os que a si mesmos se declaram apóstolos e não o são, e os achastes mentirosos" (Apocalipse 2:2). Precisamos imitar seu exemplo, lembrando a atitude tomada pelos cristãos de Beréia, "examinando as Escrituras todos os dias para verem se as cousas eram de fato assim" (Atos 17:11).
Que faremos com aqueles que alegam falar por Deus? Temos que submetê-los ao teste!


Um abraço
em Cristo ...
Pr. Edmundo

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

OS VALENTES DE DAVI

“Suspirou Davi e disse: Quem me dera beber água do poço que está junto à porta de Belém! Então, aqueles três valentes romperam pelo acampamento dos filisteus, e tiraram água do poço junto à porta de Belém, e tomaram-na, e a levaram a Davi; ele não a quis beber, porém a derramou como libação ao SENHOR. E disse: Longe de mim, ó SENHOR, fazer tal coisa; beberia eu o sangue dos homens que lá foram com perigo de sua vida? De maneira que não a quis beber. São estas as coisas que fizeram os três valentes.” II Samuel 23: 16-17

Davi foi um rei vencedor. Suas conquistas, as derrotas imputadas aos seus inimigos e vitórias estão registradas nas Sagradas Escrituras.
Foram poucas as derrotas que teve Davi. Podemos afirmar que Davi foi um dos maiores conquistadores que a terra já conheceu.
Davi deixou um legado de conquistas a seu filho Salomão e aos seus súditos: muitas riquezas obtidas dos despojos dos inimigos; paz entre as fronteiras; o respeito dos seus inimigos, os objetos para a construção do templo; exemplos e princípios de vida no temor de Deus.
Podemos perguntar. Mas qual o segredo de tantas vitórias, de tantas conquistas?
São várias as respostas: “…Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará toda a minha vontade.” Atos 13: 22 Era um homem de grande temor a Deus. Ele seguia as estratégias de Deus: “ Devo ir, Senhor? Devo lutar, Senhor? Quando devo ir? Por onde devo ir?” Desfrutava muita intimidade com seu Deus.
Outro ponto importante nas vitórias de Davi: como líder ele soube utilizar àqueles que Deus colocou ao seu lado: homens cuja sociedade havia renegado, marginalizado; os endividados, os perseguidos e angustiados.
Davi deu a estes homens o que eles mais precisavam: amor, e a auto estima que mereciam, foi um bom pastor e os fez verdadeiros valentes, heróis, vencedores.
Nenhum exército inimigo podia suportar o exercito de Davi. Começou com poucos, 400 homens, cresceu para 600 e assim foi aumentando na medida em que ele ia conquistando o reino.
Desse exército vitorioso de Davi existiam alguns que eram verdadeiros heróis, homens valentes, que não temiam a força dos inimigos, pois espelhavam–se no seu rei que venceu o gigante Golias e outros tantos inimigos que foram derrotados por ele.

O livro de II Samuel 23:8-39 faz um destaque de 37 valentes do exército de Davi, nome por nome. Desses 37, seis recebem um maior destaque pelos seus feitos.

1. O primeiro grupo de três, são: Josebe Bassebete, o principal de todos, matou oitocentos inimigos numa só batalha demonstrado com isso coragem, força, poder e determinação.
2. O segundo tem o nome de Eleazar, o maior feito dele foi quando os filisteus desafiaram os filhos de Israel para a batalha e todos fugiram da presença dos filisteus. Eleazar sozinho pegou sua espada lutou com os filisteus ao ponto de sua mão ficar apegada a espada. Demonstrando assim coragem e perseverança para vencer as batalhas do Senhor.
3. O terceiro herói se chama Samá, este quando viu os filisteus querendo saquear as plantações de alimentos, (terra cheia de lentilhas) ele se colocou no meio do terreno, e disse: “Ah, vocês não vão levar não, primeiro vocês vão passar por cima do meu cadáver”, e foi ferindo os filisteus. Deus deu grande livramento a Israel, por causa de Samá.

Existiu outro grupo de três, que quando Davi estava na caverna de Adulão, desejou beber das águas que estava junto a porta de Belém, que estavam sob o domínio dos Filisteus seus inimigos haviam tomado, a cidade que nasceu e se tornara rei.
Quando os três ouviram as palavras de Davi, e do desejo beber das águas de Belém, desceram até o arraial do inimigo, intrépidos e destemidos, trouxeram a água do poço para que o rei a tomasse. Um feito heróico que mereceu um destaque nas Escrituras e elogios do rei.
Foram homens como esses, cheios de coragem, fé e obediência que fizeram de Davi um rei vencedor.

DEUS CONVOCA OS VALENTES PARA VENCER AS BATALHAS
Na vida cristã estamos em constantes batalhas. O homem de Deus é chamado, convocado ao exército de Deus, não para ser um derrotado, mas um vencedor e conquistador.
Os filisteus (inimigos) são muitos; são fortes e valentes, e a luta é difícil. Faz-se necessário está preparado, ser bem treinado, ter seriedade e muita vigilância. Porém, muitos se acorvadam diante dos inimigos e fogem.
Mas o homem de Deus foi constituído para vencer, porque Deus é que luta as nossas batalhas e vence as nossas guerras.. “Pois contigo desbarato exércitos, com o meu Deus salto muralhas… Ele adestrou as minhas mãos para o combate, de sorte que os meus braços vergaram um arco de bronze… Pois de força me cingiste para o combate e me submeteste os que se levantaram contra mim. Também puseste em fuga os meus inimigos, e os que me odiaram, eu os exterminei. Gritaram por socorro, mas ninguém lhes acudiu; clamaram ao SENHOR, mas ele não respondeu. Então, os reduzi a pó ao léu do vento, lancei-os fora como à lama das ruas.” Salmo 18:29,34, 39-42

Há muitas batalhas que precisamos vencer:
Batalhas do desânimo; batalha da comodidade; batalha da inoperância; batalha da desobediência; batalha das tentações da carnalidade; batalha para defender os valores cristãos. O diabo está destruindo os valores cristãos da moralidade, da justiça, amor, santidade, fraternidade, unidade, paz e muitas vezes estamos impassíveis, acomodados, coniventes, vendo as destruição dos lares, e pouco fazemos.
Batalha para tirar as almas das garras do diabo.
Romper as barreiras dos filisteus, é o nosso grande desafio, e nós temos o poder de Deus que nos dá a vitória.
Três são os inimigos que precisamos vencer: O mundo, a carne, o diabo.
Como se rompem essas barreiras? Com fé, determinação, obstinação, ousadia, coragem, intrepidez, força, poder, perseverança, renúncia.
Levantam-se servos de Deus para a peleja!!!

OS EXERCÍCIOS DE VALENTES
Para fazer parte dos valentes de Deus; faz-se necessário algumas práticas que revitalizarão as forças do homem de Deus:
Tem que ter fé e confiança no Senhor. Ser cheio de temor a Deus. “Também, quando se assentar no trono do seu reino, escreverá para si um traslado desta lei num livro, do que está diante dos levitas sacerdotes. E o terá consigo e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer o SENHOR, seu Deus, a fim de guardar todas as palavras desta lei e estes estatutos, para os cumprir.” Deuteronômio 17:18,19 Cultivar intimidade com Deus. “A intimidade do SENHOR é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança.” Salmo 25:14
- Através da oração, estudo bíblico, meditação. “Até à minha chegada, aplica-te à leitura, {leitura: leitura pública das Escrituras} à exortação, ao ensino.” I Timóteo 4:13
- Vida consagrada no altar do Senhor. “Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus; e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador, porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação.” I Tessalonicenses 4:3-7
- Vida de santidade. “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” Hebreus 12:14
Estando sempre preparados. “Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós…” I Pedro 3:17


Um abraço
Pr. Edmundo

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

NEOPENTECOSTALISMO. O QUE É ISTO ???

O neopentecostalismo é uma vertente do evangelicalismo que congrega denominações oriundas do pentecostalismo clássico ou mesmo das igrejas cristãs tradicionais (batistas, presbiterianos, etc). Surgiram sessenta anos após o movimento pentecostal do início do século XX (1906, na Rua Azuza), ambos nos Estados Unidos da América.
Em alguns lugares são chamados de carismáticos, tendo como exceção o
Brasil, onde essa nomenclatura é reservada quase exclusivamente para um movimento dentro da Igreja Católica chamado Renovação Carismática Católica.
O Movimento Carismático ou Neopentecostal principiou-se nas denominações históricas (
Metodista, Batista, Presbiteriana, etc). Assim surgem: A Convenção Batista Nacional, que reúne as igrejas de "renovação espiritual", incluindo a Batista da Lagoinha desde 1967 (são moderadas, conhecidas como "renovadas"); As Igrejas Pentecostais Sinais e Prodígios, fundada em 1970; A Igreja Renascer em Cristo, em 1986 e novas igrejas apostólicas surgidas a partir da década de 1990, como o Ministério Internacional da Restauração, fundado por Renê Terra Nova em 1992, como Primeira Igreja Batista da Restauração em Manaus. Surgem também as denominações novas, não oriundas de igrejas históricas, mas de líderes hábeis e influentes. Tal é o caso de: Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), fundada por Edir Macedo em 1977 no Brasil; Igreja da Graça, fundada por R.R. Soares, e a Igreja Apostólica Deus é Vida, fundada por Ismael Torquato em 2004 no Brasil.
No Brasil algumas igrejas que representam os neopentecostais são:
·
Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra
·
Convenção Batista Nacional
·
Igreja Apostólica Renascer em Cristo
·
Igreja Apostólica Deus é Vida
·
Igreja Apostólica Fonte da Vida
·
Igreja Bola de Neve
·
Igreja Comunhão Plena
·
Igreja Celular Internacional
· Igreja Evangélica Templo das Águias
·
Igreja Internacional da Graça de Deus
·
Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo
·
Igreja Novo Destino
·
Igreja Mundial do Poder de Deus
·
Igreja Tabernáculo Evangélico de Jesus
·
Igreja Universal do Reino de Deus
·
Igreja Evangélica Verbo da Vida
·
Ministério Apascentar
·
Ministério Internacional da Restauração
·
Missão Socorrista Evangélica
· O Movimento
G12 e M12 ou Mover Celular]
·
Videira Igreja em Células

Entretanto, não formam um movimento homogêneo, sendo atribuído esta classificação apenas por teóricos da religião, e responsável pelo crescimento exponencial do protestantismo no Brasil e no mundo.
O sucesso do movimento teria seu fundamento na pulverização teológica promovida por Mary Baker depois por Essek William Kenyon ao misturar o
gnosticismo das religiões metafísicas com o cristianismo pentecostal.
Todas estas doutrinas: Batalha Espiritual, Confissão positiva, Maldições hereditárias, Possessão de crentes, teriam origem no ensino teológico dos movimentos de fé norte-americano.
Uma das maiores críticas ao movimento neopentecostal é a ênfase que algumas denominações dão aos ensinos da confissão positiva, conhecido popularmente como "
Teologia da Prosperidade", de acordo com Paulo Romeiro, em seu livro "Super Crentes, o Evangelho segundo Kenneth Hagin, Valnice Milhomens e os Profetas da Prosperidade ", é a corrente doutrinária que ensina que uma vida medíocre do cristão indica falta de fé. Assim, a marca do cristão cheio de fé e bem-sucedido é a plena saúde física, emocional e espiritual, além da prosperidade material. Pobreza e doença são resultados visíveis do fracasso do cristão que vive em pecado ou que possui fé insuficiente.
Ainda de acordo com o Dictionary Of Pentecostal And Charismatic Movements (Dicionário dos Movimentos Pentecostal e Carismático), "Confissão positiva é um título alternativo para a teologia da fórmula da fé ou doutrina da prosperidade promulgada por vários televangelistas contemporâneos, sob a liderança e a inspiração de Essek William Kenyon. A expressão "confissão positiva" pode ser legitimamente interpretada de várias maneiras. O mais significativo de tudo é que a expressão "confissão positiva" se refere literalmente a trazer à existência o que declaramos com nossa boca, uma vez que a fé é uma confissão.
Confissão Positiva torna-se, em verdade, parte do movimento
Neopentecostal que surge nos Estados Unidos no início dos anos 60. Seus ensinos têm relação com as doutrinas da prosperidade ."

Pentecostais vs. Neopentecostais
Os neopentecostais formaram um grupo coexistente com os pentecostais, mas com uma identidade distinta. Possuem uma forma muito sobrenaturalista de encarar sua vida religiosa, com ênfase na busca de revelações diretas da parte de Deus, de curas milagrosas para doenças e uma intensa batalha espiritual entre forças espirituais do bem e do mal, que afirmam ter consequências diretas em sua vida cotidiana. São, em geral, mais flexíveis em questões de costumes em relação aos Pentecostais tradicionais.
Segundo Alan B. Pieratt:
” Os ensinos da prosperidade não tiveram origem no pentecostalismo. Todavia, a tendência das denominações pentecostais de aceitarem as afirmações de autoridade profética criou um espaço teológico onde a doutrina da prosperidade pode afirmar-se e crescer... Nossa primeira conclusão histórica, diz Pieratt, é que o pentecostalismo foi o portador desta doutrina, mas ela necessariamente não faz parte das crenças pentecostais.”
Os
pentecostais clássicos e as igrejas históricas tradicionais geralmente criticam a teologia da prosperidade e o modelo de células por meio do G12, presente em algumas das denominações neopentecostais, contudo, uma parte de seus líderes já vem incorporando, ao longo dos anos, muitos dos ensinos ditos neopentecostais.

Sociólogos como FRESTON (1994, pág. 71) emitiram algumas nomenclaturas sobre esses novos modelos . Outros como MARIANO (1999) afirmam que é uma evolução do pentecostalismo. Optamos em entender esses novos modelos a partir de suas ênfases. Cada grupo pentecostal tem suas particularidades, assim, compreendemos que há distinções marcantes entre esses modelos que apresentaremos e o modelo que denominamos de pentecostais históricos ou clássicos. Esses novos modelos dividem-se em dois grupos: os neo-pentecostais e pós-pentecostais.
O italiano Luigi Francescon, recebe uma profecia em South Blend nos EUA, vai a Argentina e logo depois ao Brasil. Chegando por aqui, relaciona-se com a colônia italiana, freqüenta as reuniões na Igreja Presbiteriana do Braz até formar um cisma na Igreja, tal como aconteceram logo no ano seguinte com os suecos. Vários membros saíram da Igreja Presbiteriana, também da Igreja Batista, metodistas e católicos. Com esse grupo, Luigi Francescon organiza a Igreja Congregação Cristã no Brasil.
Daniel Berg e Gunnar Vingren vieram ao Brasil apenas com a ajuda de uma igreja sueca para a viagem (1911). Os dois trabalharam vendendo Bíblias e também em uma fundição além de receberem ajuda de amigos estrangeiros. Após alguns meses se congregando em uma Igreja Batista ocorreu um cisma, como em outras partes dos EUA. A mensagem pentecostal não foi aceita. Eles e vários membros da igreja que haviam aceitado a mensagem pentecostal foram excluídos daquele grupo. Essas pessoas, num total de dezenove acabaram por formar uma nova igreja que tinha por nome: Missão de fé apostólica. Esse era o nome do grupo que se reunia na Rua Azusa somente em 1918 aquele grupo adotou o nome Assembléia de Deus. Em Belém, os evangélicos, principalmente os pentecostais foram muito perseguidos pela igreja majoritária e pelos moradores, ao ponto de, em certas discussões, precisarem da polícia para acalmar os ânimos.
Segundo (SOUSA- João Bosco de – 2007) Esses dois grupos passaram de 1910 até o ano de 1932 sozinhos no cenário pentecostal do Brasil. Até que um dos maiores expoentes da Assembléia de Deus o Pastor Manoel Higino de Souza, por divergências internas, sai da Assembléia de Deus e organiza em Mossoró no Rio Grande do Norte no ano de 1932 a Igreja de Cristo no Brasil, com as mesmas ênfases desses primeiros grupos. (SOUSA- 2007) Afirma que: No ano de 1939, chegam ao Brasil dois missionários e suas esposas: Harland Graham e Harold Matson na cidade de Manaus no Amazonas, também motivados através de uma visão profética e uma pregação em uma igreja Presbiteriana realizada por umm missionário que havia estado em Manaus.
A proposta inicial desse último grupo de pentecostais históricos era fazer missões e não fundar igrejas. Trabalharam ainda com os missionários suecos ajudando-os nos trabalhos de evangelismo, e logo depois dão continuidade aos trabalhos de evangelismo sozinhos. Esse grupo não começa suas atividades com divisões, mas tem seu início através do evangelismo e da catequese. A partir de 1950 muitos outros grupos surgem em várias partes do Brasil como apresenta LENZ (2000, pág. 111,154).
Em 1951 é organizado em São João da Boa Vista – São Paulo, a Igreja do Evangelho Quadrangular. Em 1955 o jovem Pernambucano Manoel de Mello aos vinte e seis anos, organiza em São Paulo a Igreja Pentecostal mais aberta do Brasil, a Igreja Evangélica Pentecostal o Brasil para Cristo. Anos mais tarde, em março de 1962 o paranaense David Miranda organiza em São Paulo a Igreja Pentecostal mais rígida do Brasil, a Igreja Pentecostal Deus É Amor… Nos anos seguintes, fora experimentado um crescimento muito grande da Igreja evangélica no Brasil. Em 1977 nasce uma das Igrejas mais controvertidas no País: A Igreja Universal do Reino de Deus do Bispo Edir Macedo “e o seu companheiro de fundação R.R. Soares, este último, funda outra Igreja tão controvertida quanto sua co-irmã, a Igreja Internacional da Graça de Deus – RR. Soares.
O surgimento de novos grupos oriundos da fé pentecostal aparecem a cada dia; sua marca, em todas as classificações, são as sensações e a experiência. O homem é colocado no centro para que possa sentir a experiência com o divino. FRESTON (1994, págs. 70,71) faz uma classificação dos pentecostais a que denominou de: “ondas do pentecostalismo” conforme é descrito abaixo:
O pentecostalismo brasileiro pode ser compreendido como a história de três ondas de implantação de igrejas. A primeira onda é a década de 1910, com a chegada da Congregação Cristã (1910) e da Assembléia de Deus (1911). A segunda onda pentecostal é dos anos 50 e início de 60, na qual o campo pentecostal se fragmenta, a relação com a sociedade se dinamiza e três grandes grupos (em meio a dezenas de menores) surgem: Quadrangular (1951), Brasil para Cristo (1955) e Deus é Amor (1962). O contexto dessa pulverização é paulista. A terceira onda começa no final dos anos 70 e ganha força nos anos 80. Seus principais representantes são a Igreja Universal do Reino de Deus (1977) e a Igreja Internacional da Graça de Deus (1980). O contexto é fundamentalmente carioca.Fizemos essa representação de Paul Freston com alguns acréscimos e uma outra nomenclatura para alguns grupos, revelando aqui o cerne deste discurso segundo (SOUSA – 2007) .
Nas “ondas” do pentecostalismo apresentadas por Paul Freston encontramos dois espaços importantes no pentecostalismo histórico que faltam em sua apresentação: A ausência da Igreja de Cristo do Brasil e da Missão Evangélica Pentecostal do Brasil. Estas igrejas surgiram no Brasil, respectivamente, nos anos de 1932 e 1939. Para essa nova representação do pentecostalismo, adotamos a seguinte nomenclatura:

a) PENTECOSTALISMO CLÁSSICO:
Fazem parte desse grupo, a Congregação Cristã no Brasil, Igreja Assembléia de Deus e a Missão Evangélica Pentecostal do Brasil. O termo clássico surgiu em meados de 1970, quando pesquisadores norte-americanos acrescentaram a designação “classical” às denominações pentecostais do início do século, para distingui-las de outras pentecostais ou carismáticas surgidas nos anos 50. O pentecostalismo histórico, como já foi apresentado, é um movimento missionário de caráter mundial, que possui uma dinâmica própria, herdando muitos traços dos movimentos de santidade da Inglaterra e dos Estados Unidos, particularmente do metodismo. Esse primeiro grupo de pentecostais difere dos demais grupos que viriam logo após pelas suas ênfases. Aqui a ênfase principal surgida com as primeiras experiências de Parham seria a evidência inicial do falar em línguas (evidência que comprova que um crente foi batizado com o Espírito Santo), as visões e as profecias. Evidentemente as curas e exorcismos estão presentes, mas nesse grupo a principal ênfase e marco fundante é a experiência com o batismo com o Espirito Santo e a evidência inicial do falar em outras línguas.

b) NEO-PENTECOSTALISMO:
Nos anos 50, surge um novo grupo pentecostal fazendo dos milagres e da cura divina sua principal ênfase, diferente do primeiro grupo, onde a ênfase recaía sobre a glossolalia; entretanto, a marca fundante e o aspecto doutrinário principal permaneceram inalterados. Esse segundo grupo pentecostal é liderado pela Igreja do evangelho quadrangular quando dois atores do cinema americano chegam ao Brasil em 1951: Harold Williams e Raymond Boatright. Suas primeiras atividades foi o trabalho debaixo de tendas para suas reuniões. Um outro aspecto foi a difusão por meio do rádio (que era considerado até então pelo pentecostalismo clássico como atividade “mundana”). Foi a Igreja do Evangelho quadrangular que criou a primeira escola teológica pentecostal. Fazem parte, ainda, desse primeiro grupo: Igreja Pentecostal O Brasil para Cristo (1956); Igreja Pentecostal Deus é Amor (1957); Igreja de Nova Vida (1960); Casa da Benção (1964), Metodista Weslyana (1967). Além desses, muitos outros pequenos grupos surgem no Brasil, com o mesmo modelo e ênfases. É importante notar as diferenças que começam a surgir no pentecostalismo dentro desse grupo. Em primeiro lugar a ênfase muda para as curas e as visões apesar de as línguas fazerem parte da experiência pentecostal. Um outro aspecto que começa a mudar é a participação nas atividades da sociedade como o uso do rádio, uso de estilos musicais mais modernos, criação de seminários de teologia.

c ) PÓS-PENTECOSTALISMO
Essa nomenclatura é pouco usual entre os que estudam o pentecostalismo. Em alguns casos, pode-se até observar os próprios pós-pentecostais acusarem a igreja pentecostal histórica de ser pós-pentecostal porque trariam um comportamento frio e incrédulo. Em nossa discussão, o termo tem uma conotação diferente. O aspecto mais importante aqui é o de ruptura. Acreditamos que o termo utilizado é o ideal para esse último grupo. Levamos em conta as diferentes ênfases. Esse modelo permanece com alguns elementos do pentecostalismo histórico, como a cura, e a oração; nota-se uma excessiva importância na figura do Espírito Santo. No entanto a grande ênfase passar a ser o exorcismo e a ação do demônio. Associado a isso está uma nova teologia que passa a fazer parte da vida evangélica pentecostal. “A teologia da saúde e da prosperidade”.
Com esse grupo tem início a uma ruptura com a igreja pentecostal e um apego em suas práticas ao sincretismo religioso. Entendemos que nos anos setenta, o país recebe o impacto deste grupo pentecostal, junto com uma crise econômica sem precedentes, uma crise internacional do petróleo e vivendo uma ditadura militar. O grande discurso religioso desses grupos é que a culpa de todos os males, financeiros, de saúde e da moral, é do diabo. Com essas idéias surge então o Salão da Fé (1975), a Igreja Universal do Reino de Deus (1977), a Igreja Internacional da Graça de Deus (1980) e várias outras igrejas menores com essas mesmas idéias teológicas e práticas sincréticas dentro do pentecostalismo. Ficaram para trás as preocupações escatológicas e até mesmo a glossolalia que no início do século XX era a grande bandeira do pentecostalismo.
Devido a tendência das igrejas pentecostais de aceitarem os dons de profecia e profetas, sem uma ortodoxia bíblica, criou-se um espaço para as afirmações da teologia da prosperidade, que encontrou solo fértil para se firmar. Essa teologia parecia ter raízes no início do pentecostalismo, mas na verdade ela sofreu muitas influências do positivismo, da ciência cristã, de alguns elementos da neuro-lingüística e do humanismo. Afirmam, por exemplo, que a culpa das doenças no homem e a falta de dinheiro é devido ao pecado ou a falta de fé. Para o cristão evangélico reformado e pentecostal histórico, algum posicionamentos são qustionáveis como: o ensino das “maldições hereditárias”, ou “maldições de família”. Esse tipo de conceito circula através de rádio, livros e principalmente através da televisão.
Este ensino afirma que se alguém possue algum problema relacionado a pornografia, nervosismo, divórcio, aloolismo, depressão, adultério, alcoolismo e muitos outros, é por que um antepassado ou a geração passada está afetando e isso precisa ser quebrado. (mesmo se a pessoa já for um cristão).Outras questões são quanto as questões criadas por essa corrente sobre: ‘espíritos familiares’, ‘maldição de nomes próprios”, “espiritos territoriais’, ‘mapeamento espiritual’, a’ crença na morte espiritual de Jesus’. Esse assunto é uma confirmação das raízes da confissão positiva: o gnosticismo. Uma outra questão muito delicada é a questão da batalha espiritual. A igreja cristã não pode negar a verdade desta luta, mas deve ser ponderada, nesse caso específico, para aqueles, o cristão pode ter sua vida afetada e ele ser possuido pelos demônios. Seu maior expoente neste modelo de teologia é Kenneth Hagin.

Deus nos Abençoe.
Pr. Edmundo

sábado, 26 de setembro de 2009

ADORAÇÃO PROFÉTICA

Se quando menos você esperar, alguém te fizesse as seguintes perguntas: O que é adoração profética? O que é louvor profético? Qual a diferença de louvor profético e adoração profética? A adoração que não é profética, Deus recebe? Diante destes questionamentos, qual seria a sua resposta?
Durante muito tempo, eu achava que a adoração profética era aquela onde fluíam as profecias, onde eram liberadas palavras de sabedoria e de conhecimento. Não estava totalmente errado, porem a adoração profética é mais do que isso, palavras proféticas, de sabedoria e conhecimento fazem parte da adoração profética, más não termina aí.
Para estendermos melhor, vamos ver primeiro sobre o louvor profético e a diferença que há entre ele e a adoração profética.

Louvor Profético.

II Crônicas 20:21 – 22.
Atos 16:25,26.

O louvor profético tem uma atuação direta sobre os homens, vejamos primeiro a experiência de Josafá.

“Aconselhou-se com o povo e ordenou cantores para o Senhor, que vestidos de ornamentos sagrados e marchando a frente do exército, louvassem a Deus dizendo: Rendei graças ao Senhor, porque a sua misericórdia dura para sempre. Tendo eles começado a cantar e a dar louvores, pôs o Senhor emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe e os do monte seir que vieram contra Judá, e foram desbaratados”.

Primeiro é preciso entender que sem santidade a unção profética jamais chegará, quando Josafá ordenou aos cantores que entoassem louvores ao Senhor, todos eles estavam vestidos de ornamentos sagrados,
“ ...Ordenou cantores para o Senhor, que vestidos de ornamentos sagrados...”.

Isso fala de santidade, é preciso entender o quanto Deus leva isso a sério, sem santidade é impossível ver Deus. Mais adiante iremos entender melhor a necessidade de termos um louvor profético, pois sem ele não haverá adoração profética.
O louvor profético traz a libertação, quebra cadeias e leva o povo a colher os despojos. É interessante que o povo não cantou profecias, palavras proféticas,
Eles apenas deram ações de graça ao Senhor porque Ele é bom e a sua misericórdia dura para sempre.
Eles estavam indo para uma guerra, no entanto não foram palavras de guerra, brados de vitórias que trouxe a unção profética. Muitos irmãos ministram o louvor, e no período da adoração liberam palavras proféticas e descem do altar achando que o louvor foi profético. No entanto pode ocorrer e infelizmente é o que acontece na maioria das vezes, tudo não passou de teoria, e se formos observar a prática não aconteceu nada. Um louvor que não traz a libertação do povo, que não quebra as cadeias espirituais que cativam o povo de Deus, que não traz cura, batismo no Espírito Santo, conversões de almas...
...eu tenho dificuldades de acreditar que um louvor assim seja profético.
O louvor profético traz o sobre natural de Deus, não tem como dizer que um louvor foi ou é profético, se não vemos o sobre natural de Deus agindo, é como ter uma linda caneta nas mão e a mesma não ter tinta, ela não deixou de ser caneta, porém não é uma caneta “profética”.
A tinta é o sobre natural de Deus, se ele não se fizer presente, o louvor não é profético.
Além da santidade, é preciso ter também coragem e ousadia para que a unção profética venha.
“...E marchando a frente do exército...” Eles estavam na linha do tiro, se os inimigos chegassem com certeza os cantores seriam os primeiros a morrerem. Não há dúvidas que eles tiveram um ato de ousadia e de coragem, o que mais poderia garantir que eles venceriam a guerra se não o próprio Senhor? Havia sobre eles uma palavra de Deus, que eles venceriam (II Crônicas 20:15-17). Há sobre mim, sobre você uma palavra de Deus, de que somos capacitados pelo Espírito Santo, o poder de Deus está sobre nós ( Atos 1:08).
É preciso ser ousado, pois a unção exige isso, é preciso estar com os ouvidos espirituais atentos para o comando de Senhor, o louvor profético é totalmente dirigido pelo Espírito de Deus.

“Por volta da meia noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam. De repente, sobreveio tamanho terremoto, que sacudiu os alicerces da prisão, abriram-se todas as portas e soltaram-se as cadeias de todos”. Atos 16:25 e 26.

Paulo e Silas oravam e cantavam louvores ao Senhor, eles não estavam guerreando, profetizando a sua libertação, eles estavam louvando, o seu louvor profético, trouxe uma unção de libertação onde tremeu as estruturas da prisão, e todos, escute bem, todos foram libertos. Quem estava louvando era Paulo e Silas, Más a libertação veio para todos.
No prédio onde se reúne a Igreja do Senhor, vem gente de todo jeito, cheias de cadeias, de prisões... Más quando o louvor é profético é liberado sobre nós o sobre natural de Deus, e toda prisão, toda cadeia cai por terra.
Em resumo, o louvor profético não é aquele que durante a ministração há liberação de profecias, palavras proféticas, etc. Isso tudo faz parte do louvor profético, más o que caracteriza se o louvor é profético ou não, não são teorias, más fatos; as cadeias estão sendo quebradas no período do louvor? Existe cura na ministração do louvor? As pessoas saem libertas? Existe conversões de almas no louvor? Se a sua resposta for sim para essas perguntas, então pode se dizer que o louvor é profético.


Adoração Profética

O louvor profético tem mais a ver com os homens (cura, libertação, conversão, etc.), enquanto que a adoração profética tem a ver somente com Deus, e esse é o nosso alvo principal, não podemos nos conformar apenas com louvor profético, se não houver adoração, e uma adoração profética, nosso objetivo não foi alcançado, o alvo ficou para traz, e, isso não é bom, ou melhor, é péssimo.
Sem o louvor profético não tem adoração profética. Porque? Se não há louvor profético, o povo não é liberto, não é curado, etc. com um povo doente e preso a glória de Deus não se manifesta.

“E quando em uníssono, a um tempo, tocaram as trombetas e cantaram para se fazer ouvir, para louvar ao Senhor e render-lhe graça; e quando levantaram eles a voz, com trombetas, címbalos e outros instrumentos músicos para louvar ao Senhor porque Ele é bom e a sua misericórdia dura para sempre, então sucedeu que a casa, a saber, a casa do Senhor, se encheu de uma nuvem; de maneira que os sacerdotes não podiam estar ali para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor encheu a casa de Deus”. II Cr. 5:13 e 14.

Quão maravilhoso é quando isso acontece na Igreja, essa é a vontade, o desejo de Deus, encharcar o seu povo com a sua glória. Lendo um livro li uma frase que me chamou a atenção, ela dizia o seguinte: “Louve até que venha o espírito de adoração, adore até que venha a glória e fique na glória”. Como isso é maravilhoso! A glória de Deus só é manifesta quando entregamos uma adoração profética ao Senhor.
Como eu desejo que você entenda o que é adoração profética, não consigo entender como as pessoas se contentam com tão pouco de Deus, nesses últimos dias Deus tem me enchido com um desejo de querer mais, mais, mais de sua glória, de sua plenitude, de seu poder, de seu abraço, de seu calor, enfim o tudo de Deus. A primeira coisa que precisamos entender, é que é preciso querer, um querer insaciável, um desejo ardente. Dias atrás meu filho Davi, que é um recém-nascido, chorava desesperadamente, minha esposa e eu não sabíamos o que fazer, tínhamos tentado de tudo, más nada o fazia parar de chorar, pelo contrário o seu choro aumentava cada vez mais em intensidade e volume; até que a mamadeira ficou pronta cheia de leite para o seu alimento, ele pegava o bico da mamadeira com tanta força que as vezes eu pensava que ele iria se engasgar com o leite. Foi então que Deus me levou para I Pedro 2:2
“Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual...”.
Precisamos desejar o Senhor desesperadamente, não aquietarmos enquanto não nos sentirmos saciados pela sua glória, e quando isso acontece, quando esse desejo é verdadeiro em nós, a unção profética começa a se fazer presente.
Como falei no início, vivemos em um país idólatra, e moramos em uma cidade idólatra influenciada, por um espírito de religiosidade; essa idolatria é destruída através da adoração. O diabo desde o início tenta desviar o alvo da adoração, ele quer ser igual à Deus, por isso ele foi expulso do céu, Deus não divide a sua glória com ninguém. Com a sua queda o diabo trouxe seu talento musical e desde então vem usando a música para o exaltar e edificar o seu trono. Isso mesmo da mesma forma que Deus é entronizado em meio aos louvores do seu povo, o diabo também é entronizado em meio a idolatria.
A adoração profética trás o trono de Deus para a terra, Deus é entronizado, e o diabo é destronado. Não adianta fazer guerra espiritual se os guerreiros não forem adoradores.
No louvor profético o sobrenatural de Deus manifesta trazendo cura e libertação, na adoração profética o trono de Deus é erigido em nossas vidas; o propósito de Deus na adoração profética, é erigir o seu trono na nação, más para isso primeiro esse trono tem que ser erigido em nossas vidas.
A unção profética só vira através de uma vida santa, separada para Deus, sem mistura, sem contaminação.

“Quando saíram os sacerdotes do santuário (porque todos os sacerdotes, que estavam presentes, se santificaram, sem respeitarem os seus turnos)”.
Um grande problema que muitos enfrentam, e eu considero isso de fato como UM GRANDE PROBLEMA, é que os “santos” irmão que cantam e tocam no louvor, só se preocupam em se “santificar” e orar no dia em que estão escalados para cantar ou tocar, isso não pode ser tolerado, ou a unção profética não virá e toda a adoração fica comprometida.
A adoração no templo tinha seus turnos, ou seja, hoje usamos escalas para as ministrações. Os sacerdotes não respeitaram seus turnos para se santificarem, o adorador não tem que orar e ser santo, somente no dia em que estiver cantando ou tocando, ele não deve respeitar os seus turnos para se santificarem, a santidade tem que ser a sua marca registrada, fazendo assim a glória do Senhor virá sobre nós sem dúvida.

“E quando em uníssono, á um tempo tocaram as trombetas...”.

Isso fala de um só propósito, uma só visão, andando em só direção. Vejo muitos líderes passando dificuldades por ter uma equipe que não sonha os mesmos sonhos, que não tem os mesmos objetivos; uma equipe assim não tem possibilidades de liberar sobre o povo uma unção profética. Muitos seguem a direção do líder, más não crê nos sonhos do líder, isso não é ser uníssono, não basta só obedecer, é preciso acreditar.
É através da adoração profética que o trono do Senhor será erigido em nossas vidas, cidades, estados e nação. A adoração profética destroe a idolatria e destroniza a rainha dos céus.
Meu desejo é que você tenha seu entendimento aberto, para entender o propósito de Deus em sua vida, Deus te chamou para ser um adorador, um profeta que não se cala, um shofar que não para de tocar, até que o trono de Deus seja erigido sobre a nossa nação.


Deus nos ABençoe

Pr. Edmundo