terça-feira, 9 de junho de 2009

UM GIGANTE POR DIA


Uma das maiores verdades deste texto bíblico é a seguinte:
O SENHOR NOSSO DEUS NOS CAPACITA PARA VENCERMOS OS "GIGANTES" QUE A CADA DIA APARECEM EM NOSSA CAMINHADA.
- Vejamos as capacidades que Deus deu a Davi naquele dia:. 1 Samuel Cap 17

1. CAPACIDADE DE FICAR INDIGNADO – vs 26.
Deus nos capacita a ficarmos indignados da forma correta:

a) Uma indignação não-egoísta: Davi não tomou aquelas afrontas de Golias como se fossem contra si mesmo, mas contra seu povo.
b) Uma indignação não-conformista: Ele não ficou sentado exigindo que alguém fizesse alguma coisa, ao contrário, ofereceu-se voluntariamente para enfrentar o gigante.
c) Uma indignação não-interesseira: Ele não estava preocupado consigo mesmo, nem com sua segurança, nem com seu conforto pessoal, nem com as generosas recompensas oferecidas pelo rei para quem vencesse Golias (vs 25).
c) Uma indignação não-vulgar: Ele não podia aceitar que Golias afrontasse o Deus de Israel. Havia um belíssimo elemento de zelo santo em sua indignação.


2. CAPACIDADE DE RESISTIR ÀS CRÍTICAS - vs 28-30.
As críticas que sofreu foram duras e severas, pois vieram do seu irmão mais
velho, que o classificou como presunçoso, maldoso e bisbilhoteiro, mas Davi não se abalou com elas.

3. CAPACIDADE DE AGIR COM CORAGEM – vs 31-37.
Coragem sim; suicídio, não! Davi era corajoso, mas não era suicida.Sua coragem não estava baseada em discursos bem elaborados, nem em especulações pseudo-teológicas ou doutrinas positivistas.
Não! Sua coragem estava baseada em suas anteriores experiências pessoais com o Deus vivo, que o livrara das garras do leão e do urso e certamente o livraria das mãos do filisteu - vs 34-37.

4. CAPACIDADE DE AGIR COM SIMPLICIDADE
– vs 38-40. Nada de coisas espetaculares. Nada de espada, armadura ou capacete de bronze.Nada de amuletos, sinais divinos, profecias ou milagres.Tão somente uma funda, 5 pedrinhas lisas e sua fé em Deus.

5. CAPACIDADE DE IR ATÉ O FIM
– vs 48-51. Davi foi correndo ao encontro do gigante e o acertou na cabeça. Quando Golias caiu já estava morto, mas, mesmo assim, ele fez questão de sedimentar a vitória do seu povo: cortou a cabeça do gigante e a levantou, para horror dos seus inimigos, que fugiram correndo e foram destruídos na derrocada.


CONCLUSÃO

O Senhor nosso Deus nos faz vencer, dando-nos:
- Capacidade de ficar indignado da forma correta.
- Capacidade de resistir às críticas.
- Capacidade de agir com coragem.
- Capacidade de agir com simplicidade.
- Capacidade de ir até o fim.

Um abraço em Cristo Jesus

Pr. Edmundo

terça-feira, 5 de maio de 2009

O DESERTO COMO TERRENO A SER BUSCADO

1. O Deserto na Tradição da Igreja:

Os primeiros Padres do deserto: frutos da mudança de mentalidade provocada pelo Edito de Milão.
Perspectiva escatológica iminente e o desejo de romper com o mundo: Este texto da igreja primitiva reflete muito bem a mentalidade que assolava o mundo cristão de então:
"Um bispo, homem piedoso e modesto, mas que tinha excessiva confiança em suas visões, tivera três sonho e se pôs a profetizar: ‘Sabei, meus irmãos, que o juízo final ocorrerá em um ano. Se o que vos digo não acontecer, não creiais mais nas escrituras e agi como vos aprouver’. Ao cabo de um ano, nada aconteceu, ele ficou confuso, os irmãos escandalizados, as virgens se casaram e os que tinham vendido todo os seus bens foram reduzidos à mendicância". (Padre do Deserto - Jacques Lacarrière. Texto citado de S. Hipólito, bispo de Roma. III séc.).
O impacto que gerou a obra de santo Atanásio: Vida de Antão.
Forte influência dos escritos de S. Pacômio, grande organizador da vida cenobítica.
S. Jerônimo escreve Vida de Paulo de Tebas e Vida de Malco, monge escravo difundindo o ideal monástico.
Grandes nomes se destacam neste período: Gregório Nisseno, Gregório Nazianzeno, Basílio, Agostinho, Jerônimo, Atanásio, etc…
O ideal monástico era baseado na busca do deserto como sinal da luta e do abandono de todas as coisas. Neste período o deserto assume também forte caráter de transitoriedade, os homens que vão ao deserto continuam a participar ativamente da igreja e ajuntam muitos ao seu redor. O que ocorria mesmo com dendritas e estilitas…
Bento organiza uma regra muito simples e de grande precisão o que concede grande impulso às comunidades monacais de seu tempo. O ideal monástico dilata-se ainda mais com o pontificado de Gregório Magno, de origem beneditina, ele prestigia e difunde os mosteiros beneditinos por toda a Igreja.
Na idade média o mosteiro de Cluny engrandece anda mais o ideal monástico com as reformas dos Cartuxos e Trapistas. Destaca-se por este período S. Bernardo de Claraval…
Após um período mais afastado o tema do deserto retorna em nosso tempo com o forte impulso dos estudos do cristianismo primitivo (patrística) e o reflorescimento do monaquismo. Estaca-se a vida do irmão Charles de Fulcould, que viveu toda sua vida no ideal do deserto. Após sua morte perpetuaram o seu estilo de vida os irmãos de Jesus.

2. Espiritualidade do Deserto:


Dinâmica do Provisório:
"O deserto nada tem a ver com uma mística de fuga dos homens… Considerando a história dos crentes, é preciso incutir com energia este aspecto provisório do deserto. Se houve erros e desvios na interpretação do deserto bíblico, eles se acham presentes e tem se deixado perceber sempre que se quis fazer do deserto a situação definitiva e duradoura do crente. O cristão é destinado à comunidade, à Igreja, a sociedade dos homens. Deve caminhar algum tempo pelo deserto, a fim de se preparar para a missão, para o contato com os outros". (Enzo Bianchi)

Não confundir com Retiros:
"O deserto é mais do que lugar de retiro, já que por sua extensão e sua aspereza possui valores próprios… Ele traz em si o sinal da pobreza, da austeridade, da simplicidade mais absoluta; o sinal da total impotência do homem, que descobre sua fraqueza porque não pode subsistir no deserto e se vê obrigado a buscar seu refúgio e seu amparo em Deus só… O deserto é tentativa de progresso desnudado, destituído de todo apoio humano, na carência e na falta de todo sustento terreno, inclusive o espiritual, para encontrar Deus… O que é essencial no deserto é o despojamento total, bem como a espera paciente e silenciosa de Deus na inatividade de nossas potências". (Pe. Voillaume).

Orientações para se viver bem o deserto:
"Quem deseja fazer um dia de deserto deve fazê-lo com o espírito de imitar Jesus, que, de vez em quando, se retirava para ‘lugares desertos’ a fim de orar.
Logo não é tanto o desejo de repouso e solidão longe dos homens e do barulho que estes fazem, que impelia Jesus ao deserto, porém bem mais a sede de estar face-a-face com Deus, seu Pai, em sua função de adorador e salvador. Este desejo de solidão é a única coisa que deve estimular-nos a buscar e a amar a solidão
O deserto põe o homem diante de si mesmo, inerte e privado de todas as suas forças, potências e hábitos, para confrontar-se com a presença de Deus no máximo despojamento possível. Num dia de deserto não se encontra normalmente a presença da eucaristia e das funções litúrgicas. Por isso será preciso esforçar-nos para buscar a presença de Deus em nós e também na natureza que nos rodeia.
Quando partes para um deserto dizes para ti mesmo que Deus te encher com a sua presença à medida que tua fraqueza respeitar a solidão e perseverar na oração. Se faltarem estas disposições fundamentais de esperança e de disponibilidade aos dons de Jesus, podes ficar bem certo de que muitos outros espíritos mau vagarão em torno de ti na solidão. Basta ler a Sagrada Escritura para convencer-se deste sério perigo.
Aliás entre as poucas coisas que deves levar contigo para um dia de deserto não te esqueças da Bíblia, que contém todo exemplo dos homens que se sentiram apaixonados pelo deserto…
Lembre-se sempre que o deserto é um lugar de trânsito e que há sempre um retorno mais forte e mais sereno para junto dos homens, de quem não poderás esquecer-te nem mesmo durante o deserto.
A última observação é de que um deserto transitório reclama outro: aquele que Jesus restituiu sua alma ao Pai…

Oxalá que um dia de deserto reavive em ti o desejo de morrer mártir por ele e com ele e… que isto aconteça a manhã, como escrevia o irmão Charles de Jesus, alguns dias antes de morrer".


Um Abraço em Cristo Jesus.

Pr Edmundo

terça-feira, 14 de abril de 2009

O Combate no Deserto


O Combate de Jacó. Quem era Jacó?
"O Filho de Isaac tem um nome que, segundo a etimologia popular hebraica (Gn 27, 36), é autêntico oráculo: ‘o Suplantador’…"

Jacó aplica sucessivos golpes que lhe concedem o direito de primogenitura e as bênçãos que deveriam pertencer ao seu irmão Esaú… Porém mesmo depois de conquistar o que tanto almejava com seus golpes percebe que está em sério perigo e foge para abrigar no deserto com medo de seu irmão. Lá tem o seu sonho onde Deus se mostra como aquele que cuida dele (Gn 28, 16-22). Após enriquecer com mais golpes e ter a mulher que ama, Jacó resolve voltar, meio obrigado por causa de seus golpes, e sabe da notícia que seu irmão vem ao seu encontro com 400 homens. Isto é suficiente para levá-lo ao desespero e ele procura anda sustentar-se com mais golpes. Desolado ele busca a solidão, um deserto interior profundo. Dessa forma Ele luta com Deus (Gn 32, 2-33).
O sentido do deserto de Jacó - uma luta onde sua vitória está em submeter-se e reconhecer que só com Deus ele pode vencer… Deus nos conduz para o deserto para que possamos combater. Testemunho de Antão: "Antão atravessa uma provação de obscuridade, durante a qual tem a impressão de ser abandonado por Deus aos poderes demoníacos; não obstante persevera, porém na fé mais nua e pura. Terminada a provação, uma visão luminosa do céu vem consolá-lo. Então não consegue deixar de expressar esta queixa: Onde estavas? Porque não te manifestaste desde o princípio para fazer cessares meus sofrimentos? Mas a voz lhe respondeu: Eu estava aí Antão; eu esperava para ver-te combater" (Vida de Antão - Sto Atanásio)

Como deve ser o nosso combate no deserto?

Devemos lutar como Davi ao enfrentar o gigante Golias…
1 Sam 17. Davi se apresenta ao Rei Saul e manifesta o seu zelo contra o Filisteu que insultou a Glória de Iahweh. Sua confiança está fincada n’Aquele que deu força a sua destra para derrota o leão e o urso e arrancar a ovelha de sua goela. Quando o rei lhe oferece a vestimenta de combate Davi reconhece a sua situação e sabe do seu nada. Ele não parte para enfrentar o gigante com a aparência do que não é, mas reconhecendo o que de fato é e confiando no poder de Deus.
História fictícia do intervalo entre o combate e a entrevista com Saul Þ Davi á beira do lago recolhendo as pedras.
Ao vê-lo Golias zomba e Davi lança o seu grande grito: " Tu vens contra mim com espada, lança e escudo; eu, porém, venho a ti em nome de Iahweh dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel que desafiaste. Hoje mesmo Iahweh te entregará na minha mão, eu te derrubarei e te deceparei a cabeça, e darei o teu cadáver e os cadáveres dos exército filisteu ás aves do céu e aos animais selvagens. Toda a terra saberá que há um Deus em Israel, e toda esta assembléia conhecerá que não é pela espada nem pela lança que Iahweh concede a vitória, porque Iahweh é o Senhor da batalha e ele vos entregará nas nossas mãos". (1Sm 17, 45-47).


Que Deus em Cristo nos Abençoe!

um abraço

e a Paz de Cristo

Pr. Edmundo

terça-feira, 24 de março de 2009

O DESERTO NA VIDA ESPIRITUAL


Podemos entender o Deserto em dois aspectos: como uma realidade física, buscada pelo homem ou como uma realidade espiritual que toca toda a vida do homem, ao qual Deus parece atrair-nos constantemente para uma forte experiência. Nós nos deteremos neste segundo Deserto, nesta segunda experiência que envolve um chamado de Deus a mergulhar na obra de solidão e luta tão característica de uma autêntica experiência de Deserto.
O deserto é uma obra de Deus, para onde Ele dirige os seus eleitos: Os. 2, 16 “E devastarei a sua vide e a sua figueira, de que ela diz: É esta a minha paga que me deram os meus amantes; eu, pois, farei delas um bosque, e as feras do campo as devorarão”. Podemos cair na tentação de querer entender esta rica experiência de Deus como uma punição divina, o que não corresponde a realidade, pois se Deus atrai os seus para o deserto é por desejar que mergulhem em sua intimidade. É sinal do "Amor Terrível" de Deus (Carlos Carreto) que atrai para que o homem possa exclamar : "Conhecia-te só de ouvido, mas agora viram-te meus olhos…", como o justo Jó (Jó 42, 5).
Os grandes homens de Deus nas escrituras experimentaram desta obra em suas vidas, uma obra de purificação e aproximação com Deus.


1. O DESERTO COMO SITUAÇÃO DE VIDA


a) A Obra do Deserto:
O deserto encerra sempre uma obra de desinstalação, uma obra de "despojamento total de si" e encontro com a Verdade… Podemos chamar esta obra de "kenwsis" (kénosis), ou seja, um quebrantamento radical de si mesmo. Esta obra é descrita na carta aos Filipenses 2, 5-11. No texto bíblico o Apóstolo fala do mistério da encarnação: qeou), não Cristo modelo de humildade sendo de "condição divina" (morfh considerou o ser "igual a Deus" como algo a apegar-se (arpagmo), mas despoja-se (ekenwse)…
Kénosis é um despojamento pleno, ontológico e profundo. Esta palavra grega evoca uma ação de violência.
A Obra do deserto é de violência, um chamado a lutar. O ambiente hostil do deserto pode muito refletir a ação de Deus. Apenas os corajosos devem entrar no deserto. O próprio Jesus dá o testemunho sobre os homens que serão encontrados no deserto ao falar de João Batista (Mt 11, 7-14). Não são os de roupas finas ou caniços agitados pelo vento, mas os violentos. Devemos aspirar pelo deserto com todas as nossas forças, pois lá mergulhamos no coração de Deus e na misericórdia Divina, mas sem esquecer que esta é uma obra que exige um esforço. Deus não atrai crianças para o deserto, mas homens que possam lutar, e nos atrai para que despertemos do orgulho e saiamos das garras do pecado, é uma obra sempre próxima à crise.


b) O Deserto Para o Povo de Deus:
O Povo de Deus viveu momentos maravilhosos no deserto, mesmo consciente que este sempre representou uma luta. Na meditação do Povo de Deus sobre a sua experiência ao ser atraído ao deserto, ele descobriu as maravilhas escondidas no ríspido ambiente hostil, que se refletem muito bem na meditação dos profetas e demais escritores do Antigo Testamento. Entre os muitos temas encontramos de maneira especial:
No deserto se afirma mais claramente para o Povo a unicidade de Deus. É no deserto que o Povo eleito compreende melhor a grandiosidade de Iahweh. No deserto o Povo eleito na encontra referências diversas para expressar a sua segurança como fará ao entrar na Terra Prometida depositando sobre ídolos a sua esperança de segurança. Só Deus é a realidade que pode libertar no deserto, uma realidade imutável. Ao estabelecer-se na Terra (sair do deserto), Israel confunde as várias forças com divindades, enquanto ele encontrava-se preso à desolação mergulhava muito mais no único Poderoso…
É o tempo da fidelidade! A diferença entre o pecado do Povo no deserto e na terra prometida é fundamentalmente diferente: no primeiro caso está uma não aceitação do Senhorio de Iahweh e no segundo um recurso a outros deuses. No deserto o Povo rebela-se muitas vezes contra o abandono que exige o deserto desejando ser Senhor da sua própria vida, mas sempre consciente de Grande é o Senhor que o tirou do Egito. Na terra este mesmo Povo perde-se em busca de outros deuses esquecendo-se de Iahweh.
O deserto é ainda associado ao inimigo que haveria de tombar dentro de uma primitiva cosmologia. Sinal assim do transitório e do poder de Iahweh que deveria triunfar sobre tudo. Ao contemplar a desolação própria do deserto a religião primitiva o associava às forças contrárias à vida que vinha de Iahweh, logo Iahweh demonstrava seu poder transformando em oásis o deserto… Refletindo sobre o deserto o Povo compreende que Deus o conduz para provar, mas que ele fora protegido e guardado refletindo assim um tempo de graça… (cf. Deut 8). Este foi a maior descoberta do Povo de Deus, que o fez enxergar no deserto a mão misericordiosa do Senhor, este mesmo sentimento foi transferido para o Exílio muitas vezes associado ao deserto (cf. Dn 3).

Em Cristo Jesus
Um abraço
Pr. Edmundo

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

OS PROFETAS DE DEUS SÃO CONHECIDOS!


A profecia é uma proclamação espontânea de palavras e idéias, dadas num certo momento pelo Espírito Santo ao homem, mas na língua que conhecermos e compreendemos. É Deus falando diretamente pelo homem à outros homens, cujo o fim e manifestar o seu segredo.



Davi disse em 2 Samuel 23.2 “o Espírito do Senhor falou por mim, e a sua palavra esteve em minha língua”. O Espírito dava as palavras e idéias e Davi e ele as falavam. Essa é a maneira pela qual a profecia vem a nós.
Lembra-se que Moises está protestando o chamado de Deus em sua vida para ser um libertador. Ele se sentia incompetente. E Moises dizia ao Senhor Deus... eu não sou eloqüente... mas sou pesado de boca, e pesado de língua” (Ex 4.10). Deus tinha um remédio para a deficiência de Moises – lhes daria um porta-voz (Ex 7.1). “Não é Aarão, o levita, teu irmão? Eu sei que ele sabe falar bem... Aarão, teu irmão, será o teu profeta... você falará com ele e colocara palavras em sua boca... você falará (Aarão) tudo o que Eu lhe ordenar. É Aarão falará com faraó” (Ex 4.14,15; 7.2). Da mesma maneira o Espírito nos dá as palavras para dizermos, e pela fé, nós falarmos. Isto é chamado de “profecia”, “todos podereis profetizar, uns depois dos outros...” (1 Co 14.31).


As Limitações da Profecia e Seu Propósito.
“O que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação” (1 Co 14.3).A edificação, exortação e o consolo, são três coisas que definem este poderoso ministério profético. Convicção e conversão dos incrédulos (1 Co 14.21-25; At 2.12).


Como Conhecermos Um Profeta?
Como podemos dizer se alguém é realmente aquilo que diz ser? Do que consiste o seu ministério? Examinando toda a Escritura podemos, ver o papel do profeta funcionando de três maneiras básicas:
1. Exortação para um estilo de vida de santidade e retidão (Is 58.5-9; Mq 6.7,8).
2. Ensinamento por revelação (Is 9.2, 6,7; Jr 20.11-14).
3. Uma indicação ao futuro (Dn Cap 7 e 8; Is 46.9-11; At 11.27-30).
Dessas três funções, a principal era entregar mensagens que revelavam os propósitos de Deus ainda futuros.
Predizer o futuro não é algo meramente humano, mecânico ou cientifico; o que fora disto, entendo como um disfarce, puramente demoníaco.
O verdadeiro profeta exercita não somente os dons de expressão verbal, mas também os dons de conhecimento ou revelação – ou seja, ele estará funcionando com uma Palavra de Sabedoria, uma Palavra de Conhecimento e de Discernimento de espíritos (1 Co 12.8-11).


As Definições do Termo Profeta no Antigo Testamento.
Existe três palavras hebraicas para “profeta”, a saber:
1) Nãbhi’ (nabi): Esta é palavra hebraica básica para profeta no Antigo Testamento, que significa “porta-voz” ou “orador”. Basicamente significa que o profeta é alguém que é autorizado para falar por outra pessoa. Nabi teria sido membro de um grupo, dado a êxtases corporativos e que sobrevinham ao grupo inteiro (I Sm 10.5,6 – 10-13; 19.20-24).
2) Hõ ‘eh (roeh): Quanto à forma é um particípio ativo do verbo “ver” traduzido como “Vidente”. Ele era solitário, uma pessoa totalmente importante e impressionante (1 Sm 9.11,19; 1 Cr 9.22; 26.28; 29.29).
3) Hõzeh (Hozeh): É um principio ativo de outro verbo “ver” profeta-vidente. Ele é sempre mencionado em associação com o reinado, atrativa sugestão que era empregada com clara vidência residente no palácio (2 Cr 9.29, 12.15; 1 Cr 29.29).
Compartilhado o vocábulo nabi (Mq 3.11), ambos os termos são usados para indicar a percepção do significado dos acontecimentos (Sl 46.8; Is 5.12), e para indicar a capacidade de aquilatar o caráter dos outros (Sl 11.4,7; 1 Sm 16.1).


Definições do Termo Profeta no Novo Testamento.
A palavra grega prophettes é a única palavra para “profeta”. Esta palavra vem de duas palavras gregas: pro que significa “ante”, ou “em frente”; e phemi, que significa “mostrar ou revelar os pensamentos de alguém”. Quando essas duas palavras são reunidas, elas nos retratam a dupla operação do dom ministerial do profeta:
1. Programação. Proclamação de uma mensagem de Deus (Hb 1.1).
2. Predição. Uma revelação que prediz os pensamentos de Deus. A predição pode vir de duas maneiras:
Uma predição de eventos futuros dos quais somente Deus está ciente (At 21.10-14).
Uma revelação dos pensamentos, motivações, e intenções do coração humano (At 5.3).
Tanto a proclamação com a predição precisam ser dirigidas pelo Espírito Santo para ser uma profecia bíblica.
Uma definição prática para “profeta” poderia ser: O profeta revela e declara o coração ou a mente de Deus ao povo, e expõe o coração e os pensamentos do povo diante de Deus quando está ministrando.


Os Títulos dos Profetas.
1. Homem de Deus. (Dt 33.1) cuja intenção era expressar a diferencia de caráter entre o profeta e os demais homens (1 Rs1.9-14; 17.24; 2 Rs 4.9).
2. Servo de Deus. (2 Rs 17.13,23; 21.10; 24.2) Aqui vemos a relação do profeta, na sua pessoa para com Deus. Recebiam outros nomes: Mensageiro do Senhor Deus, Pastor do povo de Deus Vigia.


GALERIA DOS FALSOS PROFETAS

O Papa - Catolicismo Romano

Ellen G. White - A profeta da Igreja Adventista do Sétimo Dia

Cesar Castellanos - O Profeta do Movimento do G12

Joseph Smith - O profeta da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

Charles T. Russell - O profeta das Testemunhas de Jeová

John S. Scheppe - O profeta do Movimento Só Jesus

Witness Lee - Igreja Local

Kip McKean & Elena Mckean - Os profetas da Igreja de Boston

Frank Shermann Land - O profeta da Ordem De Molay

William Marrion Branham - O profeta do Tabernáculo da Fé

Allan Kardec - O profeta do Espiritismo Moderno

David Brandt Berg - O profeta dos Meninos de Deus ou Familiar do Amor

Anton La Vey - O profeta da Igreja de Satanás

Christian Rosenkreuz - O profeta do Rosa CruzHarvey

Spencer Lewis - O profeta da AMOR

CHelena P. Blavatsky & Annie Besant - As profetas da Teosofia

Mary Baker - A profeta da Ciência Cristã

Masaharu Tanigushi - O profeta da Seisho-No–Ie

Toruchira Miki - O profeta da Perfecty Liberty

Mokiti Okada - O Profeta da Igreja Messiânica

Shri Hans Maharaj Ji - O profeta da Missão da Luz Divina

Maharishi Mahesh Yogi - O profeta da Meditação Transcendental

Bhagwam Shree Rajneesh - O profeta do Movimento

BhagwanWerner Erhard - O profeta do EstVictor

Paul Wierville - O profeta do Caminho Internacional

Herbert W. Armstrong - O profeta da Igreja de Deus em Worldwide

Emanuel Swedenborg - O profeta da Igreja da Nova Jerusalém

Charles Sherlock Fillmore & Myrtle Fillmore - Os profetas da Unidade

Sun Myung Moon - O profeta da Igreja da Unificação

A.C. Bhactivedanta Swami Prabhupada - O profeta dos Hare Krishna

Bahá-Allah - O profeta do Bahaísmo

Abulgasim Mohammad - Maomé - O profeta do Islamismo

Sidarta Gautama - O profeta do Budismo

Confúcio - O profeta do Confucionismo

Raimundo Irineu Serra - O profeta do Santo Daime

Manoel Jacintho Coelho - O Profeta da Cultura Racional

Luiz de Mattos - O profeta do Racionalismo Cristão

Iuri Thais - Inri Cristo - O profeta da Igreja da Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade

Alziro Zarur - O profeta da Legião da Boa Vontade

Eurico Mattos Coutinho & Vó Rosa - Os profetas da Igreja Apostólica

Jasmuheen - A profeta do Viver de Luz

Lafayette Ron Hubbard - O profeta da Cientologia ...

SATANÁS - O inspirador dos falsos profetas


segundo

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

O PREGADOR DO DESERTO

João Batista, o pregador do deserto, foi profeta já profetizado pelo profeta Isaias 40 “ a voz que clama no deserto...”. Muito bem, este profeta foi profeta de Jesus Cristo, precursor do messias. Ele anunciava aquele que havia de vir por ordem no caos espiritual de Israel, mediante a opressão do império romano.Ele anunciava o arrependimento de pecados para depois de liberado da consciência culpada pelo pecado fossem batizados em águas, pois dizia ele: “..esta próximo o reino de Deus” Mt 3.1O arrependimento dentro do reino implicava em três princípios, isto é:
1. Renuncia e reversão;
2. Submissão e capacidade de ensinar;
3. Mabealidade continua
A sua mensagem central era o arrependimento, que significa “metanoeo” mudança de idéia, de pensamento e no estilo de vida. Sem isto não poderia haver nascimento, crescimento e nem frutos para uma nova vida. At 3.19 “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor”
Tg 1.21-25 “Por isso, rejeitando toda a imundícia e superfluidade de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas. E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural; Porque se contempla a si mesmo, e vai-se, e logo se esquece de como era. Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito”.
Ef 4.30,31 “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção. Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós".
Mt 3.8 “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento”.
Ele anunciava um reino que é o domínio soberano de Deus no universo sobre o os homens e todas as coisas criadas. Este reino significava um novo mundo de potencia e de esperança para o povo e para a humanidade. O reino de Deus estava preste a vencer o poder e o domínio de todo o mal.Ele direcionava a sua atenção aqueles que viria depois dele, do qual ele não se considerava digno de levar as sua sandálias Mt 3.11.
Sua vida era solitária, seu publico era os viajantes e nômades que passavam no deserto.Talvez haja alguém que diga: como pregar no deserto? Mas existe sempre alguém no deserto da vida, da desilusão, do desanimo, do desespero que precisa ouvir uma palavra de Deus.
Hoje os pregadores escolham o seu público-alvo para levar a sua mensagem, escolhe o lugar a onde pregar e escolhem a forma como vão ser renumerados por este trabalho. Aquilo que deveria ser divino se torna meramente humano, materialista comercial e de caráter financeiro. Qual é a maior e melhor estratégia de pregação? Para atrair o povo, levar as multidões ao delírio, ao êxtase emocional! Hoje temos poucos profetas de Deus que querem prega no deserto, pois é nela que vamos encontrar as almas perdida e realmente necessitadas de receber a palavra de Deus.
No deserto encontramos uma região em que ocorre pouca quantidade de chuva. Em virtude desta situação climática, a umidade é muito baixa e pouca vegetação se desenvolve. Nestas condições, a vida torna-se complicada para seres humanos e outras espécies animais. O solo do deserto é pouco fértil e formado, principalmente, por areia e rochas. Durante o dia as temperaturas costumam ser elevadas (muito calor) e a noite são muito baixas (muito frio). Esta é a situação das pessoas no deserto, secas, áridas, em ruínas, solitárias, enfrentando um alto grau de provação e dificuldades para sobreviver e geladas na alma, o que lhe tira e rouba todas as suas forças. Quem quer profetizar para este grupo de pessoas e dar o alimento certo? Poucos. Hoje poucos querem planta, prepara o caminho, ara a terra, não! já querem encontrar tudo pronto sem nenhum trabalho! No deserto não tem jeito de fazer acrobacia, manobra, técnica, oratória, forma psicológica de indução ou emocionalismo, lá não existe isto, no deserto a pregação tem que ser real, viva e vivida num testemunho de fé e de graça e unção de Deus no Espírito Santo. A mensagem no deserto não tem amaciante, postura oral, dicção excelente, uma indumentária impecável, uma boa aparência social, status, mídia, marketing, como nos palácios da vida. Uma mensagem que satisfaça o ego, que agrade os desejos da carne, ele é tradicional, religiosa, sincretista, mecânica, articuladora e falsa.“E, partindo eles, começou Jesus a dizer às turbas, a respeito de João: Que fostes ver no deserto? uma cana agitada pelo vento? Sim, que fostes ver? um homem ricamente vestido? Os que trajam ricamente estão nas casas dos reis. Mas, então que fostes ver? um profeta? Sim, vos digo eu, e muito mais do que profeta; Porque é este de quem está escrito: Eis que diante da tua face envio o meu anjo, Que preparará diante de ti o teu caminho". Mt 11.7-10. Ele é direcionado ao ponto-alvo que é a alma do homem. “E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo”. Mt3.10
No deserto o publico-alvo são uns poucos e muito trabalhosos. Deus não precisa de muita gente! De pregadores pop star, mega pregadores, pregadores renomados, famosos, artistas, ilusionistas, mágicos, Mandrake, que desenvolva um entretenimento no povo, sobrenaturais, com 6º sentido, telepáticas, etc.Deus só precisa de uma voz que clama no deserto.


Deus nos abençoe.


Pr. Edmundo

Membro da Igreja Evangélica Assembléia De Deus Ministério Jardim Iris