quarta-feira, 10 de março de 2010

Testando os Profetas: Eles Estão Falando a Palavra de Deus?

Os profetas estão em toda a parte! Nós os ouvimos dentro dos edifícios das igrejas, na televisão e no rádio, nas ruas, ou plantados na porta de nossas casas, para nos falar da vontade de Deus. Eles se dizem mensageiros de Deus, revelando quando o mundo vai acabar, ou o que vai acontecer em nossas vidas, atualmente. Às vezes, predizem grandes bênçãos. Outras vezes, eles nos avisam sobre sérias calamidades. Freqüentemente, nos dizem que Deus lhes tem falado para ordenar-lhes a construção de uma grande catedral ou o empreendimento de algum glorioso empenho no serviço do Senhor.
Sem dúvida, a Bíblia menciona freqüentemente profetas de Deus (que revelaram a palavra do Senhor). Algumas vezes, eles falaram sobre os acontecimentos de seu tempo, ou sobre o fim do mundo. Eles predisseram bênçãos maravilhosas e terríveis tragédias. Mas aqueles que desejaram conhecer a vontade de Deus, durante os tempos da Bíblia, também tiveram que se guardar contra os profetas enganadores e falsos. Eles não poderiam aceitar cegamente o testemunho de cada homem que dissesse estar falando por Deus. Hoje, mais do que nunca, precisamos testar aqueles que alegam serem portadores das mensagens de Deus. Toda pessoa que diz falar a palavra de Deus precisa ser experimentada de acordo com a palavra de Deus. Seguindo as recomendações de 1 João 4:1, precisamos submeter os profetas de nossos dias ao teste. São eles, verdadeiramente, mensageiros de Deus?

Testes bíblicos das pretensões dos profetas


Baseados nos exemplos e instruções encontradas na Bíblia, podemos examinar as palavras daqueles que têm a pretensão de serem profetas, aplicando estes cinco testes:
1. Contradição
2. Cumprimento
3. Confirmação
4. Revelação completa
5. Apóstolos contemporâneos


Considere a importância destes cinco testes.


1. O teste da contradição
Deus não é a fonte de contradições, indecisão e confusão (2 Coríntios 1:18-21; 1 Coríntios 14:33). A verdade que provém de Deus (João 8:31-32) promove a unidade e não promove a divisão, o conflito ou a diversidade de doutrina (João 17:17-23).
Estes princípios são a base do teste da contradição. A verdade não contradiz a verdade, portanto, duas revelações da verdade de Deus não podem ser contraditórias. Qualquer um que seja reprovado neste teste não é um profeta de Deus. Se as "profecias" de um homem contradizem aquelas feitas em outra ocasião, ele é um mentiroso, não é um profeta. Se um homem apresenta uma "revelação" que conflita com revelações prévias na Bíblia, ele é um falso mestre que tem que ser rejeitado (Gálatas 1:6-10).
O teste da contradição apresenta sérios problemas para aqueles que hoje alegam inspiração. Muitos deles ensinam doutrinas contraditórias, enquanto dizem que Deus é a fonte de suas mensagens! Que insulto a Deus, culpá-lo pela confusão criada pelo homem, que obscurece a verdade que ele revelou! "Seja Deus verdadeiro e mentiroso todo homem" (Romanos 3:4).


2. O teste do cumprimento
Deus usou a profecia como evidência de sua Divindade. Em Isaías 46:9-11, ele disse: "que eu sou Deus e não há outro, eu sou Deus e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer, e desde a antiguidade as cousas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade. . . . Eu o disse, eu também o cumprirei; tomei este propósito, também o executarei."
A implicação deste argumento é clara. Se suas profecias não fossem cumpridas, suas outras palavras (inclusive sua própria declaração de ser Deus) seriam falíveis. Não haveria mais razão para temer Jeová do que para respeitar os deuses impotentes descritos em Isaías 46.
Os que se dizem mensageiros de Deus não merecem um exame mais benevolente. Deus revelou um teste muito claro para ser aplicado àqueles que alegam falar por Ele: "Se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o Senhor não falou? sabe que quando esse profeta falar, em nome do Senhor, e a palavra dele se não cumprir nem suceder, como profetizou, esta é palavra que o Senhor não disse; com soberba a falou o tal profeta: não tenhas temor dele" (Deuteronômio 18:21-22). Todos os anos, algum "profeta" aparece com predições específicas sobre acontecimentos no mundo ou até mesmo a volta de Cristo, algumas vezes vendendo milhões de livros e ganhando fama. Quando se passam os meses e suas profecias falham, lembramo-nos novamente de que não há necessidade de respeitar as palavras daqueles que têm a pretensão de falar por Deus.


3. O teste da confirmação
Moisés revelou a palavra de Deus ao Faraó, e sua mensagem foi acompanhada por milagres para confirmar que essas palavras vinham de Deus. Jesus freqüentemente acompanhava seus ensinamentos com milagres notáveis, e ordenava aos seus apóstolos que fizessem o mesmo: "cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam" (Marcos 16:20; veja, também, Hebreus 2:3-4).
Estes sinais de confirmação eram inconfundíveis: ressuscitar os mortos, curar instantaneamente doenças inegáveis e sérias, etc. Os milagres da Bíblia eram muito mais do que afirmar a alguém que ele foi curado de uma doença mental ou invisível.
Quando os homens, em nossos dias, afirmam que estão proferindo alguma mensagem recebida diretamente de Deus, precisamos desafiá-los a confirmar suas palavras com milagres genuínos e inegáveis. Que eles ressuscitem os mortos e restaurem os membros dos amputados, ou então que parem de afirmar que têm revelações de Deus!


4. O teste da revelação completa
Alguns desses profetas podem afirmar que seus ensinamentos estão em completa harmonia com a Bíblia e que eles realizam milagres do mesmo tipo encontrado nas Escrituras. Suas pretensões a revelar alguma coisa nova de Deus não passarão no teste da revelação completa. A Bíblia mostra que milagres, também profecias, línguas e revelações especiais de Deus, tinham um propósito específico e temporário: confirmar a palavra dita. Uma vez que essa palavra foi revelada e confirmada, não haveria mais necessidade de uma confirmação milagrosa. Escrevendo sob a inspiração do Espírito Santo, Paulo ensinou que os dons espirituais foram planejados por Deus para serem temporários, e que eles cessariam quando a revelação completa ou perfeita (a Bíblia) fosse conhecida (1 Coríntios 13:8-13). "Profetas" modernos focalizam meios imperfeitos e temporários de revelação, enquanto falham em dedicar o tempo adequado a estudar e aplicar a verdade da Bíblia, completamente revelada.
Alegações de inspiração e de habilidades milagrosas são hoje negações da adequação e da confiabilidade das Escrituras (veja 2 Timóteo 3:16-17).


5. O teste dos apóstolos contemporâneos
Mais um problema para estes "profetas" modernos, que é uma questão de tempo. Eles chegaram cerca de 1900 anos atrasados! A Bíblia mostra que os dons milagrosos do Espírito Santo (incluindo-se a profecia veja 1 Coríntios 12:7-11) eram normalmente transmitidos pela imposição das mãos dos apóstolos (Atos 8:18; 19:6), e sempre na presença pessoal de um ou mais dos apóstolos. Visto que o último dos apóstolos morreu lá pelo fim do primeiro século, qual é o meio de transmitir esses dons hoje em dia? Os profetas de hoje têm que:
- ou alegar que ainda existem apóstolos o que seria uma alegação difícil de provar, pois os apóstolos foram testemunhas oculares do Cristo ressuscitado (Atos 1:21-22; 1 Coríntios 15:3-9),
- ou afirmar que a Bíblia não é confiável quando diz que esses dons eram transmitidos pelas mãos dos apóstolos (leia novamente Atos 8:18).

Os profetas modernos passam nestes testes?
Quando examinados à luz das Escrituras, os profetas modernos falham a cada volta. Alguns deles podem ser capazes de enganar milhões de pessoas para que aceitem e apoiem seus ensinamentos, mas grandes números de seguidores não podem transformar o erro em verdade. Esses profetas contradizem uns aos outros e, mais importante, contradizem a Bíblia. Eles falham em produzir milagres autênticos para confirmar suas mensagens. Suas predições sobre o futuro falham uma atrás da outra. Eles alegam ter dons que cessaram segundo o plano da sabedoria de Deus cerca de 1900 anos atrás. Eles pretendem ter hoje dons que foram transmitidos diretamente pelos apóstolos, ainda mesmo que os apóstolos tenham morrido 1900 anos atrás. Tais pretensões de revelações sensacionais de Deus podem atrair seguidores e seu dinheiro, mas não resistiriam ao exame cuidadoso daqueles que respeitam as Escrituras como sendo a palavra de Deus, completa e autorizada. Precisamos ter cautela com a atração mortal daqueles que nos conduziriam para longe de Deus. Jesus elogiou os cristãos de Éfeso pelo seu cuidadoso exame daqueles que traziam a eles mensagens novas e diferentes: ". . . e que não podes suportar homens maus, e que pusestes à prova os que a si mesmos se declaram apóstolos e não o são, e os achastes mentirosos" (Apocalipse 2:2). Precisamos imitar seu exemplo, lembrando a atitude tomada pelos cristãos de Beréia, "examinando as Escrituras todos os dias para verem se as cousas eram de fato assim" (Atos 17:11).
Que faremos com aqueles que alegam falar por Deus? Temos que submetê-los ao teste!


Um abraço
em Cristo ...
Pr. Edmundo

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

OS VALENTES DE DAVI

“Suspirou Davi e disse: Quem me dera beber água do poço que está junto à porta de Belém! Então, aqueles três valentes romperam pelo acampamento dos filisteus, e tiraram água do poço junto à porta de Belém, e tomaram-na, e a levaram a Davi; ele não a quis beber, porém a derramou como libação ao SENHOR. E disse: Longe de mim, ó SENHOR, fazer tal coisa; beberia eu o sangue dos homens que lá foram com perigo de sua vida? De maneira que não a quis beber. São estas as coisas que fizeram os três valentes.” II Samuel 23: 16-17

Davi foi um rei vencedor. Suas conquistas, as derrotas imputadas aos seus inimigos e vitórias estão registradas nas Sagradas Escrituras.
Foram poucas as derrotas que teve Davi. Podemos afirmar que Davi foi um dos maiores conquistadores que a terra já conheceu.
Davi deixou um legado de conquistas a seu filho Salomão e aos seus súditos: muitas riquezas obtidas dos despojos dos inimigos; paz entre as fronteiras; o respeito dos seus inimigos, os objetos para a construção do templo; exemplos e princípios de vida no temor de Deus.
Podemos perguntar. Mas qual o segredo de tantas vitórias, de tantas conquistas?
São várias as respostas: “…Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará toda a minha vontade.” Atos 13: 22 Era um homem de grande temor a Deus. Ele seguia as estratégias de Deus: “ Devo ir, Senhor? Devo lutar, Senhor? Quando devo ir? Por onde devo ir?” Desfrutava muita intimidade com seu Deus.
Outro ponto importante nas vitórias de Davi: como líder ele soube utilizar àqueles que Deus colocou ao seu lado: homens cuja sociedade havia renegado, marginalizado; os endividados, os perseguidos e angustiados.
Davi deu a estes homens o que eles mais precisavam: amor, e a auto estima que mereciam, foi um bom pastor e os fez verdadeiros valentes, heróis, vencedores.
Nenhum exército inimigo podia suportar o exercito de Davi. Começou com poucos, 400 homens, cresceu para 600 e assim foi aumentando na medida em que ele ia conquistando o reino.
Desse exército vitorioso de Davi existiam alguns que eram verdadeiros heróis, homens valentes, que não temiam a força dos inimigos, pois espelhavam–se no seu rei que venceu o gigante Golias e outros tantos inimigos que foram derrotados por ele.

O livro de II Samuel 23:8-39 faz um destaque de 37 valentes do exército de Davi, nome por nome. Desses 37, seis recebem um maior destaque pelos seus feitos.

1. O primeiro grupo de três, são: Josebe Bassebete, o principal de todos, matou oitocentos inimigos numa só batalha demonstrado com isso coragem, força, poder e determinação.
2. O segundo tem o nome de Eleazar, o maior feito dele foi quando os filisteus desafiaram os filhos de Israel para a batalha e todos fugiram da presença dos filisteus. Eleazar sozinho pegou sua espada lutou com os filisteus ao ponto de sua mão ficar apegada a espada. Demonstrando assim coragem e perseverança para vencer as batalhas do Senhor.
3. O terceiro herói se chama Samá, este quando viu os filisteus querendo saquear as plantações de alimentos, (terra cheia de lentilhas) ele se colocou no meio do terreno, e disse: “Ah, vocês não vão levar não, primeiro vocês vão passar por cima do meu cadáver”, e foi ferindo os filisteus. Deus deu grande livramento a Israel, por causa de Samá.

Existiu outro grupo de três, que quando Davi estava na caverna de Adulão, desejou beber das águas que estava junto a porta de Belém, que estavam sob o domínio dos Filisteus seus inimigos haviam tomado, a cidade que nasceu e se tornara rei.
Quando os três ouviram as palavras de Davi, e do desejo beber das águas de Belém, desceram até o arraial do inimigo, intrépidos e destemidos, trouxeram a água do poço para que o rei a tomasse. Um feito heróico que mereceu um destaque nas Escrituras e elogios do rei.
Foram homens como esses, cheios de coragem, fé e obediência que fizeram de Davi um rei vencedor.

DEUS CONVOCA OS VALENTES PARA VENCER AS BATALHAS
Na vida cristã estamos em constantes batalhas. O homem de Deus é chamado, convocado ao exército de Deus, não para ser um derrotado, mas um vencedor e conquistador.
Os filisteus (inimigos) são muitos; são fortes e valentes, e a luta é difícil. Faz-se necessário está preparado, ser bem treinado, ter seriedade e muita vigilância. Porém, muitos se acorvadam diante dos inimigos e fogem.
Mas o homem de Deus foi constituído para vencer, porque Deus é que luta as nossas batalhas e vence as nossas guerras.. “Pois contigo desbarato exércitos, com o meu Deus salto muralhas… Ele adestrou as minhas mãos para o combate, de sorte que os meus braços vergaram um arco de bronze… Pois de força me cingiste para o combate e me submeteste os que se levantaram contra mim. Também puseste em fuga os meus inimigos, e os que me odiaram, eu os exterminei. Gritaram por socorro, mas ninguém lhes acudiu; clamaram ao SENHOR, mas ele não respondeu. Então, os reduzi a pó ao léu do vento, lancei-os fora como à lama das ruas.” Salmo 18:29,34, 39-42

Há muitas batalhas que precisamos vencer:
Batalhas do desânimo; batalha da comodidade; batalha da inoperância; batalha da desobediência; batalha das tentações da carnalidade; batalha para defender os valores cristãos. O diabo está destruindo os valores cristãos da moralidade, da justiça, amor, santidade, fraternidade, unidade, paz e muitas vezes estamos impassíveis, acomodados, coniventes, vendo as destruição dos lares, e pouco fazemos.
Batalha para tirar as almas das garras do diabo.
Romper as barreiras dos filisteus, é o nosso grande desafio, e nós temos o poder de Deus que nos dá a vitória.
Três são os inimigos que precisamos vencer: O mundo, a carne, o diabo.
Como se rompem essas barreiras? Com fé, determinação, obstinação, ousadia, coragem, intrepidez, força, poder, perseverança, renúncia.
Levantam-se servos de Deus para a peleja!!!

OS EXERCÍCIOS DE VALENTES
Para fazer parte dos valentes de Deus; faz-se necessário algumas práticas que revitalizarão as forças do homem de Deus:
Tem que ter fé e confiança no Senhor. Ser cheio de temor a Deus. “Também, quando se assentar no trono do seu reino, escreverá para si um traslado desta lei num livro, do que está diante dos levitas sacerdotes. E o terá consigo e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer o SENHOR, seu Deus, a fim de guardar todas as palavras desta lei e estes estatutos, para os cumprir.” Deuteronômio 17:18,19 Cultivar intimidade com Deus. “A intimidade do SENHOR é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança.” Salmo 25:14
- Através da oração, estudo bíblico, meditação. “Até à minha chegada, aplica-te à leitura, {leitura: leitura pública das Escrituras} à exortação, ao ensino.” I Timóteo 4:13
- Vida consagrada no altar do Senhor. “Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus; e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador, porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação.” I Tessalonicenses 4:3-7
- Vida de santidade. “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” Hebreus 12:14
Estando sempre preparados. “Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós…” I Pedro 3:17


Um abraço
Pr. Edmundo

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

NEOPENTECOSTALISMO. O QUE É ISTO ???

O neopentecostalismo é uma vertente do evangelicalismo que congrega denominações oriundas do pentecostalismo clássico ou mesmo das igrejas cristãs tradicionais (batistas, presbiterianos, etc). Surgiram sessenta anos após o movimento pentecostal do início do século XX (1906, na Rua Azuza), ambos nos Estados Unidos da América.
Em alguns lugares são chamados de carismáticos, tendo como exceção o
Brasil, onde essa nomenclatura é reservada quase exclusivamente para um movimento dentro da Igreja Católica chamado Renovação Carismática Católica.
O Movimento Carismático ou Neopentecostal principiou-se nas denominações históricas (
Metodista, Batista, Presbiteriana, etc). Assim surgem: A Convenção Batista Nacional, que reúne as igrejas de "renovação espiritual", incluindo a Batista da Lagoinha desde 1967 (são moderadas, conhecidas como "renovadas"); As Igrejas Pentecostais Sinais e Prodígios, fundada em 1970; A Igreja Renascer em Cristo, em 1986 e novas igrejas apostólicas surgidas a partir da década de 1990, como o Ministério Internacional da Restauração, fundado por Renê Terra Nova em 1992, como Primeira Igreja Batista da Restauração em Manaus. Surgem também as denominações novas, não oriundas de igrejas históricas, mas de líderes hábeis e influentes. Tal é o caso de: Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), fundada por Edir Macedo em 1977 no Brasil; Igreja da Graça, fundada por R.R. Soares, e a Igreja Apostólica Deus é Vida, fundada por Ismael Torquato em 2004 no Brasil.
No Brasil algumas igrejas que representam os neopentecostais são:
·
Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra
·
Convenção Batista Nacional
·
Igreja Apostólica Renascer em Cristo
·
Igreja Apostólica Deus é Vida
·
Igreja Apostólica Fonte da Vida
·
Igreja Bola de Neve
·
Igreja Comunhão Plena
·
Igreja Celular Internacional
· Igreja Evangélica Templo das Águias
·
Igreja Internacional da Graça de Deus
·
Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo
·
Igreja Novo Destino
·
Igreja Mundial do Poder de Deus
·
Igreja Tabernáculo Evangélico de Jesus
·
Igreja Universal do Reino de Deus
·
Igreja Evangélica Verbo da Vida
·
Ministério Apascentar
·
Ministério Internacional da Restauração
·
Missão Socorrista Evangélica
· O Movimento
G12 e M12 ou Mover Celular]
·
Videira Igreja em Células

Entretanto, não formam um movimento homogêneo, sendo atribuído esta classificação apenas por teóricos da religião, e responsável pelo crescimento exponencial do protestantismo no Brasil e no mundo.
O sucesso do movimento teria seu fundamento na pulverização teológica promovida por Mary Baker depois por Essek William Kenyon ao misturar o
gnosticismo das religiões metafísicas com o cristianismo pentecostal.
Todas estas doutrinas: Batalha Espiritual, Confissão positiva, Maldições hereditárias, Possessão de crentes, teriam origem no ensino teológico dos movimentos de fé norte-americano.
Uma das maiores críticas ao movimento neopentecostal é a ênfase que algumas denominações dão aos ensinos da confissão positiva, conhecido popularmente como "
Teologia da Prosperidade", de acordo com Paulo Romeiro, em seu livro "Super Crentes, o Evangelho segundo Kenneth Hagin, Valnice Milhomens e os Profetas da Prosperidade ", é a corrente doutrinária que ensina que uma vida medíocre do cristão indica falta de fé. Assim, a marca do cristão cheio de fé e bem-sucedido é a plena saúde física, emocional e espiritual, além da prosperidade material. Pobreza e doença são resultados visíveis do fracasso do cristão que vive em pecado ou que possui fé insuficiente.
Ainda de acordo com o Dictionary Of Pentecostal And Charismatic Movements (Dicionário dos Movimentos Pentecostal e Carismático), "Confissão positiva é um título alternativo para a teologia da fórmula da fé ou doutrina da prosperidade promulgada por vários televangelistas contemporâneos, sob a liderança e a inspiração de Essek William Kenyon. A expressão "confissão positiva" pode ser legitimamente interpretada de várias maneiras. O mais significativo de tudo é que a expressão "confissão positiva" se refere literalmente a trazer à existência o que declaramos com nossa boca, uma vez que a fé é uma confissão.
Confissão Positiva torna-se, em verdade, parte do movimento
Neopentecostal que surge nos Estados Unidos no início dos anos 60. Seus ensinos têm relação com as doutrinas da prosperidade ."

Pentecostais vs. Neopentecostais
Os neopentecostais formaram um grupo coexistente com os pentecostais, mas com uma identidade distinta. Possuem uma forma muito sobrenaturalista de encarar sua vida religiosa, com ênfase na busca de revelações diretas da parte de Deus, de curas milagrosas para doenças e uma intensa batalha espiritual entre forças espirituais do bem e do mal, que afirmam ter consequências diretas em sua vida cotidiana. São, em geral, mais flexíveis em questões de costumes em relação aos Pentecostais tradicionais.
Segundo Alan B. Pieratt:
” Os ensinos da prosperidade não tiveram origem no pentecostalismo. Todavia, a tendência das denominações pentecostais de aceitarem as afirmações de autoridade profética criou um espaço teológico onde a doutrina da prosperidade pode afirmar-se e crescer... Nossa primeira conclusão histórica, diz Pieratt, é que o pentecostalismo foi o portador desta doutrina, mas ela necessariamente não faz parte das crenças pentecostais.”
Os
pentecostais clássicos e as igrejas históricas tradicionais geralmente criticam a teologia da prosperidade e o modelo de células por meio do G12, presente em algumas das denominações neopentecostais, contudo, uma parte de seus líderes já vem incorporando, ao longo dos anos, muitos dos ensinos ditos neopentecostais.

Sociólogos como FRESTON (1994, pág. 71) emitiram algumas nomenclaturas sobre esses novos modelos . Outros como MARIANO (1999) afirmam que é uma evolução do pentecostalismo. Optamos em entender esses novos modelos a partir de suas ênfases. Cada grupo pentecostal tem suas particularidades, assim, compreendemos que há distinções marcantes entre esses modelos que apresentaremos e o modelo que denominamos de pentecostais históricos ou clássicos. Esses novos modelos dividem-se em dois grupos: os neo-pentecostais e pós-pentecostais.
O italiano Luigi Francescon, recebe uma profecia em South Blend nos EUA, vai a Argentina e logo depois ao Brasil. Chegando por aqui, relaciona-se com a colônia italiana, freqüenta as reuniões na Igreja Presbiteriana do Braz até formar um cisma na Igreja, tal como aconteceram logo no ano seguinte com os suecos. Vários membros saíram da Igreja Presbiteriana, também da Igreja Batista, metodistas e católicos. Com esse grupo, Luigi Francescon organiza a Igreja Congregação Cristã no Brasil.
Daniel Berg e Gunnar Vingren vieram ao Brasil apenas com a ajuda de uma igreja sueca para a viagem (1911). Os dois trabalharam vendendo Bíblias e também em uma fundição além de receberem ajuda de amigos estrangeiros. Após alguns meses se congregando em uma Igreja Batista ocorreu um cisma, como em outras partes dos EUA. A mensagem pentecostal não foi aceita. Eles e vários membros da igreja que haviam aceitado a mensagem pentecostal foram excluídos daquele grupo. Essas pessoas, num total de dezenove acabaram por formar uma nova igreja que tinha por nome: Missão de fé apostólica. Esse era o nome do grupo que se reunia na Rua Azusa somente em 1918 aquele grupo adotou o nome Assembléia de Deus. Em Belém, os evangélicos, principalmente os pentecostais foram muito perseguidos pela igreja majoritária e pelos moradores, ao ponto de, em certas discussões, precisarem da polícia para acalmar os ânimos.
Segundo (SOUSA- João Bosco de – 2007) Esses dois grupos passaram de 1910 até o ano de 1932 sozinhos no cenário pentecostal do Brasil. Até que um dos maiores expoentes da Assembléia de Deus o Pastor Manoel Higino de Souza, por divergências internas, sai da Assembléia de Deus e organiza em Mossoró no Rio Grande do Norte no ano de 1932 a Igreja de Cristo no Brasil, com as mesmas ênfases desses primeiros grupos. (SOUSA- 2007) Afirma que: No ano de 1939, chegam ao Brasil dois missionários e suas esposas: Harland Graham e Harold Matson na cidade de Manaus no Amazonas, também motivados através de uma visão profética e uma pregação em uma igreja Presbiteriana realizada por umm missionário que havia estado em Manaus.
A proposta inicial desse último grupo de pentecostais históricos era fazer missões e não fundar igrejas. Trabalharam ainda com os missionários suecos ajudando-os nos trabalhos de evangelismo, e logo depois dão continuidade aos trabalhos de evangelismo sozinhos. Esse grupo não começa suas atividades com divisões, mas tem seu início através do evangelismo e da catequese. A partir de 1950 muitos outros grupos surgem em várias partes do Brasil como apresenta LENZ (2000, pág. 111,154).
Em 1951 é organizado em São João da Boa Vista – São Paulo, a Igreja do Evangelho Quadrangular. Em 1955 o jovem Pernambucano Manoel de Mello aos vinte e seis anos, organiza em São Paulo a Igreja Pentecostal mais aberta do Brasil, a Igreja Evangélica Pentecostal o Brasil para Cristo. Anos mais tarde, em março de 1962 o paranaense David Miranda organiza em São Paulo a Igreja Pentecostal mais rígida do Brasil, a Igreja Pentecostal Deus É Amor… Nos anos seguintes, fora experimentado um crescimento muito grande da Igreja evangélica no Brasil. Em 1977 nasce uma das Igrejas mais controvertidas no País: A Igreja Universal do Reino de Deus do Bispo Edir Macedo “e o seu companheiro de fundação R.R. Soares, este último, funda outra Igreja tão controvertida quanto sua co-irmã, a Igreja Internacional da Graça de Deus – RR. Soares.
O surgimento de novos grupos oriundos da fé pentecostal aparecem a cada dia; sua marca, em todas as classificações, são as sensações e a experiência. O homem é colocado no centro para que possa sentir a experiência com o divino. FRESTON (1994, págs. 70,71) faz uma classificação dos pentecostais a que denominou de: “ondas do pentecostalismo” conforme é descrito abaixo:
O pentecostalismo brasileiro pode ser compreendido como a história de três ondas de implantação de igrejas. A primeira onda é a década de 1910, com a chegada da Congregação Cristã (1910) e da Assembléia de Deus (1911). A segunda onda pentecostal é dos anos 50 e início de 60, na qual o campo pentecostal se fragmenta, a relação com a sociedade se dinamiza e três grandes grupos (em meio a dezenas de menores) surgem: Quadrangular (1951), Brasil para Cristo (1955) e Deus é Amor (1962). O contexto dessa pulverização é paulista. A terceira onda começa no final dos anos 70 e ganha força nos anos 80. Seus principais representantes são a Igreja Universal do Reino de Deus (1977) e a Igreja Internacional da Graça de Deus (1980). O contexto é fundamentalmente carioca.Fizemos essa representação de Paul Freston com alguns acréscimos e uma outra nomenclatura para alguns grupos, revelando aqui o cerne deste discurso segundo (SOUSA – 2007) .
Nas “ondas” do pentecostalismo apresentadas por Paul Freston encontramos dois espaços importantes no pentecostalismo histórico que faltam em sua apresentação: A ausência da Igreja de Cristo do Brasil e da Missão Evangélica Pentecostal do Brasil. Estas igrejas surgiram no Brasil, respectivamente, nos anos de 1932 e 1939. Para essa nova representação do pentecostalismo, adotamos a seguinte nomenclatura:

a) PENTECOSTALISMO CLÁSSICO:
Fazem parte desse grupo, a Congregação Cristã no Brasil, Igreja Assembléia de Deus e a Missão Evangélica Pentecostal do Brasil. O termo clássico surgiu em meados de 1970, quando pesquisadores norte-americanos acrescentaram a designação “classical” às denominações pentecostais do início do século, para distingui-las de outras pentecostais ou carismáticas surgidas nos anos 50. O pentecostalismo histórico, como já foi apresentado, é um movimento missionário de caráter mundial, que possui uma dinâmica própria, herdando muitos traços dos movimentos de santidade da Inglaterra e dos Estados Unidos, particularmente do metodismo. Esse primeiro grupo de pentecostais difere dos demais grupos que viriam logo após pelas suas ênfases. Aqui a ênfase principal surgida com as primeiras experiências de Parham seria a evidência inicial do falar em línguas (evidência que comprova que um crente foi batizado com o Espírito Santo), as visões e as profecias. Evidentemente as curas e exorcismos estão presentes, mas nesse grupo a principal ênfase e marco fundante é a experiência com o batismo com o Espirito Santo e a evidência inicial do falar em outras línguas.

b) NEO-PENTECOSTALISMO:
Nos anos 50, surge um novo grupo pentecostal fazendo dos milagres e da cura divina sua principal ênfase, diferente do primeiro grupo, onde a ênfase recaía sobre a glossolalia; entretanto, a marca fundante e o aspecto doutrinário principal permaneceram inalterados. Esse segundo grupo pentecostal é liderado pela Igreja do evangelho quadrangular quando dois atores do cinema americano chegam ao Brasil em 1951: Harold Williams e Raymond Boatright. Suas primeiras atividades foi o trabalho debaixo de tendas para suas reuniões. Um outro aspecto foi a difusão por meio do rádio (que era considerado até então pelo pentecostalismo clássico como atividade “mundana”). Foi a Igreja do Evangelho quadrangular que criou a primeira escola teológica pentecostal. Fazem parte, ainda, desse primeiro grupo: Igreja Pentecostal O Brasil para Cristo (1956); Igreja Pentecostal Deus é Amor (1957); Igreja de Nova Vida (1960); Casa da Benção (1964), Metodista Weslyana (1967). Além desses, muitos outros pequenos grupos surgem no Brasil, com o mesmo modelo e ênfases. É importante notar as diferenças que começam a surgir no pentecostalismo dentro desse grupo. Em primeiro lugar a ênfase muda para as curas e as visões apesar de as línguas fazerem parte da experiência pentecostal. Um outro aspecto que começa a mudar é a participação nas atividades da sociedade como o uso do rádio, uso de estilos musicais mais modernos, criação de seminários de teologia.

c ) PÓS-PENTECOSTALISMO
Essa nomenclatura é pouco usual entre os que estudam o pentecostalismo. Em alguns casos, pode-se até observar os próprios pós-pentecostais acusarem a igreja pentecostal histórica de ser pós-pentecostal porque trariam um comportamento frio e incrédulo. Em nossa discussão, o termo tem uma conotação diferente. O aspecto mais importante aqui é o de ruptura. Acreditamos que o termo utilizado é o ideal para esse último grupo. Levamos em conta as diferentes ênfases. Esse modelo permanece com alguns elementos do pentecostalismo histórico, como a cura, e a oração; nota-se uma excessiva importância na figura do Espírito Santo. No entanto a grande ênfase passar a ser o exorcismo e a ação do demônio. Associado a isso está uma nova teologia que passa a fazer parte da vida evangélica pentecostal. “A teologia da saúde e da prosperidade”.
Com esse grupo tem início a uma ruptura com a igreja pentecostal e um apego em suas práticas ao sincretismo religioso. Entendemos que nos anos setenta, o país recebe o impacto deste grupo pentecostal, junto com uma crise econômica sem precedentes, uma crise internacional do petróleo e vivendo uma ditadura militar. O grande discurso religioso desses grupos é que a culpa de todos os males, financeiros, de saúde e da moral, é do diabo. Com essas idéias surge então o Salão da Fé (1975), a Igreja Universal do Reino de Deus (1977), a Igreja Internacional da Graça de Deus (1980) e várias outras igrejas menores com essas mesmas idéias teológicas e práticas sincréticas dentro do pentecostalismo. Ficaram para trás as preocupações escatológicas e até mesmo a glossolalia que no início do século XX era a grande bandeira do pentecostalismo.
Devido a tendência das igrejas pentecostais de aceitarem os dons de profecia e profetas, sem uma ortodoxia bíblica, criou-se um espaço para as afirmações da teologia da prosperidade, que encontrou solo fértil para se firmar. Essa teologia parecia ter raízes no início do pentecostalismo, mas na verdade ela sofreu muitas influências do positivismo, da ciência cristã, de alguns elementos da neuro-lingüística e do humanismo. Afirmam, por exemplo, que a culpa das doenças no homem e a falta de dinheiro é devido ao pecado ou a falta de fé. Para o cristão evangélico reformado e pentecostal histórico, algum posicionamentos são qustionáveis como: o ensino das “maldições hereditárias”, ou “maldições de família”. Esse tipo de conceito circula através de rádio, livros e principalmente através da televisão.
Este ensino afirma que se alguém possue algum problema relacionado a pornografia, nervosismo, divórcio, aloolismo, depressão, adultério, alcoolismo e muitos outros, é por que um antepassado ou a geração passada está afetando e isso precisa ser quebrado. (mesmo se a pessoa já for um cristão).Outras questões são quanto as questões criadas por essa corrente sobre: ‘espíritos familiares’, ‘maldição de nomes próprios”, “espiritos territoriais’, ‘mapeamento espiritual’, a’ crença na morte espiritual de Jesus’. Esse assunto é uma confirmação das raízes da confissão positiva: o gnosticismo. Uma outra questão muito delicada é a questão da batalha espiritual. A igreja cristã não pode negar a verdade desta luta, mas deve ser ponderada, nesse caso específico, para aqueles, o cristão pode ter sua vida afetada e ele ser possuido pelos demônios. Seu maior expoente neste modelo de teologia é Kenneth Hagin.

Deus nos Abençoe.
Pr. Edmundo

sábado, 26 de setembro de 2009

ADORAÇÃO PROFÉTICA

Se quando menos você esperar, alguém te fizesse as seguintes perguntas: O que é adoração profética? O que é louvor profético? Qual a diferença de louvor profético e adoração profética? A adoração que não é profética, Deus recebe? Diante destes questionamentos, qual seria a sua resposta?
Durante muito tempo, eu achava que a adoração profética era aquela onde fluíam as profecias, onde eram liberadas palavras de sabedoria e de conhecimento. Não estava totalmente errado, porem a adoração profética é mais do que isso, palavras proféticas, de sabedoria e conhecimento fazem parte da adoração profética, más não termina aí.
Para estendermos melhor, vamos ver primeiro sobre o louvor profético e a diferença que há entre ele e a adoração profética.

Louvor Profético.

II Crônicas 20:21 – 22.
Atos 16:25,26.

O louvor profético tem uma atuação direta sobre os homens, vejamos primeiro a experiência de Josafá.

“Aconselhou-se com o povo e ordenou cantores para o Senhor, que vestidos de ornamentos sagrados e marchando a frente do exército, louvassem a Deus dizendo: Rendei graças ao Senhor, porque a sua misericórdia dura para sempre. Tendo eles começado a cantar e a dar louvores, pôs o Senhor emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe e os do monte seir que vieram contra Judá, e foram desbaratados”.

Primeiro é preciso entender que sem santidade a unção profética jamais chegará, quando Josafá ordenou aos cantores que entoassem louvores ao Senhor, todos eles estavam vestidos de ornamentos sagrados,
“ ...Ordenou cantores para o Senhor, que vestidos de ornamentos sagrados...”.

Isso fala de santidade, é preciso entender o quanto Deus leva isso a sério, sem santidade é impossível ver Deus. Mais adiante iremos entender melhor a necessidade de termos um louvor profético, pois sem ele não haverá adoração profética.
O louvor profético traz a libertação, quebra cadeias e leva o povo a colher os despojos. É interessante que o povo não cantou profecias, palavras proféticas,
Eles apenas deram ações de graça ao Senhor porque Ele é bom e a sua misericórdia dura para sempre.
Eles estavam indo para uma guerra, no entanto não foram palavras de guerra, brados de vitórias que trouxe a unção profética. Muitos irmãos ministram o louvor, e no período da adoração liberam palavras proféticas e descem do altar achando que o louvor foi profético. No entanto pode ocorrer e infelizmente é o que acontece na maioria das vezes, tudo não passou de teoria, e se formos observar a prática não aconteceu nada. Um louvor que não traz a libertação do povo, que não quebra as cadeias espirituais que cativam o povo de Deus, que não traz cura, batismo no Espírito Santo, conversões de almas...
...eu tenho dificuldades de acreditar que um louvor assim seja profético.
O louvor profético traz o sobre natural de Deus, não tem como dizer que um louvor foi ou é profético, se não vemos o sobre natural de Deus agindo, é como ter uma linda caneta nas mão e a mesma não ter tinta, ela não deixou de ser caneta, porém não é uma caneta “profética”.
A tinta é o sobre natural de Deus, se ele não se fizer presente, o louvor não é profético.
Além da santidade, é preciso ter também coragem e ousadia para que a unção profética venha.
“...E marchando a frente do exército...” Eles estavam na linha do tiro, se os inimigos chegassem com certeza os cantores seriam os primeiros a morrerem. Não há dúvidas que eles tiveram um ato de ousadia e de coragem, o que mais poderia garantir que eles venceriam a guerra se não o próprio Senhor? Havia sobre eles uma palavra de Deus, que eles venceriam (II Crônicas 20:15-17). Há sobre mim, sobre você uma palavra de Deus, de que somos capacitados pelo Espírito Santo, o poder de Deus está sobre nós ( Atos 1:08).
É preciso ser ousado, pois a unção exige isso, é preciso estar com os ouvidos espirituais atentos para o comando de Senhor, o louvor profético é totalmente dirigido pelo Espírito de Deus.

“Por volta da meia noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam. De repente, sobreveio tamanho terremoto, que sacudiu os alicerces da prisão, abriram-se todas as portas e soltaram-se as cadeias de todos”. Atos 16:25 e 26.

Paulo e Silas oravam e cantavam louvores ao Senhor, eles não estavam guerreando, profetizando a sua libertação, eles estavam louvando, o seu louvor profético, trouxe uma unção de libertação onde tremeu as estruturas da prisão, e todos, escute bem, todos foram libertos. Quem estava louvando era Paulo e Silas, Más a libertação veio para todos.
No prédio onde se reúne a Igreja do Senhor, vem gente de todo jeito, cheias de cadeias, de prisões... Más quando o louvor é profético é liberado sobre nós o sobre natural de Deus, e toda prisão, toda cadeia cai por terra.
Em resumo, o louvor profético não é aquele que durante a ministração há liberação de profecias, palavras proféticas, etc. Isso tudo faz parte do louvor profético, más o que caracteriza se o louvor é profético ou não, não são teorias, más fatos; as cadeias estão sendo quebradas no período do louvor? Existe cura na ministração do louvor? As pessoas saem libertas? Existe conversões de almas no louvor? Se a sua resposta for sim para essas perguntas, então pode se dizer que o louvor é profético.


Adoração Profética

O louvor profético tem mais a ver com os homens (cura, libertação, conversão, etc.), enquanto que a adoração profética tem a ver somente com Deus, e esse é o nosso alvo principal, não podemos nos conformar apenas com louvor profético, se não houver adoração, e uma adoração profética, nosso objetivo não foi alcançado, o alvo ficou para traz, e, isso não é bom, ou melhor, é péssimo.
Sem o louvor profético não tem adoração profética. Porque? Se não há louvor profético, o povo não é liberto, não é curado, etc. com um povo doente e preso a glória de Deus não se manifesta.

“E quando em uníssono, a um tempo, tocaram as trombetas e cantaram para se fazer ouvir, para louvar ao Senhor e render-lhe graça; e quando levantaram eles a voz, com trombetas, címbalos e outros instrumentos músicos para louvar ao Senhor porque Ele é bom e a sua misericórdia dura para sempre, então sucedeu que a casa, a saber, a casa do Senhor, se encheu de uma nuvem; de maneira que os sacerdotes não podiam estar ali para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor encheu a casa de Deus”. II Cr. 5:13 e 14.

Quão maravilhoso é quando isso acontece na Igreja, essa é a vontade, o desejo de Deus, encharcar o seu povo com a sua glória. Lendo um livro li uma frase que me chamou a atenção, ela dizia o seguinte: “Louve até que venha o espírito de adoração, adore até que venha a glória e fique na glória”. Como isso é maravilhoso! A glória de Deus só é manifesta quando entregamos uma adoração profética ao Senhor.
Como eu desejo que você entenda o que é adoração profética, não consigo entender como as pessoas se contentam com tão pouco de Deus, nesses últimos dias Deus tem me enchido com um desejo de querer mais, mais, mais de sua glória, de sua plenitude, de seu poder, de seu abraço, de seu calor, enfim o tudo de Deus. A primeira coisa que precisamos entender, é que é preciso querer, um querer insaciável, um desejo ardente. Dias atrás meu filho Davi, que é um recém-nascido, chorava desesperadamente, minha esposa e eu não sabíamos o que fazer, tínhamos tentado de tudo, más nada o fazia parar de chorar, pelo contrário o seu choro aumentava cada vez mais em intensidade e volume; até que a mamadeira ficou pronta cheia de leite para o seu alimento, ele pegava o bico da mamadeira com tanta força que as vezes eu pensava que ele iria se engasgar com o leite. Foi então que Deus me levou para I Pedro 2:2
“Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual...”.
Precisamos desejar o Senhor desesperadamente, não aquietarmos enquanto não nos sentirmos saciados pela sua glória, e quando isso acontece, quando esse desejo é verdadeiro em nós, a unção profética começa a se fazer presente.
Como falei no início, vivemos em um país idólatra, e moramos em uma cidade idólatra influenciada, por um espírito de religiosidade; essa idolatria é destruída através da adoração. O diabo desde o início tenta desviar o alvo da adoração, ele quer ser igual à Deus, por isso ele foi expulso do céu, Deus não divide a sua glória com ninguém. Com a sua queda o diabo trouxe seu talento musical e desde então vem usando a música para o exaltar e edificar o seu trono. Isso mesmo da mesma forma que Deus é entronizado em meio aos louvores do seu povo, o diabo também é entronizado em meio a idolatria.
A adoração profética trás o trono de Deus para a terra, Deus é entronizado, e o diabo é destronado. Não adianta fazer guerra espiritual se os guerreiros não forem adoradores.
No louvor profético o sobrenatural de Deus manifesta trazendo cura e libertação, na adoração profética o trono de Deus é erigido em nossas vidas; o propósito de Deus na adoração profética, é erigir o seu trono na nação, más para isso primeiro esse trono tem que ser erigido em nossas vidas.
A unção profética só vira através de uma vida santa, separada para Deus, sem mistura, sem contaminação.

“Quando saíram os sacerdotes do santuário (porque todos os sacerdotes, que estavam presentes, se santificaram, sem respeitarem os seus turnos)”.
Um grande problema que muitos enfrentam, e eu considero isso de fato como UM GRANDE PROBLEMA, é que os “santos” irmão que cantam e tocam no louvor, só se preocupam em se “santificar” e orar no dia em que estão escalados para cantar ou tocar, isso não pode ser tolerado, ou a unção profética não virá e toda a adoração fica comprometida.
A adoração no templo tinha seus turnos, ou seja, hoje usamos escalas para as ministrações. Os sacerdotes não respeitaram seus turnos para se santificarem, o adorador não tem que orar e ser santo, somente no dia em que estiver cantando ou tocando, ele não deve respeitar os seus turnos para se santificarem, a santidade tem que ser a sua marca registrada, fazendo assim a glória do Senhor virá sobre nós sem dúvida.

“E quando em uníssono, á um tempo tocaram as trombetas...”.

Isso fala de um só propósito, uma só visão, andando em só direção. Vejo muitos líderes passando dificuldades por ter uma equipe que não sonha os mesmos sonhos, que não tem os mesmos objetivos; uma equipe assim não tem possibilidades de liberar sobre o povo uma unção profética. Muitos seguem a direção do líder, más não crê nos sonhos do líder, isso não é ser uníssono, não basta só obedecer, é preciso acreditar.
É através da adoração profética que o trono do Senhor será erigido em nossas vidas, cidades, estados e nação. A adoração profética destroe a idolatria e destroniza a rainha dos céus.
Meu desejo é que você tenha seu entendimento aberto, para entender o propósito de Deus em sua vida, Deus te chamou para ser um adorador, um profeta que não se cala, um shofar que não para de tocar, até que o trono de Deus seja erigido sobre a nossa nação.


Deus nos ABençoe

Pr. Edmundo

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O Poder Da Pregação Profética

Ezequiel 37.1-10

"Veio sobre mim a mão do Senhor; e ele me levou no Espírito do Senhor, e me pôs no meio do vale que estava cheio de ossos; e me fez andar ao redor deles. E eis que eram muito numerosos sobre a face do vale; e eis que estavam sequíssimos. Ele me perguntou: Filho do homem, poderão viver estes ossos? Respondi: Senhor Deus, tu o sabes. Então me disse: Profetiza sobre estes ossos, e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do Senhor. Assim diz o Senhor Deus a estes ossos: Eis que vou fazer entrar em vós o fôlego da vida, e vivereis. E porei nervos sobre vós, e farei crescer carne sobre vós, e sobre vos estenderei pele, e porei em vós o fôlego da vida, e vivereis. Então sabereis que eu sou o Senhor. Profetizei, pois, como se me deu ordem. Ora enquanto eu profetizava, houve um ruído; e eis que se fez um rebuliço, e os ossos se achegaram, osso ao seu osso. E olhei, e eis que vieram nervos sobre eles, e cresceu a carne, e estendeu-se a pele sobre eles por cima; mas não havia neles fôlego. Então ele me disse: Profetiza ao fôlego da vida, profetiza, ó filho do homem, e dize ao fôlego da vida: Assim diz o Senhor Deus: Vem dos quatro ventos, ó fôlego da vida, e assopra sobre estes mortos, para que vivam. Profetizei, pois, como ele me ordenara; então o fôlego da vida entrou neles e viveram, e se puseram em pé, um exército grande em extremo".

Idéia Central :
O MUNDO PODE SER TRANSFORMADO PELO PODER DA PREGAÇÃO PROFÉTICA

Frase de Efeito: QUEM TEM OUVIDOS OUÇA!

Pergunta de Ligação: - Como a pregação profética pode transformar o mundo? Devido aos seus extra-ordinários EFEITOS, fartamente ilustrados na visão do vale dos ossos secos:
Nota: Entenda por "pregação profética" aquela mensagem bíblica cristocêntrica, verdadeira, vinda diretamente de Deus, que restaura o homem em todos os aspectos e lhe traz vida eterna.

PRIMEIRO EFEITO: ORDEM NO CAOS - vs 7.
Tema do Meio: Ordem.
Explicação: Ao contrário de um cemitério, onde, geralmente, cada esqueleto tem o seu lugar, lá no vale dos ossos secos eles estavam esparramados, bagunçados. Um verdadeiro caos. O primeiro efeito da pregação profética de Ezequiel foi botar ordem no caos: "e os ossos se achegaram, cada osso ao seu osso".
Fundamentação: Gênesis 1.2: "E a terra era sem forma e vazia".
Aplicação: Antes mesmo de restaurar e vivificar, a ordem foi restabelecida.
A pregação profética nos faz ver a situação caótica em que nos encontramosquando estamos sem Jesus, confronta os nossos valores e nos leva a rever:
§ Nossos conceitos: pensamentos, idéias e ideais, crenças, filosofias de vida, prioridades etc.
§ Nosso contexto familiar: respeito, amor, fraternidade, confiança etc.
§ Nosso padrão moral: pornografia, adultério, preguiça, mentira, roubo, perjúrio, dívidas etc.
§ Enfim, rever toda a nossa existência: trabalho, estudo, projetos, amigos, compromissos etc.
Nota: Muitas pessoas já se dariam por satisfeitas com este único efeito da pregação profética sobre o caos de suas vidas, mas, há outros efeitos ainda mais maravilhosos.

SEGUNDO EFEITO: RESTITUIÇÃO - vs 8.
Tema do Meio: Restituição
Explicação: Logo após os ossos terem se juntado, o poder de Deus começa a reconstruir seus corpos.
É o momento da restituição de tudo aquilo que um dia eles tiveram, mas perderam.Ilustração: Lucas 15 (a parábola do filho pródigo - o pai o recebeu e o restaurou).

Fundamentação: Jó 33.26, Joel 2.25.
Aplicação: Este é um dos efeitos mais visíveis e comentados da pregação profética, pois as pessoas ficam maravilhadas ao verem como Deus vai restaurando e restituindo o que se havia perdido: anos de prejuízo são compensados por bênçãos impressionantes, casamentos literalmente acabados são restaurados, famílias destruídas são reorganizadas, esperanças são reavivadas, votos são renovados etc.
Nota: Muitas pessoas tem-se dado por mais que satisfeitas com estes dois efeitos em suas vidas, ordem e restituição, mas, isso não é nada comparado ao mais importante dos efeitos da pregação profética: a ressurreição!

TERCEIRO EFEITO: RESSURREIÇÃO - vs 10.
Tema do Meio: Vida eterna.
Explicação: A pregação profética verdadeira produz este efeito extraordinário, por ação do Espírito
Fundamentação: João 10.10: "eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância".
Efésios 2.1: "Ele vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados".

A verdadeira pregação profética reordena o caos das nossas vidas, restituiu o que se perdeu e vivifica o pecador.

um Abraço
Pr. Edmundo

terça-feira, 9 de junho de 2009

UM GIGANTE POR DIA


Uma das maiores verdades deste texto bíblico é a seguinte:
O SENHOR NOSSO DEUS NOS CAPACITA PARA VENCERMOS OS "GIGANTES" QUE A CADA DIA APARECEM EM NOSSA CAMINHADA.
- Vejamos as capacidades que Deus deu a Davi naquele dia:. 1 Samuel Cap 17

1. CAPACIDADE DE FICAR INDIGNADO – vs 26.
Deus nos capacita a ficarmos indignados da forma correta:

a) Uma indignação não-egoísta: Davi não tomou aquelas afrontas de Golias como se fossem contra si mesmo, mas contra seu povo.
b) Uma indignação não-conformista: Ele não ficou sentado exigindo que alguém fizesse alguma coisa, ao contrário, ofereceu-se voluntariamente para enfrentar o gigante.
c) Uma indignação não-interesseira: Ele não estava preocupado consigo mesmo, nem com sua segurança, nem com seu conforto pessoal, nem com as generosas recompensas oferecidas pelo rei para quem vencesse Golias (vs 25).
c) Uma indignação não-vulgar: Ele não podia aceitar que Golias afrontasse o Deus de Israel. Havia um belíssimo elemento de zelo santo em sua indignação.


2. CAPACIDADE DE RESISTIR ÀS CRÍTICAS - vs 28-30.
As críticas que sofreu foram duras e severas, pois vieram do seu irmão mais
velho, que o classificou como presunçoso, maldoso e bisbilhoteiro, mas Davi não se abalou com elas.

3. CAPACIDADE DE AGIR COM CORAGEM – vs 31-37.
Coragem sim; suicídio, não! Davi era corajoso, mas não era suicida.Sua coragem não estava baseada em discursos bem elaborados, nem em especulações pseudo-teológicas ou doutrinas positivistas.
Não! Sua coragem estava baseada em suas anteriores experiências pessoais com o Deus vivo, que o livrara das garras do leão e do urso e certamente o livraria das mãos do filisteu - vs 34-37.

4. CAPACIDADE DE AGIR COM SIMPLICIDADE
– vs 38-40. Nada de coisas espetaculares. Nada de espada, armadura ou capacete de bronze.Nada de amuletos, sinais divinos, profecias ou milagres.Tão somente uma funda, 5 pedrinhas lisas e sua fé em Deus.

5. CAPACIDADE DE IR ATÉ O FIM
– vs 48-51. Davi foi correndo ao encontro do gigante e o acertou na cabeça. Quando Golias caiu já estava morto, mas, mesmo assim, ele fez questão de sedimentar a vitória do seu povo: cortou a cabeça do gigante e a levantou, para horror dos seus inimigos, que fugiram correndo e foram destruídos na derrocada.


CONCLUSÃO

O Senhor nosso Deus nos faz vencer, dando-nos:
- Capacidade de ficar indignado da forma correta.
- Capacidade de resistir às críticas.
- Capacidade de agir com coragem.
- Capacidade de agir com simplicidade.
- Capacidade de ir até o fim.

Um abraço em Cristo Jesus

Pr. Edmundo

terça-feira, 5 de maio de 2009

O DESERTO COMO TERRENO A SER BUSCADO

1. O Deserto na Tradição da Igreja:

Os primeiros Padres do deserto: frutos da mudança de mentalidade provocada pelo Edito de Milão.
Perspectiva escatológica iminente e o desejo de romper com o mundo: Este texto da igreja primitiva reflete muito bem a mentalidade que assolava o mundo cristão de então:
"Um bispo, homem piedoso e modesto, mas que tinha excessiva confiança em suas visões, tivera três sonho e se pôs a profetizar: ‘Sabei, meus irmãos, que o juízo final ocorrerá em um ano. Se o que vos digo não acontecer, não creiais mais nas escrituras e agi como vos aprouver’. Ao cabo de um ano, nada aconteceu, ele ficou confuso, os irmãos escandalizados, as virgens se casaram e os que tinham vendido todo os seus bens foram reduzidos à mendicância". (Padre do Deserto - Jacques Lacarrière. Texto citado de S. Hipólito, bispo de Roma. III séc.).
O impacto que gerou a obra de santo Atanásio: Vida de Antão.
Forte influência dos escritos de S. Pacômio, grande organizador da vida cenobítica.
S. Jerônimo escreve Vida de Paulo de Tebas e Vida de Malco, monge escravo difundindo o ideal monástico.
Grandes nomes se destacam neste período: Gregório Nisseno, Gregório Nazianzeno, Basílio, Agostinho, Jerônimo, Atanásio, etc…
O ideal monástico era baseado na busca do deserto como sinal da luta e do abandono de todas as coisas. Neste período o deserto assume também forte caráter de transitoriedade, os homens que vão ao deserto continuam a participar ativamente da igreja e ajuntam muitos ao seu redor. O que ocorria mesmo com dendritas e estilitas…
Bento organiza uma regra muito simples e de grande precisão o que concede grande impulso às comunidades monacais de seu tempo. O ideal monástico dilata-se ainda mais com o pontificado de Gregório Magno, de origem beneditina, ele prestigia e difunde os mosteiros beneditinos por toda a Igreja.
Na idade média o mosteiro de Cluny engrandece anda mais o ideal monástico com as reformas dos Cartuxos e Trapistas. Destaca-se por este período S. Bernardo de Claraval…
Após um período mais afastado o tema do deserto retorna em nosso tempo com o forte impulso dos estudos do cristianismo primitivo (patrística) e o reflorescimento do monaquismo. Estaca-se a vida do irmão Charles de Fulcould, que viveu toda sua vida no ideal do deserto. Após sua morte perpetuaram o seu estilo de vida os irmãos de Jesus.

2. Espiritualidade do Deserto:


Dinâmica do Provisório:
"O deserto nada tem a ver com uma mística de fuga dos homens… Considerando a história dos crentes, é preciso incutir com energia este aspecto provisório do deserto. Se houve erros e desvios na interpretação do deserto bíblico, eles se acham presentes e tem se deixado perceber sempre que se quis fazer do deserto a situação definitiva e duradoura do crente. O cristão é destinado à comunidade, à Igreja, a sociedade dos homens. Deve caminhar algum tempo pelo deserto, a fim de se preparar para a missão, para o contato com os outros". (Enzo Bianchi)

Não confundir com Retiros:
"O deserto é mais do que lugar de retiro, já que por sua extensão e sua aspereza possui valores próprios… Ele traz em si o sinal da pobreza, da austeridade, da simplicidade mais absoluta; o sinal da total impotência do homem, que descobre sua fraqueza porque não pode subsistir no deserto e se vê obrigado a buscar seu refúgio e seu amparo em Deus só… O deserto é tentativa de progresso desnudado, destituído de todo apoio humano, na carência e na falta de todo sustento terreno, inclusive o espiritual, para encontrar Deus… O que é essencial no deserto é o despojamento total, bem como a espera paciente e silenciosa de Deus na inatividade de nossas potências". (Pe. Voillaume).

Orientações para se viver bem o deserto:
"Quem deseja fazer um dia de deserto deve fazê-lo com o espírito de imitar Jesus, que, de vez em quando, se retirava para ‘lugares desertos’ a fim de orar.
Logo não é tanto o desejo de repouso e solidão longe dos homens e do barulho que estes fazem, que impelia Jesus ao deserto, porém bem mais a sede de estar face-a-face com Deus, seu Pai, em sua função de adorador e salvador. Este desejo de solidão é a única coisa que deve estimular-nos a buscar e a amar a solidão
O deserto põe o homem diante de si mesmo, inerte e privado de todas as suas forças, potências e hábitos, para confrontar-se com a presença de Deus no máximo despojamento possível. Num dia de deserto não se encontra normalmente a presença da eucaristia e das funções litúrgicas. Por isso será preciso esforçar-nos para buscar a presença de Deus em nós e também na natureza que nos rodeia.
Quando partes para um deserto dizes para ti mesmo que Deus te encher com a sua presença à medida que tua fraqueza respeitar a solidão e perseverar na oração. Se faltarem estas disposições fundamentais de esperança e de disponibilidade aos dons de Jesus, podes ficar bem certo de que muitos outros espíritos mau vagarão em torno de ti na solidão. Basta ler a Sagrada Escritura para convencer-se deste sério perigo.
Aliás entre as poucas coisas que deves levar contigo para um dia de deserto não te esqueças da Bíblia, que contém todo exemplo dos homens que se sentiram apaixonados pelo deserto…
Lembre-se sempre que o deserto é um lugar de trânsito e que há sempre um retorno mais forte e mais sereno para junto dos homens, de quem não poderás esquecer-te nem mesmo durante o deserto.
A última observação é de que um deserto transitório reclama outro: aquele que Jesus restituiu sua alma ao Pai…

Oxalá que um dia de deserto reavive em ti o desejo de morrer mártir por ele e com ele e… que isto aconteça a manhã, como escrevia o irmão Charles de Jesus, alguns dias antes de morrer".


Um Abraço em Cristo Jesus.

Pr Edmundo

terça-feira, 14 de abril de 2009

O Combate no Deserto


O Combate de Jacó. Quem era Jacó?
"O Filho de Isaac tem um nome que, segundo a etimologia popular hebraica (Gn 27, 36), é autêntico oráculo: ‘o Suplantador’…"

Jacó aplica sucessivos golpes que lhe concedem o direito de primogenitura e as bênçãos que deveriam pertencer ao seu irmão Esaú… Porém mesmo depois de conquistar o que tanto almejava com seus golpes percebe que está em sério perigo e foge para abrigar no deserto com medo de seu irmão. Lá tem o seu sonho onde Deus se mostra como aquele que cuida dele (Gn 28, 16-22). Após enriquecer com mais golpes e ter a mulher que ama, Jacó resolve voltar, meio obrigado por causa de seus golpes, e sabe da notícia que seu irmão vem ao seu encontro com 400 homens. Isto é suficiente para levá-lo ao desespero e ele procura anda sustentar-se com mais golpes. Desolado ele busca a solidão, um deserto interior profundo. Dessa forma Ele luta com Deus (Gn 32, 2-33).
O sentido do deserto de Jacó - uma luta onde sua vitória está em submeter-se e reconhecer que só com Deus ele pode vencer… Deus nos conduz para o deserto para que possamos combater. Testemunho de Antão: "Antão atravessa uma provação de obscuridade, durante a qual tem a impressão de ser abandonado por Deus aos poderes demoníacos; não obstante persevera, porém na fé mais nua e pura. Terminada a provação, uma visão luminosa do céu vem consolá-lo. Então não consegue deixar de expressar esta queixa: Onde estavas? Porque não te manifestaste desde o princípio para fazer cessares meus sofrimentos? Mas a voz lhe respondeu: Eu estava aí Antão; eu esperava para ver-te combater" (Vida de Antão - Sto Atanásio)

Como deve ser o nosso combate no deserto?

Devemos lutar como Davi ao enfrentar o gigante Golias…
1 Sam 17. Davi se apresenta ao Rei Saul e manifesta o seu zelo contra o Filisteu que insultou a Glória de Iahweh. Sua confiança está fincada n’Aquele que deu força a sua destra para derrota o leão e o urso e arrancar a ovelha de sua goela. Quando o rei lhe oferece a vestimenta de combate Davi reconhece a sua situação e sabe do seu nada. Ele não parte para enfrentar o gigante com a aparência do que não é, mas reconhecendo o que de fato é e confiando no poder de Deus.
História fictícia do intervalo entre o combate e a entrevista com Saul Þ Davi á beira do lago recolhendo as pedras.
Ao vê-lo Golias zomba e Davi lança o seu grande grito: " Tu vens contra mim com espada, lança e escudo; eu, porém, venho a ti em nome de Iahweh dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel que desafiaste. Hoje mesmo Iahweh te entregará na minha mão, eu te derrubarei e te deceparei a cabeça, e darei o teu cadáver e os cadáveres dos exército filisteu ás aves do céu e aos animais selvagens. Toda a terra saberá que há um Deus em Israel, e toda esta assembléia conhecerá que não é pela espada nem pela lança que Iahweh concede a vitória, porque Iahweh é o Senhor da batalha e ele vos entregará nas nossas mãos". (1Sm 17, 45-47).


Que Deus em Cristo nos Abençoe!

um abraço

e a Paz de Cristo

Pr. Edmundo

terça-feira, 24 de março de 2009

O DESERTO NA VIDA ESPIRITUAL


Podemos entender o Deserto em dois aspectos: como uma realidade física, buscada pelo homem ou como uma realidade espiritual que toca toda a vida do homem, ao qual Deus parece atrair-nos constantemente para uma forte experiência. Nós nos deteremos neste segundo Deserto, nesta segunda experiência que envolve um chamado de Deus a mergulhar na obra de solidão e luta tão característica de uma autêntica experiência de Deserto.
O deserto é uma obra de Deus, para onde Ele dirige os seus eleitos: Os. 2, 16 “E devastarei a sua vide e a sua figueira, de que ela diz: É esta a minha paga que me deram os meus amantes; eu, pois, farei delas um bosque, e as feras do campo as devorarão”. Podemos cair na tentação de querer entender esta rica experiência de Deus como uma punição divina, o que não corresponde a realidade, pois se Deus atrai os seus para o deserto é por desejar que mergulhem em sua intimidade. É sinal do "Amor Terrível" de Deus (Carlos Carreto) que atrai para que o homem possa exclamar : "Conhecia-te só de ouvido, mas agora viram-te meus olhos…", como o justo Jó (Jó 42, 5).
Os grandes homens de Deus nas escrituras experimentaram desta obra em suas vidas, uma obra de purificação e aproximação com Deus.


1. O DESERTO COMO SITUAÇÃO DE VIDA


a) A Obra do Deserto:
O deserto encerra sempre uma obra de desinstalação, uma obra de "despojamento total de si" e encontro com a Verdade… Podemos chamar esta obra de "kenwsis" (kénosis), ou seja, um quebrantamento radical de si mesmo. Esta obra é descrita na carta aos Filipenses 2, 5-11. No texto bíblico o Apóstolo fala do mistério da encarnação: qeou), não Cristo modelo de humildade sendo de "condição divina" (morfh considerou o ser "igual a Deus" como algo a apegar-se (arpagmo), mas despoja-se (ekenwse)…
Kénosis é um despojamento pleno, ontológico e profundo. Esta palavra grega evoca uma ação de violência.
A Obra do deserto é de violência, um chamado a lutar. O ambiente hostil do deserto pode muito refletir a ação de Deus. Apenas os corajosos devem entrar no deserto. O próprio Jesus dá o testemunho sobre os homens que serão encontrados no deserto ao falar de João Batista (Mt 11, 7-14). Não são os de roupas finas ou caniços agitados pelo vento, mas os violentos. Devemos aspirar pelo deserto com todas as nossas forças, pois lá mergulhamos no coração de Deus e na misericórdia Divina, mas sem esquecer que esta é uma obra que exige um esforço. Deus não atrai crianças para o deserto, mas homens que possam lutar, e nos atrai para que despertemos do orgulho e saiamos das garras do pecado, é uma obra sempre próxima à crise.


b) O Deserto Para o Povo de Deus:
O Povo de Deus viveu momentos maravilhosos no deserto, mesmo consciente que este sempre representou uma luta. Na meditação do Povo de Deus sobre a sua experiência ao ser atraído ao deserto, ele descobriu as maravilhas escondidas no ríspido ambiente hostil, que se refletem muito bem na meditação dos profetas e demais escritores do Antigo Testamento. Entre os muitos temas encontramos de maneira especial:
No deserto se afirma mais claramente para o Povo a unicidade de Deus. É no deserto que o Povo eleito compreende melhor a grandiosidade de Iahweh. No deserto o Povo eleito na encontra referências diversas para expressar a sua segurança como fará ao entrar na Terra Prometida depositando sobre ídolos a sua esperança de segurança. Só Deus é a realidade que pode libertar no deserto, uma realidade imutável. Ao estabelecer-se na Terra (sair do deserto), Israel confunde as várias forças com divindades, enquanto ele encontrava-se preso à desolação mergulhava muito mais no único Poderoso…
É o tempo da fidelidade! A diferença entre o pecado do Povo no deserto e na terra prometida é fundamentalmente diferente: no primeiro caso está uma não aceitação do Senhorio de Iahweh e no segundo um recurso a outros deuses. No deserto o Povo rebela-se muitas vezes contra o abandono que exige o deserto desejando ser Senhor da sua própria vida, mas sempre consciente de Grande é o Senhor que o tirou do Egito. Na terra este mesmo Povo perde-se em busca de outros deuses esquecendo-se de Iahweh.
O deserto é ainda associado ao inimigo que haveria de tombar dentro de uma primitiva cosmologia. Sinal assim do transitório e do poder de Iahweh que deveria triunfar sobre tudo. Ao contemplar a desolação própria do deserto a religião primitiva o associava às forças contrárias à vida que vinha de Iahweh, logo Iahweh demonstrava seu poder transformando em oásis o deserto… Refletindo sobre o deserto o Povo compreende que Deus o conduz para provar, mas que ele fora protegido e guardado refletindo assim um tempo de graça… (cf. Deut 8). Este foi a maior descoberta do Povo de Deus, que o fez enxergar no deserto a mão misericordiosa do Senhor, este mesmo sentimento foi transferido para o Exílio muitas vezes associado ao deserto (cf. Dn 3).

Em Cristo Jesus
Um abraço
Pr. Edmundo

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

OS PROFETAS DE DEUS SÃO CONHECIDOS!


A profecia é uma proclamação espontânea de palavras e idéias, dadas num certo momento pelo Espírito Santo ao homem, mas na língua que conhecermos e compreendemos. É Deus falando diretamente pelo homem à outros homens, cujo o fim e manifestar o seu segredo.



Davi disse em 2 Samuel 23.2 “o Espírito do Senhor falou por mim, e a sua palavra esteve em minha língua”. O Espírito dava as palavras e idéias e Davi e ele as falavam. Essa é a maneira pela qual a profecia vem a nós.
Lembra-se que Moises está protestando o chamado de Deus em sua vida para ser um libertador. Ele se sentia incompetente. E Moises dizia ao Senhor Deus... eu não sou eloqüente... mas sou pesado de boca, e pesado de língua” (Ex 4.10). Deus tinha um remédio para a deficiência de Moises – lhes daria um porta-voz (Ex 7.1). “Não é Aarão, o levita, teu irmão? Eu sei que ele sabe falar bem... Aarão, teu irmão, será o teu profeta... você falará com ele e colocara palavras em sua boca... você falará (Aarão) tudo o que Eu lhe ordenar. É Aarão falará com faraó” (Ex 4.14,15; 7.2). Da mesma maneira o Espírito nos dá as palavras para dizermos, e pela fé, nós falarmos. Isto é chamado de “profecia”, “todos podereis profetizar, uns depois dos outros...” (1 Co 14.31).


As Limitações da Profecia e Seu Propósito.
“O que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação” (1 Co 14.3).A edificação, exortação e o consolo, são três coisas que definem este poderoso ministério profético. Convicção e conversão dos incrédulos (1 Co 14.21-25; At 2.12).


Como Conhecermos Um Profeta?
Como podemos dizer se alguém é realmente aquilo que diz ser? Do que consiste o seu ministério? Examinando toda a Escritura podemos, ver o papel do profeta funcionando de três maneiras básicas:
1. Exortação para um estilo de vida de santidade e retidão (Is 58.5-9; Mq 6.7,8).
2. Ensinamento por revelação (Is 9.2, 6,7; Jr 20.11-14).
3. Uma indicação ao futuro (Dn Cap 7 e 8; Is 46.9-11; At 11.27-30).
Dessas três funções, a principal era entregar mensagens que revelavam os propósitos de Deus ainda futuros.
Predizer o futuro não é algo meramente humano, mecânico ou cientifico; o que fora disto, entendo como um disfarce, puramente demoníaco.
O verdadeiro profeta exercita não somente os dons de expressão verbal, mas também os dons de conhecimento ou revelação – ou seja, ele estará funcionando com uma Palavra de Sabedoria, uma Palavra de Conhecimento e de Discernimento de espíritos (1 Co 12.8-11).


As Definições do Termo Profeta no Antigo Testamento.
Existe três palavras hebraicas para “profeta”, a saber:
1) Nãbhi’ (nabi): Esta é palavra hebraica básica para profeta no Antigo Testamento, que significa “porta-voz” ou “orador”. Basicamente significa que o profeta é alguém que é autorizado para falar por outra pessoa. Nabi teria sido membro de um grupo, dado a êxtases corporativos e que sobrevinham ao grupo inteiro (I Sm 10.5,6 – 10-13; 19.20-24).
2) Hõ ‘eh (roeh): Quanto à forma é um particípio ativo do verbo “ver” traduzido como “Vidente”. Ele era solitário, uma pessoa totalmente importante e impressionante (1 Sm 9.11,19; 1 Cr 9.22; 26.28; 29.29).
3) Hõzeh (Hozeh): É um principio ativo de outro verbo “ver” profeta-vidente. Ele é sempre mencionado em associação com o reinado, atrativa sugestão que era empregada com clara vidência residente no palácio (2 Cr 9.29, 12.15; 1 Cr 29.29).
Compartilhado o vocábulo nabi (Mq 3.11), ambos os termos são usados para indicar a percepção do significado dos acontecimentos (Sl 46.8; Is 5.12), e para indicar a capacidade de aquilatar o caráter dos outros (Sl 11.4,7; 1 Sm 16.1).


Definições do Termo Profeta no Novo Testamento.
A palavra grega prophettes é a única palavra para “profeta”. Esta palavra vem de duas palavras gregas: pro que significa “ante”, ou “em frente”; e phemi, que significa “mostrar ou revelar os pensamentos de alguém”. Quando essas duas palavras são reunidas, elas nos retratam a dupla operação do dom ministerial do profeta:
1. Programação. Proclamação de uma mensagem de Deus (Hb 1.1).
2. Predição. Uma revelação que prediz os pensamentos de Deus. A predição pode vir de duas maneiras:
Uma predição de eventos futuros dos quais somente Deus está ciente (At 21.10-14).
Uma revelação dos pensamentos, motivações, e intenções do coração humano (At 5.3).
Tanto a proclamação com a predição precisam ser dirigidas pelo Espírito Santo para ser uma profecia bíblica.
Uma definição prática para “profeta” poderia ser: O profeta revela e declara o coração ou a mente de Deus ao povo, e expõe o coração e os pensamentos do povo diante de Deus quando está ministrando.


Os Títulos dos Profetas.
1. Homem de Deus. (Dt 33.1) cuja intenção era expressar a diferencia de caráter entre o profeta e os demais homens (1 Rs1.9-14; 17.24; 2 Rs 4.9).
2. Servo de Deus. (2 Rs 17.13,23; 21.10; 24.2) Aqui vemos a relação do profeta, na sua pessoa para com Deus. Recebiam outros nomes: Mensageiro do Senhor Deus, Pastor do povo de Deus Vigia.


GALERIA DOS FALSOS PROFETAS

O Papa - Catolicismo Romano

Ellen G. White - A profeta da Igreja Adventista do Sétimo Dia

Cesar Castellanos - O Profeta do Movimento do G12

Joseph Smith - O profeta da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

Charles T. Russell - O profeta das Testemunhas de Jeová

John S. Scheppe - O profeta do Movimento Só Jesus

Witness Lee - Igreja Local

Kip McKean & Elena Mckean - Os profetas da Igreja de Boston

Frank Shermann Land - O profeta da Ordem De Molay

William Marrion Branham - O profeta do Tabernáculo da Fé

Allan Kardec - O profeta do Espiritismo Moderno

David Brandt Berg - O profeta dos Meninos de Deus ou Familiar do Amor

Anton La Vey - O profeta da Igreja de Satanás

Christian Rosenkreuz - O profeta do Rosa CruzHarvey

Spencer Lewis - O profeta da AMOR

CHelena P. Blavatsky & Annie Besant - As profetas da Teosofia

Mary Baker - A profeta da Ciência Cristã

Masaharu Tanigushi - O profeta da Seisho-No–Ie

Toruchira Miki - O profeta da Perfecty Liberty

Mokiti Okada - O Profeta da Igreja Messiânica

Shri Hans Maharaj Ji - O profeta da Missão da Luz Divina

Maharishi Mahesh Yogi - O profeta da Meditação Transcendental

Bhagwam Shree Rajneesh - O profeta do Movimento

BhagwanWerner Erhard - O profeta do EstVictor

Paul Wierville - O profeta do Caminho Internacional

Herbert W. Armstrong - O profeta da Igreja de Deus em Worldwide

Emanuel Swedenborg - O profeta da Igreja da Nova Jerusalém

Charles Sherlock Fillmore & Myrtle Fillmore - Os profetas da Unidade

Sun Myung Moon - O profeta da Igreja da Unificação

A.C. Bhactivedanta Swami Prabhupada - O profeta dos Hare Krishna

Bahá-Allah - O profeta do Bahaísmo

Abulgasim Mohammad - Maomé - O profeta do Islamismo

Sidarta Gautama - O profeta do Budismo

Confúcio - O profeta do Confucionismo

Raimundo Irineu Serra - O profeta do Santo Daime

Manoel Jacintho Coelho - O Profeta da Cultura Racional

Luiz de Mattos - O profeta do Racionalismo Cristão

Iuri Thais - Inri Cristo - O profeta da Igreja da Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade

Alziro Zarur - O profeta da Legião da Boa Vontade

Eurico Mattos Coutinho & Vó Rosa - Os profetas da Igreja Apostólica

Jasmuheen - A profeta do Viver de Luz

Lafayette Ron Hubbard - O profeta da Cientologia ...

SATANÁS - O inspirador dos falsos profetas


segundo