quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Ministrando Uma Oração Profética


Oração Profética é uma ação de Deus por meio do Espírito Santo levando o homem a pronunciar palavras que a ele são desconhecidas, com o fim de trazer luz à existência da vontade e divina.

A oração profética é a chave que abre o povo de Deus, as portas para o poder e propósito do Reino.
P   Oração é o homem falando com Deus.
P  Profecia é, geralmente, Deus falando através do homem.
P   Oração Profética é o Espírito Santo falando através de nós em oração, a Deus Pai.
Os três são necessários para que à vontade de Deus possa ser feita na terra, assim com é executada no céu.
Precisamos ter como base uma ação indispensável, isto é: pensando os pensamentos de Deus (Rm 8.26,27). Existem três coisas que acontece quando nos entregamos em oração, á ação do Espírito Santo:
(1)  Começamos a orar as orações de Deus. Aquilo que Deus quer que oremos. São as palavras que Deus traz a nossa mente e coloca na nossa boca (Js 10.12-14).
(2) Começarmos a sentir os sentimentos de Deus. Aquilo que Deus quer que venhamos a sentir, tomar consciência, perceber, experimentar e compreender (Sl 78.38; 86.15-17; Jr 12.14,15: Mq 7.19).
(3) Começarmos a pensar os pensamentos de Deus. Aquilo que Deus quer que venhamos a pensar, visualizar, lembrar, tomar consciência, fazer profunda reflexão (Sl 40.5; Is 55.8,9; Jr 29.11).
Quando falamos em ministrar orações proféticas, temos que entender que uma oração profética nasce do coração de Deus ao homem. Para que as nossas orações tenham poder de Deus e se faça, temos que ter as seguintes atitudes:

P   A motivação correta (Mt 6.5);
                        Um correto relacionamento com Deus na qualidade de Pai (Lc 11.11-13);
                        Uma verdadeira confiança no Senhor Deus (Sl 55.16,17);
                        Uma renuncia de hipocrisias (Mc 7.6,7).

Ana, a profetiza, o seu principal testemunho era à sua vida de oração, ao invés de seu ministério profético. Ela era uma profetiza “ungida” (com um chamado de Deus). Ela falava e proclamava as palavras proféticas em Jerusalém (Lc 2.36-38).
Na vida da igreja primitiva existiam homens que vivenciavam este ministério de forma responsável, e não meramente no impulso carnal, ou na emocionalidade (At 13.1-3).
A Bíblia tem muitos outros exemplos maravilhosos de orações proféticas (Js 10.12-14; 1 Sm 7.9,10; 1 Rs 18.37,38; 2 Rs 6.17,18; 19.15-20; 2 Cr 18.31), e dentre todos , veremos um grande modelo para as nossa vidas, isto é:

§  Elias: Um Modelo.
Ao olharmos para este homem, veremos um homem de profecias e oração. “Sendo sujeito as mesmas paixões que nós”, mas que tinha uma missão e altamente comprometido com Deus.

1.   Orações Poderosas.
Ele não era melhor do que qualquer homem tinha os mesmos problemas e franquezas humanas, contra os quais nos debatemos, mas ele era diferente. Suas orações produziam resultados maravilhosos. É disto que estamos falando, resultados, frutos (Tg 5.16-18). A palavra de Deus nos diz que: “Elias orou fervorosamente, pedindo que não chovesse, e por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra. E orou outra vez e o céu Deus chuva, e a terra produziram o seu fruto” orações poderosas são manifestada através de palavras poderosas que traz e existência obras poderosas. As coisas têm que acontecer! Elias falou as palavras que Deus trazia a sua mente e por meio de sua boca pronunciava ao rei acabe, um rei ímpio, a saber: “Vive o Senhor, o Deus de Israel, perante cuja face estou, que nestes anos nem orvalho nem chuva haverá segundo a minha palavras” (1 Rs 17.1).

2.   Profecia Poderosa.
Esta foi uma palavra muito forte, para um rei muito ímpio. Porem foi à palavra profética do Senhor Deus através de um reto homem de oração e vida no altar. A sua palavra era poderosa em Deus. O povo de Israel, como o próprio rei, via nele um homem de testemunho, de poder nas palavras e muita ousadia no Espírito de Deus “Elias orou fervorosamente, pedindo que não chovesse... e não choveu”. É isto que o povo atualmente precisa ver nas nossas igrejas, homens e mulheres poderosos na palavra. Que profetizem sobre todo o mal e se cumpra de fato.

3.   Um Tempo Certo Para Falar.
Há um tempo, tanto para o silêncio quanto para falarmos; isto diz o pregador: “há tempo para todo o propósito debaixo do céu... há um tempo para estamos em silêncio e um tempo para falarmos” (Ec 3.1,7). Depois que Elias falou firmemente a palavra do Senhor ao rei Acabe sobre a ausência de chuva, a terra de Israel logo se tornou de fato Arida.
Tudo ocorreu bem com Elias, por algum tempo. Deus havia dirigido a um riacho de onde ele podia beber e corvos que lhe suprissem de pão e carne. Era um quadro razoavelmente pacifico, em vista dos problemas que outros enfrentando. Entretanto, com o passar do tempo, o próprio riacho finalmente secou e Elias tornou-se vitima de sua própria profecia! Sem água, agora ele bem poderia ter sido tentado a reabrir os céus. Se ele tivesse agido com este desejo. Ele certamente teria estado fora da vontade de Deus. A palavra de Deus, com relação á chuva, não havia sido dada.
Se Elias tivesse falado, quando ele deveria ter estado calado ou em silêncio, uma dentre duas coisas poderia ter acontecido:
Pedir “mal”. Deus não teria honrado a sua palavra, pois ele teria “pedido mal”, ou seja, fora da vontade divina (Tg 4.3). Elias teria se tornado um profeta sem nenhum poder em palavras e ações.
Pedir muito cedo. Deus tinha honrado a sua palavra, mas teria posto um fim em toda a historia. Ele teria pedido o “milagre de fogo dos céus” e teria encontrado a sua alma “definhando” (1 Rs 18.30-39; Sl 106.13-15).
Assim com o Senhor Jesus, durante uma tentação semelhante no deserto (Mt 4.4), Elias também esperou até que a palavra de Deus viesse. Deus é fiel. O registro bíblico simplesmente diz: “Então a palavra do Senhor veio a Elias: levante-te e vai a Serepta, que é Sidom, e habite ali. Eis que Eu ordenei ali uma mulher viúva que te sustente” (1 Rs17.7-9).
Devido ao fato de que tanto Elias com a viúva obedeceram à palavra de Deus, ambos foram recompensados pelas bênçãos e pela providência de um Deus sábio e amoroso.
Suas necessidades tornaram-se a oportunidade para que o Senhor Deus executasse o milagre “do azeite e da farinha”, que salvou as suas vidas. Elias poderia ter pedido, falando quando deveriam estar em silêncio, ou estando em silêncio quando deveria ter falado. Realmente vale a pena esperar em oração, pela palavra de Deus e ai, então, obedece-la!

4.   Espere Pela Palavra de Deus (Sl 40.1; 119.74; Ec 5.2 = 1 Rs 18.1,2).
Elias foi, para destruir o império do mal, do rei Acabe e de sua esposa Jesabel. O reino deles era sustentado pelos adoradores de baal. Devido à idolatria, ao sacrifício de crianças e à imoralidade que faziam parte da adoração profana, Deus enviou sobre eles, como castigo, a fome. A época de destruição havia chegado. Deus instruiu o seu povo claramente (Ex 24.23; Dt 12.3). Portanto o dia do confronto foi preparado, e Elias proferiu o primeiro desafio ao povo (1 Rs 18.21). E se seguiu, então, o segundo desafio (1 Rs 18.24). Os profetas de baal chamaram pelo seu Deus (1 Rs 18.28). Na hora do sacrifício noturno, eis o que aconteceu segundo consta em 1 Rs 18.36-40.

5.   Faça o que Deus Diz.
A chave para a grande vitória de Elias encontra-se na pequena grande expressão “conforme a tua palavra”. O que o servo faz? Ele faz, somente o que o seu mestre lhe diz para fazer e nada mais, e nada menos!
Ele não segue a sua própria vontade, de maneira egoística (Jz 17.7-13). Ele não distribui as suas profecias por um preço (com fez Balaão, Nm 23.5). Ele simplesmente fez o que Deus havia dito, e isto foi tudo. Como Elias, devemos somente falar e nos mover em fé “de acordo com a palavra de Deus”. Algumas pessoas não agem quando Deus fala (Js 1.9). Isto é incredulidade. Outras agem quando Deus não falou (Jr 5.12,13; 23.16,21 25,28...). Isto é presunção (ir além da vontade de Deus). O homem e a mulher de Deus ouve a palavra de Deus, e, ai então, falam e agem com fé e obediência.

6.   Como Nasce a Palavra Profética.
Após a grande vitória sobre baal. Elias disse ao rei acabe. “... sobe, come, bebe porque há ruído duma grande chuva abundante” (1 Rs 18.41). Deus havia dito que Ele enviaria chuva ao rei acabe que haveria uma grande chuva torrencial. Observe, agora o que Elias fez depois de haver profetizado: “Elias subiu ao cume do monte Carmelo e se inclinou por terra, e colocou o seu rosto entre os joelhos” (1 Rs 18.42). Elias demonstra, aqui, que todo o homem que profetiza por Deus precisa ter:
a)  Uma oração persistente e fervorosa. O apostolo Tiago nos diz que ele orou fervorosamente (Tg 5.17). O Antigo Testamento diz que ele orou sete vezes (1 Rs 18.43). Isto indica persistência, tanto quanto o fervor sincero. Em outras palavras, foi uma oração forte e urgente por parte de Elias. A postura de Elias foi um tanto ou quanto incomum. Era, no entanto, a posição que as mulheres do Oriente Médio tomavam quando estavam para dar luz. Era a posição para o trabalho de parto. A dolorosa pressão necessária para o nascimento. Da mesma maneira, o Espírito Santo geralmente faz com que tenhamos dores de parto na oração, afim de que a palavra e o propósito de Deus possam ser gerados (Gl 4.19).
Elias orou fervorosamente, sete vezes, antes que houvesse um sinal no céu de que a palavra de Deus  estava a ponto de ser cumprida. A princípio Ele veio na forma de uma “pequena nuvem, do tamanho da mão de um homem” (1 Rs 18.44). Chega uma determinada hora, no processo do nascimento, em que nada consegue impedir que o bebe nasça. 

b)  Nos Temos Uma Responsabilidade. Deus quer que entendamos que há uma conexão ou uma ligação direta entre o profeta e a oração a Deus. Muitas pessoas recebem uma palavra profética para as suas vidas, porém não conseguem ver o cumprimento porque não fazem a sua parte, gerando o propósito divino nas entranhas da intercessão.
A profecia deve ser concebida, recebida e dada a luz, na oração e intercessão.O que é nascido do Espírito é espiritual...” (Jo 3.6). Tanto o profeta que fala a palavra, quanto o que recebe, tem uma responsabilidade diante de Deus.
Quando a palavra do Senhor Deus veio a Maria, mãe de Jesus. Ela teve que ser recebida e alimentada nela, antes que pudesse ser dada à luz por ele. Maria era uma mulher de louvor e oração. Depois que o espírito Santo veio sobre ela, ela profetizou. O louvor, a oração e a profecia foram todos expressos através dela, de uma forma linda e poderosa, na casa de Izabel e Zacarias (Lc 1.35-38; 46-55).
Maria tornou-se, então um belo exemplo para todos nós seguimos, em nossa caminhada com Deus. Somos, então, responsáveis em alimentar e gerar esta palavra, através das nossas orações e intercessões.
Temos a obrigação de responder pelas orações próprias e a dos outros, somos aqueles que devem prestar conta das vidas que Deus colocar em nossas mãos. Esta obrigação vai além de levá-las ao encontro de Jesus, mas o de consolidar, alimentá-las nas verdades divinas, guiando-as pelos caminhos das verdades bíblicas e espirituais.

Em Cristo
Pr.Capelão Edmundo Mendes Silva

domingo, 21 de outubro de 2012

RELIGIÃO E ENTRETENIMENTO, APROXIMAÇÕES CONTEMPORÂNEAS.



Algumas organizações religiosas parecem se adaptar às exigências de um tempo marcado pela lógica do entretenimento de grande escala midiática. Trata-se de mais um fenômeno cultural da sociedade contemporânea.
O conhecimento passa a ser predominantemente construído por meio de imagens e emoções. O suporte das mídias digitais amplia as possibilidades de experiências multimidiáticas facilmente reproduzíveis. Os satélites, antenas e cabos se prestam a transmitir infindáveis horas de cultos, relatos e pregações de novos sacerdotes, especialmente à vontade com as novas linguagens da comunicação.
A religião parece aumentar sua presença nesse ambiente. As igrejas e movimentos mais tradicionais sentem dificuldade de transpor suas mensagens para esses novos meios. Foram séculos centrados na palavra anunciada a partir de púlpitos elevados, destinada a fiéis que se concentravam na leitura do Livro Sagrado ao longo da semana. Atualmente, é restrito o número de pessoas que se dedicam à leitura de livros mais exigentes, especialmente os de linguagem rebuscada, que exigem o acompanhamento de um dicionário.
Dentre as lideranças religiosas, quem não se adaptou à nova realidade frequentemente vê seus templos ficarem mais vazios ou não terem o crescimento do número de fiéis como gostariam. Há uma verdadeira batalha por corpos e mentes entre diversas denominações e, até mesmo, religiões, que se explicitam nos locais de culto, meios de comunicação e produtos midiáticos, tais como CD, DVD, softwares, VHS e outros.
Especialmente no Brasil, de uma matriz histórica colonialista católico-romana, acrescenta-se o tempero do sincretismo religioso, que serviu como defesa cultural aos povos nativos, colonizados e escravizados. A desconfiança em relação aos discursos dominantes parece tornar mais comum à construção da compreensão individualista de uma fé que ajude a enfrentar o cotidiano marcado pela desigualdade e ciclos viciosos de reprodução da pobreza.
Um dos elementos que explicam o caráter peculiar da modernidade é a separação de tempo e espaço, dimensões antes ligadas por meio do lugar. A intrusão de eventos distantes na consciência cotidiana promove o descolamento das relações sociais dos contextos locais, antes obrigatórios à convivência.
Daí se dá a rearticulação mediada desses mesmos relacionamentos e outros por partes indeterminadas de espaço-tempo. Essa nova condição leva aos mecanismos de desencaixe, que separam a interação humana das características do lugar de encontro e, por fim, à reflexividade institucional, ou seja, cada indivíduo precisa manter sempre a chamada dúvida radical e definir por si só no que crê, a que se dedicar e como dar sentido à sua existência.
É o desenvolvimento do pensamento weberiano sobre o individualismo heróico, ampliado pelas tecnologias de informação e comunicação que permitiram transpor distâncias e culturas. As exposições às mais diversas manifestações culturais, devidamente justificadas pela Ciência, aumentam o relativismo e diminui o poder de autoridades religiosas para influenciar o comportamento dos fiéis.
Outro fator importante é, quando afirma que a concentração de poder na mídia no século XX embaralhou as possíveis linhas divisórias entre informação e entretenimento, inclusive com as influências mútuas entre política, mídia, economia e religião. O fenômeno dos radioevangelistas e televangelistas já completou mais de 80 anos e segue comprovando essas simbioses, como demonstram algumas igrejas neopentecostais brasileiras e até as eleições presidenciais nos EUA. Vale lembrar que o Vice-Presidente da República do Brasil (2003-2006 2007), José de Alencar, é filiado desde 2005 ao Partido Republicano Brasileiro, considerado pela imprensa o braço político da Igreja Universal do Reino de Deus.
Há uma orientação nas escolas e empresas de comunicação para que a informação não seja algo enfadonho. Nesse sentido, alguns componentes do entretenimento são absorvidos para manter a atenção da audiência. O que inicialmente tinha uma intenção didática parece que acabou por se tornar a própria mensagem. Basta ver a dificuldade de entender a diferença entre a atuação dos profissionais da persuasão, como assessores de imprensa, cineastas, marketing político, marketing religioso, propagandistas, publicitários, relações públicas; e os profissionais da informação, tais como os da Imprensa.
Segundo Bertrand, os meios de comunicação deveriam ter dentre suas funções principais:
Observar o contexto; oferecer um relato sucinto e organizado dos acontecimentos que podem ou não afetar o cotidiano pessoal.
Assegurar a comunicação social; para que a democracia se estabeleça é preciso contar com espaços de discussão para que se elaborem compromissos, com vistas à coexistência pacífica.
Fornecer uma imagem do mundo; como não é possível o conhecimento direto, para o homem comum inexiste a maior parte das regiões geográficas, pessoas e assuntos sobre os quais a mídia não fala.
Difundir a cultura; compartilhar uma visão do passado, do presente e do futuro que seja imbuída de tradições e de valores éticos que fortalecem no indivíduo uma identidade étnica, especialmente se de acordo com os Direitos Humanos.
Contribuir para a felicidade, divertir; no mundo contemporâneo as pessoas vivem mais, e, algumas, podem se organizar para dedicarem mais tempo a outros afazeres que não apenas o trabalho.
Fazer comprar; atuar como vetores da propaganda, que ajuda a movimentar as atividades econômicas, estimular a concorrência e, por outro lado, pode servir à manipulação e incitação do desperdício.
Originalmente se poderia pensar no entretenimento como o conjunto de ações que divertem, distraem e ocupam o tempo das pessoas entre duas atividades consideradas essenciais à sobrevivência, como o trabalho e a proteção à família. Apesar dessa definição apontar para algo aparentemente supérfluo, o entretenimento é inerente à humanidade e é um importante fator de desenvolvimento de laços sociais e da cultura. Inicialmente se dava nas conversas, estórias, brincadeiras, músicas, teatro e danças comunitárias, muitas vezes nas feiras em que o povoado se encontrava periodicamente.
Atualmente, o entretenimento se transformou em algo diferente. Ainda há espaço para a riqueza das manifestações culturais de influência regional, das conversas ao ‘pé da mesa’, dos jogos e diversões típicos de uma localidade. No entanto, cresceu imensamente a atuação globalizada dos grupos de mídia multinacionais, com a ascensão de uma lógica industrial para o estabelecimento de mercados competitivos ao redor de ídolos musicais, cinematográficos, televisivos, esportivos e de outras ordens. Na prática, para alimentar a voracidade dessa complexa teia de interesses, se estabelecem novas linguagens e tempos para manter os recursos financeiros em movimento e conquistar os corações dos fãs.

Algumas características atuais da produção dos fenômenos midiáticos com vistas ao entretenimento incluem:
1.      Imediatidade. O culto ao presente e a desvalorização da memória. O que vale é o que atrai e movimenta o maior número de pessoas agora. Um grande sucesso de ontem pode não significar nada mais hoje. Os produtos do passado, ainda que recente, são tratados com estratégias mercadológicas voltadas ao aproveitamento residual, ou seja, continuar a vender para os apaixonados que se prenderam emocionalmente ao astro em declínio ou buscar relançamentos para conquistar novas audiências.
2.      Descartabilidade. Se o presente vale sempre mais que o passado, a busca permanente da novidade é parte da lógica dessa indústria do entretenimento. Isso significa estar pronto para descartar o que era mais apaixonante até recentemente e mandar para o limbo midiático aqueles que não conseguem manter suas metas de vendas.
3.      Exotismo e singularidade. Atrai a atenção de mais pessoas ao mesmo tempo o que é exótico, diferente e singular. O que é belo ou muito feio, de acordo com padrões estéticos impostos pela própria indústria do entretenimento. Os extremos chamam a curiosidade: gordo, magro, nanismo, gigante, colorido, venenoso, sexy, repulsivo, estúpido, gênio, rápido, lento etc. Daí para se chegar à aberração como norma, não é muito distante.
4.      Superficialidade. Se o presente dita a descartabilidade constante, acaba por se chegar à superficialidade, ao império dos sentidos em contraste à laboriosa reflexão. Vale o que emociona, mesmo que signifique pouco ou nada. O mais comum é a emoção que não pede reflexão, a de reação instantânea, instintiva, atávica. As pulsões incentivadas ao máximo: a violência e o sexo como eixos estruturantes. A relação com o objeto que emociona é de imediata adoção, sem maiores laços, para facilitar o descarte assim que algo novo surgir. Os casos de devoção, como os dos ‘fãs-clubes’ não superam essa superficialidade, à medida que nunca chegam à relação pessoal em longo prazo com seus ídolos.
5.      Percepção facilitada. Se apaixonar por uma atriz, um cantor, um ídolo, uma música ou um filme pede que os atributos de atração sejam facilmente descobertos e, para tanto, ressaltados claramente pelos produtores. Fazer pensar não é o objetivo, pelo contrário, quanto mais visceral for à associação dos consumidores midiáticos, mais aptos a gastarem por seus ídolos estarão.
6.      Audiência. O único indicador de qualidade válido é o sucesso de vendas, a audiência comprovada e o número de pessoas interessadas. Só a presença de uma multidão disposta a se mobilizar pelo objeto de entretenimento indica ser algo de boa qualidade. Os comentários dos profissionais de crítica não chegam aos ouvidos da grande massa, por estarem restritos, prioritariamente, aos jornais e revistas, meios de pouca circulação.
7.      Passividade. Da forma como está organizado, o entretenimento de grande escala midiática só permite uma associação pessoal limitada à função de receptáculo. Mesmo os programas que anunciam a participação popular se restringem a votações geralmente pagas, com foco em aspectos menores do que é apresentado. As pessoas devem se limitar cada vez mais a uma espécie de lobotomização regida por interesses comerciais dos produtores.
Devido à crescente importância do entretenimento de grande escala midiática, aumenta o número de interessados em tomar esse caminho para uma ascensão social rápida. Antes, era objeto de atenção da mídia aquele capaz de realizar algo, um grande feito ou um talento especial. Atualmente, há vários casos do ‘animal midiático’, que é midiatizável por razões intrínsecas à própria mídia, tais como uma relação sexual com alguém famoso. O culto às celebridades gera seus próprios gnomos, de menor escala, em relação aos deuses do panteão principal.


MÍDIA E RELIGIÃO NA SOCIEDADE DO ESPETÁCULO ENTRETENIMENTO, MAGIA E RELIGIÃO.

O que o entretenimento atualmente anuncia e reforça vai ao encontro do que se percebe como os valores fundamentais da sociedade contemporânea. No que afeta diretamente à religião encontram-se os seguintes:

Deísmo. A pluralidade religiosa é diferente da devoção simultânea a vários deuses. O sincretismo foi suplantado pela capacidade de dissociação que as pessoas fazem entre o que professam como fé e suas práticas cotidianas. A divindade foi alocada num cubículo da mente, com quase nenhum contato com o mundo do trabalho, dos relacionamentos pessoais e das atividades corriqueiras. Outros deuses concorrem, tais como o dinheiro, a sensualidade, a beleza, a força, a fama, enfim, o poder.

Consumismo. As pessoas são reconhecidas pelo que possuem, pelos bens materiais que alcançam e o patamar de consumo que ocupam. Se o que importa é a riqueza, está instalado o materialismo, a crença no que é possível obter, a perda da subjetividade e a aridez do fosso social encarado como desejável. O hedonismo é seu gêmeo univitelino, pois amplia a lógica da posse para as relações pessoais e individualiza ao extremo a noção de bem estar. Isso aponta para a exclusão e a indiferença.
Incluir o consumismo e o deísmo na espiritualidade parece mais apropriado à magia do que à religião. Em sua análise dos principais conceitos weberianos, aponta que:
(...) magia é coerção do sagrado, compulsão do divino, conjuração dos espíritos; religião é respeito, prece, culto e sobretudo doutrina. Sendo principalmente doutrina, a religião representa em relação à magia um momento cultural de racionalização teórica, de intelectualização, com nítidas pretensões de controle sobre a vida prática dos leigos, querendo a constância e a fidelidade à comunidade de culto. A normatividade que corresponde à magia é tabu; a normatividade que vai resultar da religião é a ética religiosa.

Se magia é tentar subordinar os deuses e alcançar benefícios imediatos, individuais ou para o círculo de pessoas mais próximas, talvez se esteja presenciando o retorno do magismo sobre as manifestações religiosas contemporâneas, especialmente as de cunho midiático. Ética e doutrina não têm a mesma plasticidade visual que mágica e manifestações sobrenaturais programáveis.
A mescla de magia com as características do entretenimento de grande escala midiática parece avultar dentro das organizações religiosas.
A começar que é dispendioso manter a estrutura para dar conta do aparato técnico que a mídia precisa para funcionar. Essa necessidade de recursos financeiros acaba por se imiscuir em tudo que se planeja, age ou reflete por parte das lideranças. A tal ponto que fica confuso sobre quais são os fins e quais são os meios.
Para manter a máquina girando, alguns se rendem à lógica do entretenimento, com aberrações em destaque, predominância de músicas e efeitos visuais cada vez mais inebriantes ao longo do culto, ênfase no volume da arrecadação e promessas de satisfação imediata das necessidades dos fiéis. A entrega sensual da audiência às emoções invocadas é sinal de bênção. O transe se torna cada vez mais semelhante aos rituais mágicos de curandeiros animistas. A catarse semanal ajuda a enfrentar a vida, com a certeza da vitória constante. Funciona como um show ou apresentação midiática. Ao final, a sensação de bem estar vale o esforço e os custos envolvidos. A religião que gera uma mudança ética, uma conversão, exige reflexão e dedicação ao estudo sistemático da doutrina. Isso requer tempo e esforço, duas variáveis que as pessoas parecem pouco dispostas a aplicar na sua espiritualidade. Seja por estarem tomadas pela lógica do entretenimento ou mesmo pela dificuldade de encarar a complexidade do contemporâneo e pós-moderno.
Por outro lado, a expulsão da manifestação sobrenatural realizada pelas organizações religiosas centradas no clericalismo e seus intelectuais já deu mostras de falência múltipla de órgãos. A exemplo de alguns países europeus, onde as igrejas se tornaram pontos de atração turística e continuamente vazias de fiéis. Encontrar o meio termo entre a necessidade de adotar novas linguagens que expressem uma espiritualidade mais adequada ao mundo contemporâneo e a entrega absoluta à lógica do entretenimento é um desafio.
Para a Associação Mundial de Comunicação Cristã (WACC), são os seguintes os princípios cristãos da comunicação: vivenciar a comunicação desde uma perspectiva cristã; a comunicação cria comunidade; a comunicação é participativa; a comunicação liberta; a comunicação presta apoio e desenvolve as culturas; a comunicação é profética.
Definitivamente, religião não pode ser entretenimento. Sob o risco de contar com uma grande audiência, seduzir multidões e não cumprir sua função principal, de transformação.



Façamos uma reflexão no momento atual......
Em Cristo..
Pr.Capelão Edmundo Mendes Silva

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Os Atos Proféticos da Igreja


Atos proféticos são o exercício a faculdade de agir e ter o seu resultado segundo os Oráculos de Deus; daquilo que se faz ou se pode fazer, em uma única direção: Bíblica e no Espírito Santo. Onde a ocasião e as circunstâncias pedem uma ação puramente divina. Onde o procedimento e a conduta são feitos dentro de uma ética espiritual que conduz a vitória.

A igreja precisa resgata suas origens espirituais. Precisamos readquirir as nossas bases doutrinarias e fundamentá-las na vida diária, para que possamos de novo, ser visto não só como uma entidade filantrópica ou uma instituição social, mas acima de tudo um organismo vivo de Deus por meio de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Seu Filho.
Temos visto e presenciado uma decadência nas instituições ditas “religiosas”, pela omissão e total descompromisso com o Reino de Deus. O que leva a muitos a caminhar pela estrada da duvida e incerteza da inoperosidade do evangelho, que não é o de Nosso Senhor Jesus Cristo. Precisamos nos mover com determinação, no que rege uma ação empreendedora e reformadora no ministério profético da igreja.
No Antigo Testamento, temos exemplos maravilhosos de homens que profetizaram isto é falaram as palavras de Deus ao povo e alcançaram vitórias.
§  Abraão, homem que recebeu um chamado de Deus, para que por meio dele existisse uma nação (Gn 12.1-3). Um patriarca da fé que no seu tempo foi um instrumento profético para o seu povo (Gn 17.9-11; 23).
§  Moises, homem que fora chamada especificamente para liberta e conduzir o povo de Deus a terra prometida, e por meio de Deus profetizou as 10 pragas no Egito (Ex 7.15-17) e outras mais profecias para o povo de Deus (Ex 12.7,12,13). Moises ministrou o profético em Deus (Ex 14 15,16; 15.25; 17.6) Na sua saída do Egito ele ministrou sobro o povo “o Senhor pelejará por vós, e vós calares” (Ex 14.14).
§  Josué, o sucessor de Moises foi outro, recebeu uma poderosa ministração profética e assumiu sobre a sua vida uma unção de líder vitorioso e condutor do povo de Deus (Js 1.1-9). Josué ministrou sob o profético na vida do povo nas suas batalhas (Js 6.2-5, 6-16,20; 10.8-14).
§  Na vida de Gideão não foi diferente. Deus o usou e ele obedientemente ministrou os oráculos de Deus (Jz 7.16-22).
§  Davi não podia faltar, pois ele foi um dos maiores homens de fé, coragem e determinação nos oráculos de Deus (1 Sm 17.40,49-51). Um homem que cria nas palavras que Deus colocava no seu coração. Um homem que não ficava só em palavras poéticas e filosóficas, mas do profético para a prática na fé, alcançando vitórias para o seu povo e glorificando o Nome do Seu Deus.
Toda a Bíblia de Gênesis a Apocalipse, ela é profética e os seus atos e ações estão inseridos na vida de todos os que tiveram uma chamada de Deus.
A igreja precisa exercitar o seu direto e o dever na reivindicação que é seu, por direto. Do que Deus já trouxe a realidade por intermédio do Espírito Santo. Dando luz ao nosso entendimento, tirando toda a ignorância e trevas da incredulidade, para que possamos ver o sobrenatural atuando em nossas vidas, por meio de Jesus Cristo.
Foi assim que a igreja no Novo Testamento cresceu e desenvolveu nos seus dons e ministérios. Ela se fez notória, se apresentou, se expôs, mostrou a sua cara, disse o que veio fazer, se manifestou com uma unção que contagiava e envolvia a todos (At 2.41-47 De sorte que foram batizados os que receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas; e perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor, e muitos prodígios e sinais eram feitos pelos apóstolos. Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos”).
Quando Deus por meio de Pedro e João realizou o primeiro milagre profético na cura de um coxo, a igreja foi reconhecida como a continuação de Jesus, como o tempo em que Deus haveria de restaura o seu povo prometido e todas as nações.
 A igreja primitiva ela era profética, porque segui uma linha, a dos apóstolos; que por sua vez segui a dos profetas, que por sua vez segui a linha de Deus. Não pode existir um mover profético sem primeiro que o Espírito Santo esteja conduzindo o querer e o realizar “Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade” Fl 2.13. 
  
1.  A Contextualização do Profético.

Deus precisa de uma igreja que tenha a mesma visão que ele tem. Que tenha e que faça a diferencia no mundo atual “Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas, no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5.13-16).
Para haver um mover espiritual é preciso haver uma atitude humana, que envolva arrependimento e conversão (At 3.19-21 Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, de sorte que venham os tempos de refrigério, da presença do Senhor,e envie ele o Cristo, que já dantes vos foi indicado, Jesus, ao qual convém que o céu receba até os tempos da restauração de todas as coisas, das quais Deus falou pela boca dos seus santos profetas, desde o princípio), que envolva uma proposta de mudança, uma nova mentalidade, uma nova ótica contextualizada á luz da palavra de Deus.
Quando falamos da necessidade de contextualizar o profético, estamos falando de tornar os conceitos ou ideais pertinentes em cada situação. Colocando dentro de uma realidade atual e nunca nos movendo aos tempos passados, do qual foi proferida, pois isto envolverá a antropologia cultura e os costumes, com as épocas e uma forma de entendimentos do qual nós nunca vivenciamos. Com isto, estaríamos retrocedendo e falhando em nossa missão profética, onde não poderíamos compreender o real significado dos oráculos divinos.
A transferência do teor imutável do Evangelho para a forma verbal significativa para os povos em suas respectivas cultura e dentro de suas situações existências particulares.
Movimentos espirituais são populares nos dias de hoje, mas o mover de Deus está em bem poucos lugares.  Isto se dar, devido o grau ou ao nível de santidade e seriedade com que estamos tratando e trabalhando com Deus.
Os atos proféticos não são realizados e ministrados por mera vontade humana, nem pelo conhecimento bíblico, intelectual, filosófico, espiritualístico ou religioso, mas pela inteira e real revelação divina. Pois é ela que traz ao nosso conhecimento a necessidade desta realização, pois existe, de fato um acontecimento em vista e Deus no-lo traz a sua revelação (Amós 3.7 Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas”).
A igreja não pode viver, e nem permitir e insistir a ter uma vida de infantilidade, de meninice, de ingenuidade; levada pelo vento de toda doutrina que não condiz com as Escrituras, e que nunca trará resultado eficaz. Precisamos buscar uma maturidade para podemos distinguir bem, como realizar os oráculos de Deus na igreja (Hb 5.12-14 Porque, desde a infância sabes as sagradas letras, que podem necessitais de que se vos torne a ensinar os princípios elementares dos oráculos de Deus, e vos haveis feito tais que precisais de leite, e não de alimento sólido. Ora, qualquer que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, pois é criança; mas o alimento sólido é para os adultos, os quais têm, pela prática, as faculdades exercitadas para discernir tanto o bem como o mal”; 13.9 Não vos deixeis levar por doutrinas várias e estranhas; porque bom é que o coração se fortifique com a graça, e não com alimentos, que não trouxeram proveito algum aos que com eles se preocuparam” ; Ef 4.14,15 para que não mais sejamos meninos, inconstantes, levados ao redor por todo vento de doutrina, pela fraudulência dos homens, pela astúcia tendente à maquinação do erro; antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo”).
Uma ação profética jamais estará limitada a um princípio de qualquer tipo de ordem, somente a de Deus. Deus jamais vai contradizer a sua palavra, em beneficio de qualquer um que seja.
Quando adquirimos uma visão contextualizada, isto é descobrimos as implicações legitimas do Evangelho em determinada situação. Entendemos que os fatos contemporâneos (do mesmo tempo, da época atual) estão inerentes ou ligados de modo intimo em cada realização.
Assim que começarmos analisar determinados textos de modo contextualizado, isto é nas inter-relações de circunstâncias que acompanham um fato ou uma situação, no seu conjunto social: ou religioso, na convivência em sociedade; e exegeticamente, poderemos compreender melhor a ação de Deus sobre o homem. Poderemos entender os atos e fatos que levou Deus a fazê-lo em determinada época. Isto deve corresponder à visão que devemos ter em nossos dias. Devemos ter muito cuidado ao pronunciar (“determinar”) um ato profético, pois, ele, deve estar para nós, como nós devemos estar para ele. Dentro de uma realidade espiritual e local. Onde possa atingir e nunca fugir; onde possa agir e nunca transgredir; onde possa atuar na operosidade do Espírito Santo e nunca ser um mecanismo de uso pessoal. Esta operação, ela é determinada dentro de princípios puramente Bíblicos e espirituais, onde Deus comunicar as suas verdades e localiza-as para dentro do homem.
O Espírito Santo de Deus, como já sabemos, não é de confusão. Ele atua em nossa época da mesma forma que atuou nos tempos antigos, sem nenhuma restrição. Ele faz as mesmas obras que foi feitas, porém, Ele é um Espírito que trabalha dentro de ordem e decência, onde cadencia e encadeia a sua ação dentro de determinados movimentos e ocorrências.
Não podemos nos apegar a determinados textos bíblicos isolados e tentar transferi-los ao que outrora fora feito dentro de uma atuação puramente espiritual e local, para os nossos dias, com o pretexto de que deva ser um ato profético. Temos que levar em conta o que deveria ser o costume de uma época, de uma dispensação, para torná-la profética em nossos dias. Os atos proféticos são movimentos espirituais, que pode se transferir de uma determinada ação para uma outra ação; seja local, cultural ou ate universal, dependendo da vontade e intenção divina, para que, por meio disto Deus possa falar e ser compreendido. Ela se dá dentro de uma preparação de Deus para como homem. Quando Deus se manifestar, o homem não terá duvida nenhuma daquela ação, pois o homem já foi preparado mentalmente, biblicamente e espiritualmente pelo próprio Deus para aquele ato (1 Co 2.13-16 as quais também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo Espírito Santo, comparando coisas espirituais com espirituais. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, enquanto ele por ninguém é discernido. Pois, quem jamais conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo”).
Para que uma igreja exista e viva no mundo sobrenatural, têm que de fato e de verdade nascer no coração do povo, uma fé na obediência de Jesus Cristo. Fé tal, que venha ultrapassar os limites humanos e materiais da nossa temporal existência, trazendo consigo uma visão de vida do futuro para o presente. Daquilo que vamos desfrutar com Cristo no céu, como já vivendo aqui.         

2.    Modos de Comunicação.

Os profetas apresentavam-se aos seus contemporâneos como homens que tinham uma palavra a dizer. O oráculo falado é a forma pela qual a palavra de Deus era expressada. Oráculo hebraico “Dãbhãr” – “A palavra declarada de Deus” (2 Sm 2.16,23); e do grego “Pronunciamento Divino”. Cada profeta deixava estampados os sinais de sua própria personalidade e experiências na suas palavras.

As palavras de Deus eram proferidas por seus profetas mesmo tendo a sua individualidade, em determinadas ocasiões, sob certas circunstâncias.
Algumas vezes os profetas punham os seus oráculos na forma de parábolas ou alegorias (Is 5.1-7; 2 Sm 12.1-7; Ez 16 e 23 cap.), porém a mais dramática apresentação de suas mensagens era feita por  meio do oráculo por ação”, o que era uma espécie de auxílio visual.
A palavra corporificada no símbolo e extraordinariamente eficaz é impossível que deixe de ser cumprida; realizará exatamente aquilo que o símbolo declarava. Isaias teve que andar despido e descalço (Is cap 20); Jeremias despedaçou o vaso do oleiro (Jr cap 19); Aias rasgou sua roupa nova em doze pedaços e entregou dez pedados a Jeroboão (1 Rs 11.29); Ezequiel cercou uma cidade em miniatura (Ez 4.1-3).
Oráculo por ação era o movimento da parte de Deus para com o homem: a Palavra de Deus, os atos proféticos.

Isto não nos dá o direito de aplicarmos estes “atos proféticos” em nosso tempo, pois hoje temos a palavra de Deus encarnada, verbalizada e escrita. Muito cuidado com o que estamos fazendo e tentando colocar na conta de Deus. Ele tá fora disto....

Em Cristo
Um Abraço
Pr. Capelão Edmundo Mendes Silva